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Garimpo ilegal: barro escurece águas do ‘Caribe Amazônico’ 

18 de Janeiro de 2022, 13:33 , por Correio do Brasil - | No one following this article yet.
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Apelidado de “Caribe Amazônico”, o local é conhecido pelas praias de águas doces, cristalinas e azuladas. Desde dezembro, porém, um fluxo de águas turvas e barrentas surpreende turistas e moradores, que apontam a mineração de ouro como causa do problema. 

Por Redação, com Brasil de Fato – de Brasília

O crescimento do garimpo pode estar modificando a paisagem de um dos principais destinos turísticos da Amazônia, a vila de Alter do Chão, pertencente ao município de Santarém, no oeste do Pará.

Faixa de areia separa águas barrentas e claras no balneário turístico de Alter do Chão (PA)

Apelidado de “Caribe Amazônico”, o local é conhecido pelas praias de águas doces, cristalinas e azuladas. Desde dezembro, porém, um fluxo de águas turvas e barrentas surpreende turistas e moradores, que apontam a mineração de ouro como causa do problema.

O balnerário fica no rio Tapajós, cuja bacia é a quinta maior da Amazônia. O fenômeno do escurecimento das águas é, até certo ponto, natural, mas não nessa época do ano, garantem moradores.

Mineração em rios

O Greenpeace monitorou a mineração em rios que banham duas terras indígenas – Munduruku e Sai Cinza, e desaguam no Tapajós. A conclusão foi que o garimpo ilegal causou a destruição de mais de 600 quilômetros desses cursos d’água.

Para quem conhece a região, a principal suspeita é que a terra removida em grandes quantidades pelas escavadeiras mecânicas estejam sendo empurradas pelas chuvas para o leito dos rios, escurecendo as águas de Alter do Chão.

“O Rio que já foi de um azul fascinante, está sendo assassinado! Águas barrentas, cheias de resíduos nocivos à saúde estão sendo despejados sem piedade alguma. Em sua maioria pela mineração irregular de inúmeros garimpos ao longo do rio”.

A declaração foi postada nas redes sociais da agência de turismo Poraquê, atuante há mais de 10 anos, conclui a publicação. O turismo é a principal fonte de renda na vila.


Fonte: https://www.correiodobrasil.com.br/garimpo-ilegal-barro-escurece-aguas-caribe-amazonico/

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