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Esquerda busca alternativas para enfrentar onda neofascista no Brasil

18 de Junho de 2019, 14:02 , por Correio do Brasil - | No one following this article yet.
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Na vanguarda, o PCdoB renova a Fundação Maurício Grabois (FMG) com um ciclo permanente de debates. Na Presidência da FMG, no Rio de Janeiro, o professor do Departamento de Evolução Econômica da Universidade do Estado do Rio (UERJ) Elias Marco Khalil Jabbour tem participado na produção de um novo conteúdo.

 

Por Redação – de Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo

 

Após a derrota nas urnas, há 18 meses, setores da esquerda ainda buscam respostas para a crise que se abateu sobre as legendas que abrigam os ideais socialistas para a sociedade brasileira. Para encontrar respostas, ao menos dois partidos, o PCdoB e o PSOL, resolveram voltar à prancheta e desenhar, a partir do entendimento de seus militantes, uma alternativa à barbárie imposta pela onda neofascista que solapa os pilares da democracia brasileira.

No debate promovido pela FMG e mediado por Elias Jabbour (D), os professores Marcos Dantas (E) e Luís Manoel Fernandes falaram a um auditório lotadoNo debate promovido pela FMG e mediado por Elias Jabbour (D), os professores Marcos Dantas (E) e Luís Manoel Fernandes falaram a um auditório lotado

Na vanguarda, o PCdoB renova a Fundação Maurício Grabois (FMG) com um ciclo permanente de debates. Na Presidência da FMG, no Rio de Janeiro, o professor do Departamento de Evolução Econômica da Universidade do Estado do Rio (UERJ) Elias Marco Khalil Jabbour tem participado na produção de um novo conteúdo; do qual a esquerda possa aplicar na retomada do enfrentamento ao neoliberalismo econômico e o conservadorismo social.

— O relançamento da seção RJ da Fundação Maurício Grabois foi um sucesso. O Rio de Janeiro ganha uma nova referência marxista e desenvolvimentista para discutir seus problemas e soluções. O nosso Estado não é uma ilha. É parte fundamental de um grande Projeto Nacional de Desenvolvimento — disse Jabbour.

Nível nacional

Ao lado dos professores Marcos Dantas (UFRJ) e Luís Manoel Fernandes (PUC-RJ), Jabbour mediou a discussão sobre as tendências do sistema em curso, para as próximas décadas. No debate ‘Capitalismo x Socialismo no Século XXI’, realizado no auditório do Sindicato dos Professores, no Centro do Rio, com os mais de 150 lugares tomados, falou-se, abertamente, sobre as dificuldades que a esquerda enfrenta para reconduzir ao equilíbrio a luta de classes.

A iniciativa do Rio de Janeiro foi reproduzida, noite passada, na Capital Federal, durante a oficina “O papel do Estado e das empresas públicas”, organizada pelo Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas e o Observatório da Democracia, com apoio da FMG. A experiência reuniu pesquisadores, gestores e representantes sindicais em Brasília para estudar a conjuntura política e econômica que está afetando as áreas atendidas pelas estatais brasileiras.

Da mesma forma como essas iniciativas se reproduzem, outros setores da esquerda retomam, em nível nacional, a tentativa de vislumbrar uma nova alternativa para reconquistar o eleitorado perdido para um discurso de ódio e subserviência ao ideário capitalista norte-americano.

Previdência

Na noite desta terça-feira, em São Paulo, o coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e ex-candidato à Presidência da República, professor Guilherme Boulos (PSOL), lidera o lançamento do Instituto Democratize, autodefinido como “um espaço para pensar alternativas para o Brasil com coragem, solidariedade e justiça social”.

— A esquerda tem que ter humildade para reconhecer seus erros, e ousadia para pensar o futuro — pontuou Boulos.

O Instituto, segundo seus dirigentes, quer ouvir “os outros lados”para fazer jus ao seu nome, mas não adere a aspirações de neutralidade em um debate que precisa ser feito.

— A ideia é construir um projeto crítico, nacional e de esquerda. Ouvir as várias posições é fundamental para um debate qualificado — acrescentou o líder partidário.

Debates

Segundo Boulos é necessário formar espaços de diálogos que incluam localidades fora de São Paulo, local sede do primeiro seminário. Para tanto, os debates serão transmitidos pelas redes sociais, e reuniões semelhantes terão lugar, fora da capital.

Na principal mesa do seminário intitulado “A Previdência precisa de reformas?” estarão especialistas e acadêmicos até esta quarta-feira, na capital paulista. Entre os palestrantes, o economista Luis Gonzaga Belluzzo e o engenheiro espanhol Mário Villanueva discorrerão sobre o projeto de capitalização no Chile.


Fonte: https://www.correiodobrasil.com.br/esquerda-busca-alternativas-para-enfrentar-onda-neofascista-brasil/

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