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Briga entre Olavo de Carvalho e Silas Malafaia sobra para Vélez

marzo 24, 2019 16:44 , por Correio do Brasil - | No one following this article yet.
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Ministro da Educação, o colombiano Ricardo Vélez Rodriguez ainda não completou 100 dias no cargo e poderá ser demitido, nas próximas horas. O nome de um possível sucessor já circula nas redes sociais, em meio à briga entre quem o indicou, o astrólogo Olavo de Carvalho, e o pastor Silas Malafaia, que trabalhou pela eleição do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Por Redação — de Brasília e São Paulo

 

A disputa por poder que se desenvolve nos intestinos do governo Jair Bolsonoaro (PSL) acaba de dragar o ministro da Educação, o colombiano Ricardo Vélez Rodriguez, para o moedor de reputações em que se transformaram as redes sociais, no Brasil.

O 'filósofo' Olavo de Carvalho partiu para a agressão verbal contra os jornalistas que trabalham para a mídia conservadora brasileiraO ‘filósofo’ Olavo de Carvalho partiu para a agressão verbal contra os jornalistas que trabalham para a mídia conservadora brasileira

Diante do total enfraquecimento, com a proibição velada por parte do núcleo político do governo para que Vélez não faça mais nomeações na pasta que ocupa, o nome para o suceder seria o do senador Izalci Lucas (PSDB-DF). A informação passou a circular, neste domingo, em mensagens de parlamentares e integrantes do governo a que a reportagem do Correio do Brasil teve acesso.

Astrólogo

Lucas teria recebido o apoio de parcelas substanciais das bancadas católica e evangélica; além de ocupar a relatoria do polêmico projeto “Escola sem Partido”. Vélez, por sua vez, carrega a indicação do astrólogo Olavo de Carvalho, alvo direto do pastor evangélico Silas Malafaia, que trabalhou ativamente para a eleição de Bolsonaro mas entrou na linha de tiro do ‘guru’ presidencial.

Em resposta aos vários ataques de Olavo de Carvalho, o pastor Silas Malafaia publicou, em uma rede social, na véspera, uma nova crítica ao astrólogo.

“SÓ KKKK MUITO KKKK > Se dependesse de Olavo de Carvalho nem para vereador Bolsonaro conseguiria vencer. No voto para presidente, Bolsonaro teve dos evangélicos mais de 11 milhões de votos em relação ao que Haddad recebeu dos evangélicos. Números do datafolha e ibope”.

Militares

Antes, advertiu que estaria no centro de um ataque ao seu perfil, no Twitter.

“QUE VERGONHA!!! A turma de Olavo (de Carvalho) usando trolls para fazer comentários negativos dos meus posts! É só verificar os pouquíssimos seguidores dos perfis desses tweets. Só kkkkkkkk”.

O ‘astrólogo da Virgínia’, como o identificou o vice-presidente da República, general Hamilton Mourão (PRTB), extrapolou as bravatas contra Malafaia e as estendeu aos militares e à mídia. Em nova mensagem, no Twitter, Carvalho ameaça processar jornalistas. Quem que, na opinião dele, “é tudo gente fracassada… bêbados, drogados”.

“Quem disser ou insinuar que recebi dinheiro do Ministério da Educação por aulas do curso “Ser e Poder” OU POR QUALQUER OUTRO MOTIVO será processado na forma da lei penal”, ameaça Carvalho.

Guerra interna

O pavio na briga pela pasta da Educação, no entanto, ficou mais curto após a demissão do número dois do Ministério, Luiz Antonio Tozi, e o agravamento da crise interna foi precedido por uma série de mensagens de Olavo de Carvalho. Ele assume a responsabilidade pela indicação tanto de Vélez Rodríguez quanto do chanceler Ernesto Araújo.

Fontes ligadas ao MEC disseram a jornalistas de um dos diários conservadores paulistanos que a demissão de Tozi seria parte de um “acordo” entre Bolsonaro e Olavo, segundo o qual o “guru” pararia de publicar mensagens contra o ministério em troca da exoneração. Segundo essas fontes, os dois teriam conversado por telefone no início da semana passada.

Ao menos três grupos estão no centro da crise pela qual passa o Ministério da Educação. Os “olavistas”, ligados ao conferencista da ultradireita; os militares e aqueles funcionários de perfil mais técnico, também ligados à extrema direita e integrantes do Centro Paula Souza (autarquia do Estado de São Paulo que administra as faculdades e escolas técnicas). Há ainda um grupo formado por ex-alunos do ministro Vélez Rodrigues, de perfil ainda mais retrógrado.

‘Limpeza’

Sem qualquer freio moral nas declarações públicas, a mais recente agressão de Carvalho aos militares foi publicada no início do conflito entre ele e Vélez:

“Militares que não entendem P(…) NENHUMA de mídia estão perseguindo as empresas e adulando a classe jornalística. Estão invertendo tudo. Não sabem quem é inimigo e quem é amigo”.

Após severas críticas a Vélez, os técnicos o convenceram de afastar os “olavistas”, o que gerou a revolta no suposto filósofo. Em suas redes sociais, Carvalho tem publicado, nos últimos dias, dezenas de mensagens com recados ao governo, a Vélez e a apoiadores do presidente Jair Bolsonaro.

Ele elogiou a demissão do coronel Ricardo Roquetti, diretor de programa da Secretaria Executiva e considerado um desafeto dos “olavistas”, na segunda-feira. Após a demissão de Roquetti, o astrólogo elogiou a medida e publicou que era necessário “concluir a limpeza”.

Palavrão

“Diante de uma operação de infiltração como essa, ninguém pode ser poupado. É preciso mandar todos para a rua, a começar com o tal Tozi, que estava capitaneando a operação com o Roquetti”, escreveu.

Olavo também já fez ameaças ao próprio Vélez, e chegou a sugerir a demissão do ministro.

“Recomendei o ministro Vélez, mas se ele cair no erro monstruoso que mencionei (acordo com quem estava na pasta antes), ponham-no para fora”, escreveu. Em outra mensagem, Olavo diz que não deseja derrubar nenhum ministro e afirmou que apenas apresentou as pessoas. Ele usou um palavrão para externar sua opinião:

“O ministério é do Velez. Que o enfie no *…”.


Origen: https://www.correiodobrasil.com.br/briga-olavo-carvalho-silas-malafaia-sobra-velez/

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