O pior surto da doença no mundo começou em Gueckedou, no leste da Guiné, em dezembro de 2013
Por Redação, com Reuters – de Conacri:
A Guiné foi declarada nesta terça-feira livre da transmissão do ebola, vírus que matou mais de 2,5 mil pessoas no país, o que faz da Libéria o único país do oeste da África, a região atingida pela epidemia, a estar ainda sob risco de novos casos.
O anúncio foi feito 42 dias depois que os testes feitos na pessoa que era o último caso confirmado de ebola deram resultado negativo pela segunda vez. O país agora entra em um período de 90 dias de vigilância reforçada, disse a Organização Mundial da Saúde.
O pior surto da doença no mundo começou em Gueckedou, no leste da Guiné, em dezembro de 2013, e depois se espalhou para a Libéria, Serra Leoa e sete outros países. Ao todo, mais de 11,3 mil pessoas morreram.
Em seu auge, o ebola provocou medo em todo o mundo e levou governos e empresas a tomarem precauções.
– Cumprimento os governos, comunidades e parceiros por sua determinação em enfrentar esta epidemia – disse o diretor regional da OMS para África, Matshidiso Moeti.
– À medida que trabalhamos para a construção de sistemas de cuidados de saúde permanentes, precisamos ficar vigilantes para garantir que rapidamente impeçamos qualquer novo recrudescimento em 2016 – disse Moeti.
A população na capital, Conacri, recebeu a declaração com um sentimento misto, dadas as mortes e os danos que o vírus causou na economia e nos setores de saúde e educação.
– Vários da minha família estão mortos. Essa situação nos mostrou o quanto nós devemos lutar por aqueles que são sobreviventes – disse Fanta Oulen Camara, que trabalha para a organização Médicos Sem Fronteiras Bélgica.
Foram mais de 3,8 mil casos na Guiné, de um total de 28,6 mil no mundo, segundo a OMS. Quase todos os casos e mortes foram na Guiné, Libéria e Serra Leoa, país em que a epidemia acabou oficialmente em novembro.



