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Com filho e ministros infectados, mandatário ainda desdenha do vírus

24 de Setembro de 2021, 16:07 , por Correio do Brasil - | No one following this article yet.
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A confirmação do diagnóstico positivo do ministro da Saúde fez a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendar o isolamento dos integrantes da comitiva brasileira. O ofício da Anvisa foi encaminhado na madrugada de quarta-feira à Casa Civil da Presidência da República.

Por Redação – de Brasília

Filho ’03′ do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) confirmou, nesta sexta-feira, que contraiu a covid-19. Ele admitiu que está sem paladar e forte coriza. Eduardo tomou a primeira dose da vacina contra a doença em 26 agosto e está com a segunda dose prevista para novembro. Eduardo Bolsonaro informou, ainda, que fez o teste de covid-19 na véspera e o resultado saiu nesta sexta. Segundo afirmou, esta é a primeira infecção de covid-19 a que foi submetido.

Eduardo criticou aqueles que acusam que tudo é culpa do governo Jair BolsonaroO deputado Eduardo Bolsonaro (Republicanos-SP) está cumprindo quarentena

— Na live de ontem, JB (Jair Bolsonaro) disse que duas pessoas, que são conhecidas da população, testaram positivo. Certamente, eu sou uma delas. A outra não sei quem é — disse, a jornalistas.

O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Bruno Bianco, também confirmou a infecção no mesmo dia.

Anvisa

A confirmação do diagnóstico positivo do ministro da Saúde fez a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendar o isolamento dos integrantes da comitiva brasileira. O ofício da Anvisa foi encaminhado na madrugada de quarta-feira à Casa Civil da Presidência da República. A agência pediu que os membros da comitiva permaneçam isolados por 14 dias, conforme preconiza o “Guia de Vigilância Epidemiológica para Covid-19”, publicado pelo Ministério da Saúde.

O presidente Jair Bolsonaro e a comitiva brasileira desembarcaram em Brasília na manhã de quarta-feira. Do Aeroporto de Brasília, o presidente seguiu para o Palácio da Alvorada, onde segue cumprindo isolamento, sob pena de ser preso, caso não siga as orientações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Presente na comitiva de Bolsonaro, a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, também usou a sua conta em uma rede social, nesta sexta-feira, para informar que testou positivo para a covid-19 e que, seguindo orientações médicas, cancelou toda a sua agenda de compromissos para os próximos 14 dias, período de quarentena. A ministra informou que está bem.

Hospedagem

Tereza Cristina é a segunda ministra do governo Bolsonaro a testar positivo para covid-19 nesta semana. Na terça-feira Marcelo Queiroga (Saúde), que viajou a Nova York para participar da Assembleia Geral da ONU, anunciou que está com Covid. Ele deve permanecer isolado na cidade por 2 semanas.

Queiroga adiantou, nesta manhã, que vai deixar o hotel de luxo no qual estava hospedado, para cumprir a quarentena na cidade em um hotel mais barato. Caso permanecesse no hotel Intercontinental Barclay, onde toda a comitiva presidencial ficou hospedada, até o final de seu isolamento de 14 dias, o custo da estadia do ministro da Saúde poderia variar de R$ 84 mil a R$ 140 mil.

Queiroga decidiu mudar a hospedagem porque os custos de sua permanência em NY vão sair do próprio bolso. A pasta informou em nota, que as despesas não serão pagas nem pelo Palácio do Planalto, e nem pela própria pasta. O ministro teria que desembolsar de seus próprios recursos cerca de R$ 50 mil. O restante da hospedagem seria pago pelo governo por meio das diárias pagas a ministros fora do país.

Caso permaneça duas semanas em Nova York, como é a orientação se tiver sintomas de covid, o ministro deverá receber, apenas deste benefício, um total de aproximadamente R$ 39 mil.

Extrema direita

Mesmo diante dos casos de contaminação na família e entre seus ministros, Bolsonaro voltou a dar declarações negacionistas sobre a covid-19. Dessa vez, falou a um site alemão de extrema direita.

— Muitas (vítimas) tinham alguma comorbidade, então a covid(-19) apenas encurtou a vida delas por alguns dias ou algumas semanas — desdenhou.

A fala do mandatário ocorreu no dia 8 de setembro, em uma entrevista dada para Vicky Richter e Markus Haintz. Os dois são ligados ao movimento de extrema direita Querdenken, da Alemanha.

A conversa não foi divulgada pelo presidente em suas redes sociais. Nesta semana, o conteúdo foi publicado por Markus Haintz no YouTube.


Fonte: https://www.correiodobrasil.com.br/filho-ministros-infectados-mandatario-desdenha-virus/

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