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China amplia compra de petróleo e soja do Brasil, em meio a críticas

26 de Outubro de 2020, 16:07 , por Correio do Brasil - | No one following this article yet.
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Os dados de importação foram divulgados, nesta segunda-feira, enquanto os refinadores independentes chineses obtêm suprimentos baratos e de qualidade relativamente alta do exportador sul-americano.

Por Redação – de Brasília

Embora o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido) tenha deixado claro que apoia os EUA, incondicionalmente, contra a China, na guerra comercial em curso entre os dois países, o Brasil avançou para o posto de terceiro maior fornecedor de petróleo bruto dos chineses, em setembro. A última agressão direta ao parceiro comercial, por parte do mandatário brasileiro, teve foco na produção da vacina anti-covid-19.

Durante campanha presidencial Jair Bolsonaro acusou a China de querer comprar o BrasilAinda durante campanha presidencial, Jair Bolsonaro (sem partido) acusou a China de querer “comprar o Brasil”

Os dados de importação foram divulgados, nesta segunda-feira, enquanto os refinadores independentes chineses obtêm suprimentos baratos e de qualidade relativamente alta do exportador sul-americano.

As importações do produto brasileiro atingiram 4,49 milhões de toneladas, ante 2,96 milhões de toneladas um ano antes, mostraram dados da Administração Geral de Alfândega da China. O Brasil ultrapassou o Iraque, que caiu para o quinto maior fornecedor.

Cálculos

As importações pela China de janeiro a setembro do petróleo brasileiro foram de 33,69 milhões de toneladas, um aumento de 15,6% em relação ao ano anterior, de acordo com cálculos da agência inglesa de notícias Reuters com base nos dados oficiais. A China respondeu por 70% das exportações de petróleo do Brasil, disse a estatal Petrobras, em julho.

A Arábia Saudita recuperou o primeiro lugar nas compras de petróleo pela China no mês passado, depois de perder essa classificação para a Rússia nos dois meses anteriores, mostraram dados. As importações do reino foram de 7,78 milhões de toneladas, o equivalente a 1,89 milhão de barris por dia (bpd), ante 1,24 milhão de bpd em agosto.

A Rússia forneceu 7,48 milhões de toneladas no mês passado, ou 1,82 milhão de bpd, alta de 18,6% em relação ao ano anterior e de 32,8% em relação a agosto, de acordo com cálculos da agência. Durante os primeiros nove meses de 2020, a Rússia permaneceu como o maior vendedor com suprimentos totalizando 64,62 milhões de toneladas, 16% acima do nível do ano anterior.

Demanda

A Arábia Saudita ficou com 63,57 milhões de toneladas, 6,5% a mais no ano. Os embarques dos EUA aumentaram para 3,9 milhões de toneladas em setembro, contra 517.982 toneladas no ano anterior.

A China abocanhou 13% a mais de petróleo nos primeiros nove meses do que no ano anterior, conforme os refinadores aumentaram a produção para atender à rápida recuperação da demanda e aumentaram os estoques de petróleo barato a taxas recordes.

O petróleo, no entanto, não é a única commodity brasileira que interessa aos chineses. As importações de soja do Brasil pela China também aumentaram 51,4% em setembro em relação ao ano anterior, mostraram dados no domingo, à medida que as cargas compradas anteriormente passaram pela alfândega.

Embarques

A China, maior compradora mundial de soja, trouxe 7,25 milhões de toneladas da oleaginosa do Brasil em setembro, ante 4,79 milhões de toneladas no mesmo período do ano passado, segundo a Administração Geral da Alfândega.

Os esmagadores chineses encomendaram grandes volumes de grãos brasileiros anteriormente, com margens elevadas pela forte demanda para ração, enquanto o plantel suíno chinês se recupera do impacto de um surto de peste suína africana. No total, a China trouxe 9,8 milhões de toneladas de soja de todas as origens no mês de setembro, um aumento de 19% em relação ao ano anterior.

A China importou 1,17 milhão de toneladas de soja dos Estados Unidos em setembro, queda de 32,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando chegaram os carregamentos feitos durante uma trégua na disputa comercial EUA-China.

Entressafra

Espera-se que as importações gerais diminuam nos próximos meses, disseram analistas e traders, à medida que os embarques do Brasil se reduzem, com os brasileiros na entressafra.

Os estoques de soja na China caíram para 7 milhões de toneladas na semana de 18 de outubro, após atingirem um pico próximo a 8 milhões de toneladas no início de setembro.

Os estoques de farelo de soja da China estavam em 937,9 mil toneladas, abaixo do recorde de 1,27 milhão de toneladas alcançado no início de setembro.


Fonte: https://www.correiodobrasil.com.br/china-amplia-compra-petroleo-soja-brasil-meio-criticas/

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