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Líderes foram alertados em julho sobre explosivos, apontam documentos

11 de Agosto de 2020, 11:59 , por Correio do Brasil - | No one following this article yet.
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Autoridades de segurança do Líbano alertaram o primeiro-ministro e o presidente, mês passado, que 2.750 toneladas de nitrato de amônio armazenados no porto de Beirute representavam um risco de segurança e poderiam destruir a capital, se explodissem, segundo documentos.

Por Redação, com Reuters – de Beirute

Autoridades de segurança do Líbano alertaram o primeiro-ministro e o presidente, mês passado, que 2.750 toneladas de nitrato de amônio armazenados no porto de Beirute representavam um risco de segurança e poderiam destruir a capital, se explodissem, segundo documentos vistos pela agência inglesa de notícias Reuters e autoridades de segurança.

Refugiado sírio caminha sobre escombros de casa destruída por explosão em BeiruteRefugiado sírio caminha sobre escombros de casa destruída por explosão em Beirute

Pouco mais de duas semanas depois, os produtos químicos industriais foram pelos ares em uma enorme explosão que destruiu quase todo o porto e faixas da capital, matando pelo menos 163 pessoas, ferindo outras 6.000 e destruindo 6.000 prédios, segundo autoridades municipais.

Um relatório da Direção-Geral de Segurança Pública sobre os eventos que levaram à explosão incluiu referência a uma carta enviada ao presidente Michel Aoun e ao primeiro-ministro Hassan Diab, em 20 de julho.

Embora o conteúdo da carta não estivesse no relatório visto pela Reuters, uma autoridade sênior de segurança disse que resumia as descobertas de uma investigação judicial, iniciada em janeiro, que concluiu que as substâncias químicas deveriam ser postas em segurança imediatamente.

As substâncias químicas

O relatório de segurança pública, que confirmou a correspondência ao presidente e ao primeiro-ministro ainda não havia sido publicado.

“Havia o risco de que esse material, se roubado, pudesse ser usado em um ataque terrorista”, disse a autoridade à Reuters.

– No fim da investigação, o Procurador-Geral (Ghassan) Oweidat preparou um relatório final que foi enviado às autoridades – disse, referindo-se à carta enviada ao primeiro-ministro e ao presidente pela Direção-Geral de Segurança Pública, que supervisiona a segurança portuária.

– Eu os alertei que isso poderia destruir Beirute, se explodisse – afirmou a autoridade, envolvida na redação da carta e que se recusou a ter a identidade divulgada.

À Reuters não conseguiu confirmar a sua descrição da carta de maneira independente.

A Presidência não respondeu ao pedido por comentários sobre a carta de 20 de julho.

Um representante de Diab, cujo governo renunciou na segunda-feira, disse que o primeiro-ministro recebeu a carta em 20 de julho e ela foi enviada ao Conselho Supremo de Defesa para aconselhamentos dentro de 48 horas. “O atual ministério recebeu o documento 14 dias antes da explosão e agiu em resposta a ela em questão de dias. As administrações anteriores tiveram seis anos e não fizeram nada.”

O Procurador-Geral não respondeu aos pedidos por comentários.


Fonte: https://www.correiodobrasil.com.br/lideres-alertados-explosivos-documentos/

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