Uma fonte a par da investigação sobre Fillon disse que o inquérito de fraude, que analisa a suposta malversação de fundos públicos, foi ampliado
Por Redação, com Reuters – de Paris:
O candidato presidencial francês de direita François Fillon voltou a sofrer pressões nesta quarta-feira devido a novas reportagens sobre conflitos de interesse financeiros e políticos, e um aliado de seu partido atacou um item crucial de seu radical programa de recuperação econômica.

O candidato presidencial francês de direita François Fillon
No momento em que investigadores ampliam um inquérito sobre centenas de milhares de euros que Fillon pagou à sua esposa, Penelope, e seus filhos. Seu chefe de campanha criticou uma “novela” diária de vazamentos na mídia. Que ele disse terem como meta prejudicar as perspectivas de Fillon ser eleito presidente em maio.
– Está claro que estes são vazamentos orquestrados – disse Bruno Retailleau, coordenador de campanha de Fillon, à rádio RTL. “Estamos sendo arrastados para dentro de uma novela.”
Outrora favorito, o ex-primeiro-ministro conservador de 63 anos caiu para a terceira colocação nas pesquisas. Ele corre o risco de ser eliminado no primeiro turno de 23 de abril. Abrindo caminho para uma decisão entre a líder de extrema-direita Marine Le Pen. E o independente de centro Emmanuel Macron, visto como provável vencedor na votação decisiva de 7 de maio.
À parte as alegações de desonestidade que vem assombrando sua campanha. Desde que o jornal Le Canard Enchainé revelou o escândalo apelidado de “Penelopegate” no final de janeiro. Fillon teve que enfrentar críticas inesperadas de um membro influente de seu partido, Os Republicanos, a respeito de sua plataforma econômica.
Proposta
Pronunciando-se contra a proposta de Fillon de cortar 500 mil empregos do setor público. François Baroin disse. “O Estado não pode obrigar autoridades locais a reduzirem a mão de obra, tal como proposto”.
– Estou dizendo a François Fillon: ‘Cuidado. Perigo à frente!’ – disse Baroin, que preside a associação nacional de prefeitos da França, um grupo de prestígio ao qual Fillon deve discursar ainda nesta quarta-feira.
Na terça-feira uma fonte a par da investigação sobre Fillon disse que o inquérito de fraude, que analisa a suposta malversação de fundos públicos, foi ampliado e agora inclui a suspeita de que documentos falsos foram apresentados para justificar o emprego de seus familiares.
Além disso, em sua edição mais recente o Le Canard Enchainé noticiou que um bilionário libanês pagou US$ 50 mil a uma empresa de Fillon em 2015 para que esta obtivesse encontros com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e com o diretor-executivo da petroleira Total, Patrick Pouyanne.
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