Em Atenas, presidente dos EUA tenta afastar temores de que Trump represente ameaça ao sistema democrático, apesar de reconhecer que ele e o sucessor “não poderiam ser mais diferentes”
Por Redação, com DW – de Washington:
Em aguardado discurso em Atenas nesta quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, tentou dissipar temores de que o governo de seu sucessor, Donald Trump, represente uma ameaça à democracia.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama
– O próximo presidente norte-americano e eu não poderíamos ser mais diferentes – disse o democrata. Referindo-se ao republicano, que será empossado no próximo dia 20 de janeiro. “Mas a democracia norte-americana é maior que uma só pessoa”, assegurou. “O meu governo fará o que puder para garantir a transição mais suave possível, pois é assim que a democracia tem que funcionar.”
Atenas, considerada o berço da democracia. Foi escolhida como ponto de partida para a última viagem oficial de Obama à Europa antes de deixar o cargo. O encerramento será nesta sexta-feira em Berlim.
O presidente norte-americano aproveitou a ocasião para agradecer à Grécia. Por ter “acendido a chama” que se transformou na democracia moderna ocidental. “Venho aqui grato por tudo que a Grécia, este pequeno grande mundo, prestou à humanidade ao longo dos anos.
A chama acesa aqui em Atenas nunca morreu”. Disse Obama, acrescentando que os fundadores dos EUA a “insuflaram ainda mais”.
Desigualdade
Para o líder norte-americano, a desigualdade constitui um dos maiores desafios. Impostos por uma economia globalizada à democracia mundo afora. Respondendo a preocupações quanto à atual conjuntura mundial. O democrata argumentou que a democracia pode ser “lenta, frustrante, dura, bagunçada”, mas que ainda é “melhor que as alternativas”.
Obama também afirmou estar confiante de que o comprometimento dos EUA com a Otan continuará existindo, o que, segundo ele, inclui a promessa do país de defender todos os seus aliados no tratado.
O presidente não mencionou o nome do sucessor, Trump. Mas fez alusões a comentários feitos pelo republicano durante a campanha à Casa Branca. O magnata sugeriu que os EUA poderiam não defender mais seus parceiros da Otan. Pois estes não pagam parcela suficiente dos custos da organização.
Ainda nesta quinta-feira, Obama seguiu para Berlim. Onde se encontrou com a chanceler federal alemã, Angela Merkel, a qual ele já descreveu como “provavelmente minha maior parceira internacional nesses últimos oito anos”.
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