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Fratura exposta no PMDB após saída de Renan influencia tucanos

июня 29, 2017 15:31 , by Jornal Correio do Brasil - | No one following this article yet.
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“Senador Renan Calheiros confirma o que sempre denunciamos: Eduardo Cunha levou a cabo o golpe para governar por trás de Temer, até da cadeia”. A declaração é da presidenta cassada Dilma Rousseff (PT).

 

Por Redação – de Brasília

 

Após deixar a Liderança do PMDB, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) comentou com interlocutores, na manhã desta quinta-feira, que nunca havia “acordado tão bem nos últimos tempos”. A disposição para colaborar para a aprovação das denúncias contra o presidente de facto, Michel Temer, nunca esteve tão afiada. Ainda assim, o senador alagoano conhece suas limitação na Câmara, segundo afirmou uma fonte à reportagem do Correio do Brasil.

— Na Câmara prevalece o PMDB do Cunha. Mas mesmo este grupo está dividido, por causa das eleições. Quem pretende se reeleger, quer distância de Temer. O mesmo ocorre na bancada do PSDB na qual, se Temer perder a maioria, corre o risco de não chegar aos 172 votos necessários para barrar a denúncia — afirmou

Cunha, presidiário

Renan Calheiros abre uma divisão importante na base aliada ao presidente de facto, Michel Temer

Renan Calheiros abre uma divisão importante na base aliada ao presidente de facto, Michel Temer

Mesmo a presidenta cassada Dilma Rousseff (PT), que tem se mantido no ostracismo durante a pior crise política na História moderna do país, manifestou-se sobre o cenário de crise. Pelas redes sociais, nesta quinta-feira, confirmou que a situação brasileira é mais esdrúxula do que simplesmente ter o sucessor na Presidência denunciado por corrupção.

Dilma lembrou, em sua conta no Twitter, o discurso feito na véspera pelo senador Calheiros, quando entregou o cargo de líder do PMDB. Ele afirmou que o Brasil, na verdade, é governado pelo presidiário Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que daria ordens em Temer da cadeia.

“Senador Renan Calheiros confirma o que sempre denunciamos: Eduardo Cunha levou a cabo o golpe para governar por trás de Temer, até da cadeia”, postou Dilma Rousseff. “Cabe ao STF julgar a flagrante ilegalidade do impeachment que propiciou o absurdo de termos um governo dirigido desde a cadeia”, acrescentou.

Estrago político

A renúncia de Calheiros provocou um “estrago político” nas hostes do PMDB, segundo fonte. Ao deixar o cargo, disse não ter vocação para “marionete”. Ele afirmou que Michel Temer não tem credibilidade para conduzir as reformas trabalhista e da Previdência. Calheiros as considera “exageradas” e “desproporcionais”, num discurso que buscou provocar mais desgaste ao governo.

Renan deixou o comando da bancada, majoritariamente favorável às reformas que o governo vem conduzindo — especialmente à trabalhista —, voltou a criticar o governo por ser “comandado” por Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara, preso na operação Lava Jato. E recomendou que Temer renuncie.

— Devolvo agradecido aos meus pares o honroso cargos que me confiaram — disse o senador.

Aceitar ou reagir

Ele não estaria disposto “a liderar o PMDB atuando contra os trabalhadores e os Estados mais pobres da Federação”. A impossibilidade de senadores promoverem mudanças na reforma trabalhista “degrada o bicameralismo”, disse. Renan argumentou que não poderia permanecer na liderança sob a pena de “ceder” a um governo que trata o PMDB como um “departamento do Executivo”.

O senador sugeriu ainda que se instalou em seu partido um ambiente de “perseguição”. De “intrigas” e “ameaças” contra quem “não reza a cartilha governamental”.

— Cabe-nos aceitar a situação ou reagir a ela. Não tenho a menor vocação para marionete — reafirmou.

‘Prefiro renunciar’

Mais adiante, usou cores ainda mais fortes contra o inquilino do Palácio do Planalto.

— Sinceramente, não detesto Michel Temer. Não é verdade o que dizem, longe disso. Não tolero é a sua postura covarde diante do desmonte da consolidação do trabalho — afirmou.

Renan disse ser um “erro” de Temer achar que poderia governar sob influência de um “presidiário” (Cunha); além de ameaçar que poderia trocar as indicações da Comissão e Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, onde deve ser votada nesta quarta-feira a reforma trabalhista.

O senador acrescentou que se fosse para defender essa proposta, preferiria renunciar ao cargo.

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Источник: http://www.correiodobrasil.com.br/fratura-exposta-pmdb-saida-renan-influencia-tucanos/

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