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Policiais do Bope são acusados de negociar armas e receber propina

Dicembre 11, 2015 11:42 , by Jornal Correio do Brasil - | No one following this article yet.
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Os policiais são acusados de receber propina de criminosos que controlavam a venda de drogas em comunidades das Zonas Norte e Oeste

Por Redação, com agências – do Rio de Janeiro:

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e a Polícia Militar cumpriram nesta sexta-feira cinco mandados de prisão preventiva contra policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) acusados de corrupção.

De acordo com o MPRJ, eles são acusados de receber propina de criminosos que controlavam a venda de drogas em comunidades das Zonas Norte e Oeste da cidade e no município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Os valores recebidos pelos policiais variavam entre R$ 2 mil e R$ 10 mil por comunidade, segundo o MPRJ
Os valores recebidos pelos policiais variavam entre R$ 2 mil e R$ 10 mil por comunidade, segundo o MPRJ

De acordo com a denúncia aceita pela Justiça, entre agosto e dezembro deste ano, os policiais recebiam semanalmente dinheiro de criminosos para informá-los sobre operações do Bope nas comunidades controladas por facções criminosas, em bairros como Rocha Miranda, Méier e Costa Barros, na Zona Norte, e Santa Cruz e Jacarepaguá, na Zona Oeste.

Os valores recebidos pelos policiais variavam entre R$ 2 mil e R$ 10 mil por comunidade, segundo o MPRJ. Eles também são acusados de negociar, com os criminosos, armas apreendidas de facções criminosas rivais.

A operação conta com a participação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPRJ, agentes da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança, da Corregedoria e da Coordenadoria de Inteligência da Polícia Militar e do comando do próprio Bope.

Segurança Presente

Agentes da Operação Segurança Presente, uma parceria da Secretaria de Estado de Governo com o Sistema Fecomércio-RJ, prenderam dois homens por furto, na última quarta-feira, e conduziram 12 usuários de drogas para a delegacia, sendo seis no Aterro do Flamengo, três na Lagoa e três no Méier.

Por volta das 8h, agentes da Operação Méier Presente flagraram José Carlos da Silva, 25 anos, na Rua Caetano da Silva, furtando um caminhão de bebidas. Ele foi encaminhado para a 26ª DP (Todos os Santos), onde o caso foi registrado e José foi preso.

À noite, também no Méier, os agentes foram informados que um homem havia furtado uma farmácia do bairro. Durante a procura, eles abordaram David Pereira da Conceição, de 23 anos, que tentou fugir. Com ele, encontraram quatro frascos de protetor solar. David foi levado para a 26ª DP, onde o caso foi registrado e ele foi preso por furto.

Desde o lançamento da Operação Segurança Presente, no dia 1° de dezembro, no Aterro do Flamengo, na Lagoa Rodrigo de Freitas e no Méier, e até a noite de quarta-feira, os agentes já cumpriram 13 mandados de prisão. Além disso, 138 pessoas foram detidas por porte de entorpecentes. Também foram conduzidas à delegacia oito pessoas por porte de arma branca, três por roubo e cinco por furto. Ao todo, 194 pessoas foram presas nas ações. Em parceria com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, foram realizadas 31 ações de acolhimento a moradores de rua.

Mais de 400 agentes reforçam o policiamento, diariamente, nas três localidades da cidade. A operação, de caráter permanente, conta com a participação de policiais militares da ativa e da reserva, com porte de armas letais, e agentes civis egressos das Forças Armadas, que portam armamento não letal. A operação tem apoio da Guarda Municipal do Comando Militar do Leste, e das secretarias municipais de Transportes, de Ordem Pública, de Conservação e de Desenvolvimento Social, além da Comlurb.

As equipes trabalham em dois turnos de oito horas, usando coletes de identificação nas cores verde (Aterro), laranja (Lagoa) e amarelo (Méier). Para garantir a transparência das ações, além das abordagens serem filmadas, as equipes também são monitoradas por GPS.


Source: http://www.correiodobrasil.com.br/policiais-do-bope-sao-acusados-de-negociar-armas-e-receber-propina/

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