Obcecado em ter uma cabeça presidencial para levar como troféu quando esvaziar as gavetas, Janot decidiu manter uma inútil guerrilha contra Temer, fazendo o Brasil inteiro refém de suas pirraças.
Por Celso Lungaretti, de Sao Paulo:
Quando o procurador-geral Rodrigo Janot, de braços dados com as Organizações Globo e contando com o aval do ministro do STF Edson Fachin para passar como um trator por cima da Constituição Federal, desencadeou uma guerra relâmpago para forçar a renúncia do presidente da República ou tanger a Justiça Eleitoral a condenar a chapa Dilma-Temer, estranhei a afoiteza com que foi lançada tal blitzkrieg: por que tanta correria, a ponto de ele ter aceitado sem restrição nenhuma, como prova válida, uma gravação ilegal, imperfeita e inconclusiva, negligenciando até a lição de casa de submetê-la à imprescindível perícia?! Não me caiu, de imediato, a ficha de que o fim do mandato de Janot estava tão próximo.
| Rodrigo Janot curtiu |
“Ao restringir a denúncia de corrupção passiva contra Michel Temer ao recebimento de R$ 500 mil pelo ex-assessor Rodrigo Loures, a Procuradoria-Geral da República deixou exposta a maior fragilidade da investigação: a dificuldade de comprovar que o presidente foi o beneficiário final ou que solicitou o dinheiro…
…A investigação foi curta, durou apenas dois meses. É comum grandes investigações da PF durarem até mesmo anos antes de uma denúncia.
Uma das consequências da pressa em concluir o caso (…) é a ausência, na denúncia, de laudos bancários ou tributários para comprovar conexões financeiras entre Loures e Temer. O caminho do dinheiro não foi desenhado na denúncia.
…a PGR não conseguiu demonstrar, nas 60 páginas da acusação, como seria a suposta operação monetária que beneficiaria Temer depois da chegada da mala a Loures. (…) Não há indício de relação financeira entre os dois…
As mais de 2.000 conversas telefônicas interceptadas com ordem judicial e a conversa gravada pelo empresário da JBS Joesley Batista com Temer em 7 de março não trazem a informação objetiva de que o presidente pediu os R$ 500 mil, mesmo que ‘por intermédio’ de Loures“.
“Queremos, a partir do Rio de Janeiro, dizer em alto e bom som: condenar Lula sem provas é acabar de vez com a democracia! Se fizerem isso, se preparem! Não haverá mais respeito a nenhuma instituição e esse será o caminho para o confronto popular aberto nas ruas do Rio e do Brasil!“.
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| Quaquá imitando carcará: pega, mata e come! |
“Nossa militância segue atenta e mobilizada para, junto com outros setores da sociedade brasileira, dar a resposta adequada para qualquer sentença que não seja a absolvição completa e irrestrita de Lula“.
| E se o Moro pagar pra ver? |
Mas, ainda que não se eleja (a possibilidade mais plausível, numa análise desapaixonada), Lula poderá fazer a diferença como puxador de votos, evitando um novo e acentuado encolhimento do partido.
Direto da Redação é um fórum de debates editado pelo jornalista Rui Martins.
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