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Brasil ainda está na primeira onda da covid-19 e já pensa estar na segunda

28 de Setembro de 2020, 14:50 , por Correio do Brasil - | No one following this article yet.
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O Estado do Rio de Janeiro registrou, no domingo, o décimo dia seguido de aumento na média móvel de mortes pela covid-19. Amazonas, Amapá, Roraima, Bahia, Sergipe e Minas Gerais também registraram aceleração no contágio da doença.

Por Redação, com RBA – de São Paulo

O Estado do Rio de Janeiro registrou, no domingo, o décimo dia seguido de aumento na média móvel de mortes pela covid-19. Amazonas, Amapá, Roraima, Bahia, Sergipe e Minas Gerais também registraram aceleração no contágio da doença. A elevação, bem como a interiorização da doença nesses Estados, é vista como consequência das aglomerações que foram registradas no último feriado do Dia da Independência. “Não é uma segunda onda de covid-19, porque não temos um processo de desaceleração. A gente não conteve a pandemia, e estamos vendo diariamente o número de mortes aumentando. E, com a flexibilização, houve uma interiorização.”

Em mais um final de semana de calor, cariocas e turistas voltaram a lotar as praias do Rio, desrespeitando as medidas de isolamentoEm mais um final de semana de calor, cariocas e turistas voltaram a lotar as praias do Rio, desrespeitando as medidas de isolamento

O alerta é da vice-presidente do Sindicato dos Servidores de Ciência, Tecnologia, Produção e Inovação em Saúde Pública (Asfoc-SN), Mychelle Alves Monteiro. Segundo ela, o processo de flexibilização das medidas de isolamento é “inconsequente”. Em entrevista ao programa Brasil TVT, ela também criticou a falta de articulação nacional no combate à pandemia.

Mychelle Monteiro destaca que, no Rio de Janeiro, a ocupação dos leitos de UTI chegou a 78%. E mais da metade dos leitos de enfermaria voltados para o tratamento dos infectados pela covid-19 também estão ocupados. Além disso, cidades da Baixada Fluminense já registram fila de espera de pacientes que aguardam para receber atendimento médico na capital.

Além das aglomerações nas praias, bares e restaurantes, Mychelle criticou principalmente a falta de medidas adequadas para conter a superlotação nos transportes coletivos. É uma situação que ocorre no Rio, mas é comum a muitas capitais e grandes cidades do pais.

Manaus

Pesquisa da Fiocruz constata que especificamente a capital amazonense já está vivenciando uma segunda onda da covid-19. Manaus foi a primeira capital do país a registrar colapso nos sistemas de saúde e funerário, em abril. Passado o pico, dois meses depois, as medidas de isolamento social foram flexibilizadas. Agora, dada a nova elevação no número de casos e mortes, os pesquisadores sugerem a adoção do fechamento total das atividades não essenciais (lockdown) por 14 dias.

Vacina

Para a técnica em saúde pública, o retorno às aulas presenciais, como pressionam principalmente os donos das escolas particular, não é seguro até a chegada da vacina contra a covid-19. Ela estima que em dezembro a Fiocruz deve começar a produção da vacina que está sendo elaborada pelos pesquisadores da Universidade de Oxford, na Inglaterra. Ainda assim, “se tudo der certo”, a imunização em massa só ocorreria no final do primeiro semestre do ano que vem.

– Enquanto isso a gente ainda vai ter de continuar seguindo as medidas sanitárias, o isolamento social, o distanciamento. A lavagem das mãos e uso de máscara continuam sendo fundamentais. Lembrando que ainda estamos numa pandemia. Não dá para naturalizar. São 142 mil mortes, fora o que a gente não sabe, em função da subnotificações.

São Paulo

Após uma semana de alta, o Estado de São Paulo voltou a apresentar, na semana passada, queda no número de óbitos e de novos casos por coronavírus, mantendo queda no número de novas internações, o que vem ocorrendo já há dez semanas.

Na semana passada, 39ª Semana Epidemiológica, que compreende o período entre os dias 20 e 26 de setembro, o Estado registrou 1.136 mortes provocadas pelo novo coronavírus, o que dá uma média móvel de 162 mortes por dia, próximo ao que o Estado registrava em meados de maio. A média móvel é calculada somando-se o total de casos registrado na semana e dividindo-o pelo número de dias.

Na semana anterior, 38ª Semana Epidemiológica, entre os dias 13 e 19 de setembro, o Estado havia registrado 1.360 mortes, média móvel de 194 óbitos por dia, o que interrompeu cinco semanas consecutivas de queda no indicador.

Apesar disso, o Estado vem apresentando média móvel abaixo de 200 mortes por dia nas últimas quatro semanas. A maior média móvel ocorreu na 29ª Semana Epidemiológica, entre os dias 12 e 18 de julho, quando o Estado somou 278 mortes por dia.

Quanto aos casos, o Estado registrou, na semana passada, 39ª Semana Epidemiológica, o total de 39.215 novos casos, média móvel diária de 5.602 casos por dia, próximo a números que vinha registrando no início de junho.

Na 38ª Semana Epidemiológica, o Estado contabilizou  40.983 novos casos, média móvel de 5.855 casos por dia. A maior média de casos registrada no Estado ocorreu na 33ª Semana Epidemiológica, entre os dias 9 e 15 de agosto, quando o Estado somou 10.828 casos por dia, praticamente o dobro do que foi registrado na semana passada.

Já em relação às internações, o Estado mantém, há dez semanas consecutivas, queda na média móvel de novas internações. Na semana passada, a queda foi de 11% em relação à semana anterior, com média móvel de 1.125 internações por dia. Segundo o governador de São Paulo, João Doria, esse é um indicador importante porque demonstra a tendência da pandemia.

– Isso é sinal de que a doença está regredindo, de maneira sólida, no Estado de São Paulo – falou ele, em entrevista coletiva concedida nesta segunda-feira, no Palácio dos Bandeirantes.

Balanço

O Estado de São Paulo contabiliza o total de 973.142 casos confirmados do novo coronavírus, com 35.125 mortes.

Do total de casos diagnosticados, 839.629 pessoas já estão recuperadas da doença, sendo 107.024 após internação.

Há 3.930 pessoas internadas em todo o Estado em estado grave, em casos suspeitos ou confirmados do novo coronavírus, além de 4.780 pessoas internadas em enfermarias. A taxa de ocupação de leitos de unidades de terapia intensiva (UTI) é de 44,7% no Estado e de 43,2%  na Grande São Paulo.


Fonte: https://www.correiodobrasil.com.br/brasil-primeira-onda-covid-segunda/

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