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Líderes comunitários dizem que Exército na rua não resolve problema da violência no Rio

August 1, 2017 13:46 , by Jornal Correio do Brasil - | No one following this article yet.
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Para o presidente da Associação de Moradores da Mangueira, Washington Fortunato, não é a presença de militares nas favelas que vai solucionar problemas

Por Redação, com RBA – do Rio de Janeiro:

O reforço das Forças Armadas à segurança pública no Estado do Rio de Janeiro não representa, necessariamente, solução para os problemas das comunidades pobres, que passa por mais investimentos econômicos e sociais. A opinião é de líderes comunitários que participaram, na segunda-feira, de audiência pública sobre o atual cenário da política de segurança e sua compatibilização com a proteção dos cidadãos, promovida pelo Ministério Público.

“Estamos vivendo uma guerra civil. O Poder Público está tirando o nosso direito de ir e vir”, diz líder da Mangueira

– Isso não resolve o nosso problema. Não é o que a comunidade e a sociedade querem. Queremos o respeito de ir e vir. O Exército na rua não vai adiantar nada. Só vai aumentar a violência. As crianças vão pensar que estão morando no Vietnã. O governo falou que ia botar o social, o emprego, a cultura e o esporte. Mas só botou polícia dentro da comunidade. É só tiro, porrada e bomba – reclamou Marquinho Balão, presidente da Associação de Moradores da Grota, no Complexo do Alemão.

Também para o presidente da Associação de Moradores da Mangueira, Washington Fortunato, não é a presença de militares nas favelas que vai solucionar problemas de segurança pública. Segundo ele, a solução passa pelo maior diálogo com a comunidade.

– O que resolveria no Complexo da Mangueira é investimento no social. Estamos vivendo uma guerra civil. O Poder Público está tirando o nosso direito de ir e vir. A militarização não é a solução. Não vejo isso com Exército, com Força Nacional. Vejo solução no diálogo com as comunidades. Hoje nós precisamos é das obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), de habitação e saneamento, que não vêm – disse Washington.

Comunidade

A presidente da Associação de Moradores da Comunidade Faz Quem Quer, em Rocha Miranda, Luciane Costa dos Santos, disse que o objetivo dos moradores não é receber contingentes de militares. Mas sim investimentos sociais.

– A gente quer cursos profissionalizantes para nossos jovens e adolescentes. Porque aí teríamos como ocupar o tempo deles. A gente não sofre a violência bruta. Mas sim a violência do abandono e do descaso do Poder Público. Precisamos é de projetos sociais. Conhecemos um a um na comunidade. Podemos trazer os jovens para eles – disse Luciane.

Polícia Militar

Para a promotora Andrea Amin, integrante do Grupo de Atuação Especial em Segurança Pública (Gaesp). Que mediou a audiência pública, é possível diminuir a letalidade das ações policiais. Ela disse que o MP estará atento a eventuais excessos cometidos durante as operações federais, reportando os desvios ao Ministério Público Militar (MPM), que é a instância apropriada.

O porta-voz da Polícia Militar, major Ivan Blaz, destacou a importância de haver espaços de diálogo entre polícias e lideranças comunitárias. Como na audiência pública promovida pelo MP. Mas ressaltou que a política de polícia de proximidade, por meio das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) não pode ser descontinuada.

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Source: http://www.correiodobrasil.com.br/lideres-comunitarios-dizem-que-exercito-na-rua-nao-resolve-problema-da-violencia-no-rio/

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