Bumlai teve sua prisão preventiva decretada pelo juiz Sérgio Moro, que chegou a permitir que ele cumprisse a medida em casa para o tratamento de um câncer na bexiga
Por Redação, com ABr – de Brasília:
O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), permitiu nesta sexta-feira que o pecuarista José Carlos Bumlai cumpra prisão domiciliar, devido ao seu estado de saúde debilitado.

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), permitiu nesta sexta-feira que o pecuarista José Carlos Bumlai cumpra prisão domiciliar
Bumlai teve sua prisão preventiva decretada pelo juiz Sérgio Moro. Ele chegou a permitir que ele cumprisse a medida em casa para o tratamento de um câncer na bexiga. Mas após cinco meses ordenou que ele retornasse à carceragem da Polícia Federal em Curitiba, em setembro.
Na ocasião, o magistrado alegou que os atestados apresentados para justificar a prisão domiciliar eram vagos e não traziam previsão de alta.
Moro levara em consideração também indícios de que Bumlai teria “auxiliado terceiros a subornar criminoso a fim de evitar que esse celebrasse acordo de colaboração premiada”.
A defesa de Bumlai recorreu ao STF para que ele cumprisse a prisão preventiva em casa. Com tornozeleira eletrônica, em função de seu estado de saúde. Bumlai possui também problemas cardíacos. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, se manifestou contra a medida. Com a justificativa de que, em casa, poderia dar continuidade a práticas criminosas.
Teori, de início, havia negado o pedido da defesa, mas agora reconsiderou sua decisão. Permitindo que Bumlai aguarde em casa o julgamento de mérito sobre seu habeas corpus.
Prisão domiciliar
– O restabelecimento da prisão domiciliar do paciente é medida, mais do que adequada. Recomendável, uma vez que visa a preservar ao mesmo tempo a integridade física do custodiado. Mantém hígidos os fundamentos da prisão preventiva – escreveu Teori na decisão, em que também determina que a 13ª Vara Federal de Curitiba remeta ao STF informações sobre o estado de saúde de Bumlai.
Em setembro, Moro condenou Bumlai. Ele foi apontado pelos investigadores como amigo pessoal do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, a nove anos e 10 meses de prisão. Como consequência das investigações da Operação Lava Jato.
Bumlai foi condenado por ter contraído um empréstimo, nunca quitado, de R$ 12 milhões no Banco Schahin. Com objetivo de usar o dinheiro para pagar dívidas de campanhas eleitorais do PT. Em troca, o grupo Schahin fechou um contrato de US$ 1,5 bilhão para operar um navio-sonda da Petrobras.
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