Com o cenário econômico fraco no país, escassez de capital de giro e ausência de novos negócios, o PMI de serviços permaneceu em janeiro no mesmo nível do mês anterior, de 45,1. Chega, assim, ao 23º mês abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração
Por Redação, com Reuters – de São Paulo
A entrada de novos negócios caiu em janeiro pelo terceiro mês seguido e manteve o setor de serviços do Brasil em contração. O fato leva a confiança ao menor nível em sete meses, indicou o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês). A pesquisa foi divulgada nesta quinta-feira.
Com o cenário econômico fraco no país, escassez de capital de giro e ausência de novos negócios, o PMI de serviços permaneceu em janeiro no mesmo nível do mês anterior, de 45,1. Chega, assim, ao 23º mês abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração.
Novos negócios
De acordo com o IHS Markit, que realiza o levantamento, o volume de entrada de novos negócios apresentou queda pelo terceiro mês consecutivo. A razão apontada é a fraqueza da demanda. A taxa de contração em janeiro foi mais lenta do que a média registrada em 2016.
As entradas de novos negócios recuaram em quatro das seis categorias monitoradas. As exceções ficaram com Intermediação Financeira e Hotéis e Restaurantes.
O grau de otimismo entre os fornecedores de serviços atingiu um recorde de baixa de sete meses. Embora haja expectativas de recuperação econômica, as preocupações com a rapidez dessa retomada restringiram o otimismo.
— A demanda persistentemente fraca e a crise econômica continuam a impactar o desempenho do setor. As empresas mantêm alguma esperança de que a situação vai melhorar em 2017. Mas as preocupações com a velocidade da recuperação pesam sobre a confiança — destacou a economista do IHS Markit Pollyanna De Lima.
Em queda
Capacidade produtiva ociosa, dificuldades econômicas e redução de custos. Estes foram o principais pontos negativos, que fizeram os fornecedores de serviços do Brasil reduzirem os níveis de emprego de forma mais acentuada do que em dezembro. Os mais afetados foram os funcionários dos setores de Intermediação Financeira e de Transporte e Armazenamento.
Em relação à inflação, a de insumos acelerou em janeiro diante dos preços mais altos de alimentos e combustíveis. Porém, as empresas reduziram os preços de venda buscando atrair a demanda.
Com a queda mais forte do PMI da indústria em janeiro, o PMI Composto do Brasil caiu para a mínima de cinco meses de 44,7, sobre 45,2 em dezembro.
Mais inflação
No varejo, os preços de vestuário recuaram em janeiro e o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo desacelerou a alta a 0,32% no mês, contra 0,72% em dezembro.
A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) informou nesta sexta-feira que os preços de Vestuário apresentaram queda. O declínio foi de 0,86% em janeiro, exercendo um peso de -0,0575 ponto percentual, após alta de 1,83% no mês anterior.
Na outra ponta, os preços de Educação aceleraram a alta a 6,51%. Trata-se de um movimento sazonal de início de ano, contra 0,03% em dezembro.
A leitura do primeiro mês do ano ficou abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters de avanço de 0,51%. O IPC-Fipe mede as variações quadrissemanais dos preços às famílias paulistanas com renda mensal entre 1 e 10 salários mínimos.
O post Em contração prolongada, economia vê novos negócios cada vez mais raros apareceu primeiro em Jornal Correio do Brasil.



