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Ciro Gomes muda o discurso e agora diz que Bolsonaro não ameaça democracia

20 de Novembro de 2018, 17:10 , por Correio do Brasil - | No one following this article yet.
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Em linha com as negociações do irmão, Cid Gomes, que articula a fundação de uma legenda de centro-direita capaz de abrigar dissidentes do PSDB, do PT e do PDT, que os abriga, ele promete não fazer uma oposição raivosa ao governo Bolsonaro.

 

Por Redação – de São Paulo

 

Ex-governador cearense, o candidato derrotado à Presidência da República Ciro Gomes (PDT) mudou de humor em relação ao presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). Em palestra a investidores, promovida pela corretora XP Investimentos, uma empresa do banco Itaú, Ciro diz, agora, que a eleição do candidato neofascista, vitorioso nas eleições, ”não representa risco à democracia”.

Ciro Gomes tem conversado com líderes da esquerda à extrema-direitaCiro Gomes tem conversado com líderes da centro-direita, na tentativa de formar uma nova legenda

Não era o que Ciro dizia, durante a campanha eleitoral. Mas o oposto. Depois de um período de descanso e um giro pela Europa, ele agora afirma que o risco de o golpe de Estado, em curso desde 2016, se aprofundar em um governo de ultradireita não acontecerá “por falta de vontade do capitão e porque não haveria meios para se aplicar um golpe a essa altura do campeonato”.

Em linha com as negociações do irmão, Cid Gomes, que articula a fundação de uma legenda de centro-direita capaz de abrigar dissidentes do PSDB, do PT e do PDT, que os abriga, ele promete não fazer uma oposição raivosa ao governo Bolsonaro.

Nada contra

Na véspera, o irmão e agora senador eleito Cid Gomes disse que vai articular uma oposição “programática” ao governo eleito. Em uma sinalização clara à centro-direita, Cid não economizou elogios a Rodrigo Maia (DEM) e Tasso Jereissati (PSDB). Ele aponta ambos como “bons quadros para presidir as casas”.

Sobre o PT, Cid — que apoiou Fernando Haddad no segundo turno da campanha presidencial, mas saiu atirando após a derrota para Jair Bolsonaro (PSL) — disse que “se o PT se afinar com essas ideias, não temos nada contra”.

Eleito para o Senado com mais de três milhões de votos, o ex-governador do Ceará Cid Gomes (PDT) também abriu fogo contra a candidata do PT ao Senado por Minas Gerais, a presidenta deposta Dilma Rousseff, distanciando-se ainda mais da legenda. Ele articula a criação de um bloco que, de início, teria entre 17 a 19 dos 81 senadores, mas poderá unir siglas como Rede, PSB, PPS, PHS e PRB.

Condescendente

Na Câmara, o PDT faz um movimento parecido com PSB e PCdoB. O objetivo, segundo ele, é criar um bloco de oposição “programática” ao governo Jair Bolsonaro (PSL) que supere o recorte ideológico da centro-esquerda e aglutine setores do centro e da centro-direita.

Cid, de início, foi mais condescendente com Bolsonaro. Em entrevista a um dos diários conservadores paulistanos disse que, “a despeito das críticas à equipe que está sendo formada, nossa disposição é a de fazer uma oposição preocupada com a melhoria do país. Então se aquilo que a gente entende como melhor para o país vier como proposta do governo, terá nosso pronto apoio”.

— E naquilo que a gente não concordar vamos procurar discordar construtivamente oferecendo alternativas e não simplesmente a velha tradição da oposição brasileira, quer seja PT ou PSDB, de apostar no quanto pior melhor. Torcemos para o País dar certo e queremos ajudar para que as coisas entrem nos eixos — concluiu.


Fonte: https://www.correiodobrasil.com.br/ciro-gomes-muda-discurso-agora-bolsonaro-nao-ameaca-democracia/

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