Se Mendes decidir colocar em pauta a ação que pede a cassação da chapa Dilma-Temer, ele será cassado. O ministro Hermann Benjamin, relator do caso, já preparou seu voto
Por Redação – de Brasília
Dono dos piores índices de popularidade que um político brasileiro possa exibir, o presidente de facto, Michel Temer, está com seu futuro nas mãos da Justiça. Com oito ministros abatidos por escândalos de corrupção, hoje depende exclusivamente do ministro Gilmar Mendes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral.
Se Mendes decidir colocar em pauta a ação que pede a cassação da chapa Dilma-Temer, ele será cassado.
O ministro Hermann Benjamin, relator do caso, já preparou seu voto. E “será duríssimo”, segundo informação vazada para a mídia conservadora..
Benjamin considera “um descalabro” a divisão da chapa Dilma-Temer – e lembra que não é essa a jurisprudência da corte.
Durante este carnaval, o grito de “Fora, Temer!” uniu os foliões, ao redor do país. Seja em Salvador, no Rio de Janeiro ou nos blocos de cidades como São Paulo e Belo Horizonte, o que não faltou foram protestos contra Temer.
Depois do Carnaval, Temer se tornará ainda mais frágil com a revelação das delações da Odebrecht.
Na fogueira
Na tentativa de escapar às barras dos tribunais, o presidente de facto acredita que o depoimento concedido, voluntariamente, pelo advogado José Yunes, seu melhor amigo, no âmbito da Operação Lava Jato coloca o chefe afastado da Casa Civil, Eliseu Padilha, na linha de fogo. Esta é a avaliação de quem acompanha o caso, segundo a mídia que apoia o golpe de Estado, em curso no Brasil.
De acordo com os fatos narrados por Yunes, o líder peemedebista teria apenas solicitado à Odebrecht as doações de campanha ao PMDB, em 2014. O que foi negociado depois disso, como a forma de entrega do dinheiro, se por dentro ou por fora, teria ficado sob a responsabilidade de Padilha.
Yunes contou ter recebido em seu escritório em São Paulo, a pedido de Padilha, “documentos” que depois soube ser dinheiro. “Envelopes” levados ao escritório por Lúcio Funaro teriam R$ 4 milhões, parte dos R$ 11 milhões solicitados por Temer. O montante foi depois retirado por um emissário de Padilha, segundo Yunes.
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