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Doações de órgãos caíram 40% com pandemia do novo coronavírus

25 de Setembro de 2020, 13:13 , por Correio do Brasil - | No one following this article yet.
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Neste ano, a pandemia do novo coronavírus fez com que as doações de órgãos no país caíssem 40% em comparação ao ano passado. Entre janeiro e julho deste ano, foram feitos 9.951 procedimentos deste tipo.

Por Redação, com ABr – de Brasília

Neste ano, a pandemia do novo coronavírus fez com que as doações de órgãos no país caíssem 40% em comparação ao ano passado. Entre janeiro e julho deste ano, foram feitos 9.951 procedimentos deste tipo. No mesmo período em 2019, o número foi de 15.827. Até 31 de julho, havia 46.181 pacientes aguardando por um transplante.

Ministério da Saúde lançou campanha para aumentar doaçõesMinistério da Saúde lançou campanha para aumentar doações

Neste contexto, o Ministério da Saúde lançou na quinta-feira durante a reunião da Comissão Intergestores Tripartite a Campanha Nacional de Doação de Órgãos 2020. O tema da edição deste ano é “Doe órgãos, a vida precisa continuar”.

Todo ano uma nova edição da campanha é lançada em período próximo a 27 de setembro, quando é comemorado o Dia Nacional de Incentivo à Doação de Órgãos. A iniciativa de 2020 será divulgada por meio de peças promocionais em meios de comunicação entre 24 de setembro e 23 de outubro. O intuito é sensibilizar a sociedade sobre a importância desta prática.

De acordo com o Ministério da Saúde, entre 2019 e 2020, a taxa de recusa das famílias à doação de órgãos reduziu levemente. Enquanto no ano passado o índice foi de 39,9% entre janeiro e julho, neste ano a taxa caiu para 37,2% no mesmo período.

Mas o número de notificações de doadores caiu 8,4%. Entre janeiro e julho de 2019 foram registrados 6.466 novos doadores, número que ficou em 5.922 em 2020.

A coordenadora do Sistema Nacional de Transplantes, Daniela Mourão, destacou que o Brasil tem o maior programa público relacionado ao tema. Segundo ela, o esforço agora será o de recuperar o patamar de transplante de órgãos do momento pré-pandemia.

“O desafio pós-covid é retomar as doações, organizar os hospitais que tiveram de paralisar por conta da pandemia. Teremos de ter atenção redobrada às listas de pacientes para avaliar se podem ser transplantados”, alertou.

O desafio pós-covid-19

A representante da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) no Brasil, Socorro Gross, destacou a situação brasileira pela existência do Sistema Único de Saúde e a possibilidade de pessoas sem recursos terem acesso a transplantes e enfatizou a importância desta prática.

– Um dos assuntos mais solidários que tem na vida é a doação de órgãos. Definimos solidariedade não como entregar as coisas que temos de mais, mas que é valioso para nós e para outros – pontuou Gross.

Na reunião da Comissão Intergestores Tripartite, o presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Wilames Ferreira, afirmou que os secretários municipais vão atuar para que gestores e profissionais possam se juntar ao esforço de conscientizar as famílias sobre a aceitação da opção da doação de órgãos.


Fonte: https://www.correiodobrasil.com.br/cairam-pandemia-coronavirus/

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