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Dados do Facebook são distribuídos em inquéritos contra Bolsonaro

3 de Agosto de 2020, 16:01 , por Correio do Brasil - | No one following this article yet.
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O programa revelou que a máquina de mentiras alimentada, ainda hoje, pela família do presidente Bolsonaro dentro do Palácio do Planalto, no chamado ‘Gabinete do Ódio’, segundo parlamentares, é motivo suficiente para a cassação da chapa.

Por Redação – do Rio de Janeiro
Flávio e Carlos Bolsonaro, filhos do presidente, estão cada vez mais envolvidos em processos no STFFlávio e Carlos Bolsonaro, filhos do presidente, estão cada vez mais envolvidos em processos no STF

Os depoimentos e dados apurados por auditores independentes e pela investigação interna do Facebook, a maior rede social mundial, servirão de base para o julgamento do processo, no Tribunal Superior Eleitoral, que pede a cassação da chapa de Jair Bolsonaro (sem partido) e Hamilton Mourão (PRTB), que teria vencido as eleições de 2018 com o uso de notícias falsas produzidas por um esquema criminoso de disseminação de mentiras, durante a campanha eleitoral. Toda a documentação apresentada no programa dominical Fantástico, da Rede Globo de Televisão, foi recolhido nesta segunda-feira à Polícia Federal (PF).

O programa revelou que a máquina de mentiras alimentada, ainda hoje, pela família do presidente Bolsonaro dentro do Palácio do Planalto, no chamado ‘Gabinete do Ódio’, segundo parlamentares, é motivo suficiente para a cassação da chapa.

— A matéria do Fantástico apresenta provas do Facebook, de que o ‘Gabinete do Ódio’ funcionava dentro do Planalto e que as fake news foram difundidas nas eleições de 2018 por Bolsonaro. Isso caracteriza crime de responsabilidade e são provas suficientes para a cassação da chapa — ressaltou o deputado Paulo Teixeira (PT-SP).

Criminosos

Para o deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ), “fake news não é liberdade de expressão”.

— É um crime que Bolsonaro transformou em política de governo para viabilizar seu projeto golpista. O alvo não é a oposição, é a democracia. É urgente que a Justiça autorize a quebra dos sigilos fiscais e telefônicos desse bando — emendou o parlamentar.

“Fantástico.Reportagem c/testemunho do diretor do Facebook aponta que Bolsonaro é o chefe da fábrica de difamação e fake news.Eduardo,Flávio, Tércio Arnaud e/assessores pagos com dinheiro público multiplicam mentiras.São crimes para cassar a chapa Bolsonaro/Mourão e prender estes criminosos”, escreveu o deputado Ivan Valente (PSOL-SP).

Outro lado

No último dia 8, o Facebook derrubou uma rede de distribuição de fake news e perfis falsos ligada aos gabinetes de Bolsonaro, do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) e dos deputados estaduais bolsonaristas Anderson Moraes (PSL-RJ) e Alana Passos (PSL-RJ) e foram denunciados na matéria do programa.

Nesta manhã, por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, a PF recolheu os dados aos inquéritos que apuram a disseminação de notícias falsas e o financiamento de atos antidemocráticos. Uma vez compilados, serão encaminhados também para os inquéritos que investigam a produção e disseminação de mentiras, na internet.

A reportagem do Correio do Brasil procurou o presidente Jair Bolsonaro e seus filhos, o vereador Carlos Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, e o senador Flávio Bolsonaro, mas nenhum deles retornou às ligações. O assessor do Planalto Tércio Tomaz, citado na reportagem, também se manteve calado.

Censura

Em nota à imprensa, os advogados de Paulo Eduardo Lopes afirmam que ele “jamais administrou qualquer página de conteúdo jornalístico” e que “o Facebook se equivocou ao banir as páginas de Paulo Chuchu de suas plataformas”.

O advogado de Leonardo Rodrigues de Barros Neto também disse, a jornalistas, que “não há qualquer fundamento” nas investigações que apontam seu cliente como dono de “perfis inautênticos”, “já que sua identidade é conhecida”. Mas a defesa não esclareceu por quê Leonardo mantinha um site, que omitia sua autoria e se apresentava como jornalístico.

A deputada Alana Passos, do PSL fluminense, disse a repórteres que “não responde por aquilo que servidores publicam em suas redes sociais pessoais” e que Leonardo pediu exoneração em abril.

Já a defesa da assessora Vanessa Navarro classificou a exclusão da conta como “atentado à liberdade de expressão”. O deputado estadual Anderson Moraes, também do PSL do Rio, afirmou que a derrubada das páginas de Vanessa configura censura prévia.

Assista, adiante, à reportagem do Fantástico:


Fonte: https://www.correiodobrasil.com.br/dados-facebook-distribuidos-inqueritos-contra-bolsonaro/

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