Por Redação, com Reuters – de Nova Délhi/Berlim:
O novo líder do Google, Sundar Pichai, prometeu nesta quarta-feira usar a Índia como um campo de testes para seus produtos, conforme a gigante da tecnologia norte-americana mira centenas de milhares de consumidores no mundo em desenvolvimento que devem entrar no mundo online nos próximos anos.
– Achamos que o que construirmos na Índia se aplicará a muitos lugares globais – disse Pichai, nascido na Índia e nomeado presidente-executivo em agosto, a jornalistas em um evento em Nova Délhi.
Com a penetração da Internet já chegando a mais de 90 % em muitos mercados desenvolvidos, o Google está apostando cada vez mais em grandes países em desenvolvimento como a Índia como futura fonte de crescimento. A companhia não revela quanto já investiu na Índia.

O Google espera que mais de 500 milhões indianos tenham acesso a Internet até 2018, ante cerca de 300 milhões atualmente. Mas Pichai disse que com a maioria dos novos usuários acessando a Internet por meio de smartphones baratos em vez de desktops, a conexão móvel pobre está forçando a empresa a adaptar a forma como estrutura e vende seus programas.
O presidente-executivo do Google disse que a empresa treinará dois milhões de desenvolvedores indianos para seu sistema operacional Android até 2019, promoverá o uso da Internet em meio a mulheres de regiões rurais em milhares de vilas e expandirá seu campus na cidade de Hyderabad para fazer com que mais pessoas fiquem online.
Facebook, Google e Twitter
A Alemanha disse nesta terça-feira que o Facebook, o Google e o Twitter concordaram em deletar mensagens de discurso de ódio de seus sites dentro de 24 horas, um novo passo contra o aumento do racismo online em meio a crise de refugiados.
O governo alemão tem tentado fazer com que as plataformas de redes sociais reprimam o aumento de comentários xenófobos na Internet, enquanto o país luta para lidar com um fluxo de mais de 1 milhão de refugiados este ano.
O novo acordo torna mais fácil para os usuários e grupos antirracismo denunciar discurso de ódio para equipes especializadas nas três empresas, disse o ministro da Justiça da Alemanha, Heiko Maas.
– Quando os limites da liberdade de expressão são transgredidos, quando se trata de expressões criminais, sedição, incitação à realização de infrações penais que ameaçam as pessoas, tal conteúdo deve ser removido da Internet – disse Maas. “E concordamos que como regra isso deve ser possível dentro de 24 horas.”
Ferramenta
O Facebook estreou sem alarde uma ferramenta que ajuda os usuários a encontrar negócios baseados nas resenhas dos consumidores, levando-o à competição direta com serviços similares como Yelp e Angie’s List.
O serviço está operacional na rede social desde o mês passado, está disponível globalmente e pode ser acessado mesmo sem uma conta do Facebook.
– Estamos nos estágios inicias de testar maneiras para pessoas encontrarem páginas mais facilmente para os serviços em que estão interessados – disse o porta-voz do Facebook, Mike Manning.
O Facebook permite aos negócios criarem perfis em seu site e estas páginas têm uma sessão em que usuários podem postar e ler resenhas.
Companhias como Yelp e Angie’s List são conhecidas por serviços similares que permitem aos usuários encontrar e classificar restaurantes e uma variedade de outros negócios.


