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Clã Bolsonaro se afasta de aliado após flagrante de dinheiro sujo

16 de Outubro de 2020, 18:56 , por Correio do Brasil - | No one following this article yet.
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As investigações quanto ao uso ilegal de verbas públicas destinadas à saúde indígena tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF). O responsável pelo inquérito, contudo, não é o ministro Luís Roberto Barroso, que na véspera determinou o afastamento de Rodrigues do cargo de senador por um período de 90 dias.

Por Redação – de Brasília

Flagrado pela Polícia Federal (PF) com R$ 30 mil escondidos na cueca durante uma operação sobre desvio de verbas destinadas ao combate à pandemia da covid-19, o senador Chico Rodrigues (DEM-RR) passa a ser investigado por irregularidades envolvendo recursos da área de saúde para comunidades indígenas. Abandonado por seu amigo e ex-colega na Câmara, o hoje presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Rodrigues também foi traído por seu assessor Leonardo de Jesus, o Léo Índio, sobrinho do mandatário.

Amigos íntimos, desde a adolescência, Carluxo e Índio voltam ao noticiário em condições adversasAmigos íntimos desde a adolescência, Carluxo e Índio voltam ao noticiário em condições adversas, agora com a demissão do gabinete de Chico Rodrigues (DEM-RR)

As investigações quanto ao uso ilegal de verbas públicas destinadas à saúde indígena tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF). O responsável pelo inquérito, contudo, não é o ministro Luís Roberto Barroso, que na véspera determinou o afastamento de Rodrigues do cargo de senador por um período de 90 dias.

Desprezo

Desde que desceu ao inferno astral de sua longeva carreira política, “Rodrigues foi aconselhado a se afastar do cargo, mas receia perder o foro privilegiado”, disse à reportagem do Correio do Brasil um interlocutor próximo ao parlamentar, que prefere manter o anonimato.

Desprezado por Bolsonaro, logo após o flagrante, após um convívio muito próximo ao longo de décadas, Chico Rodrigues também foi abandonado por Léo Índio, indicado ao seu gabinete por ’02’, o segundo filho do clã e vereador no Rio de Janeiro (Republicanos). Índio pediu o desligamento do gabinete, nesta sexta-feira.

Um dos primos dos filhos do presidente, o assessor parlamentar estava no cargo há nove meses, com um salário bruto de R$ 23 mil mensais. Segundo aquele interlocutor, “índio teve que abrir mão desse polpudo vencimento por pressão de ’02’, que vê um risco na proximidade com um alvo da PF”.

Novo governo

Mais do que simplesmente deixar para trás um rendimento considerável, em plena pandemia do novo coronavírus, Índio foi advertido a ficar em silêncio, fora do radar da imprensa, para ser tragado no redemoinho dos acontecimentos e, assim, ajudar na preservação do mandatário neofascista, que vê crescer sua rejeição nas pesquisas de opinião.

Léo Índio ele é filho de uma das irmãs de Rogéria Nantes, primeira mulher do presidente, também envolvida no escândalo da ‘rachadinha’, em curso no Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPE-RJ). Índio e ’02’ chegaram a morar juntos durante um certo tempo e divulgaram, nas redes sociais, fotos em que se encontravam seminus, em locais paradisíacos. Ele, na época, atuava como assessor na Câmara Municipal do Rio, até conseguir o emprego no gabinete de Chico Rodrigues.

Nos primeiros 45 dias do novo governo, Índio esteve no Planalto 45 vezes e, sem qualquer cargo público, viajou na comitiva oficial até Brumadinho, em Minas Gerais, à época da tragédia do rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, em janeiro do ano passado. Ainda em 2019, questionado pela mídia quanto à sua função no governo, Léo Índio foi acomodado no cargo ao qual acaba de abrir mão.

Procurado pelo CdB, Índio não retornou às mensagens deixadas em seu e-mail.


Fonte: https://www.correiodobrasil.com.br/bolsonaro-afasta-aliado-flagrante-dinheiro-sujo/

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