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Promotores e delegados federais integram grupo que investiga o caso Zavascki

января 20, 2017 16:01 , by Jornal Correio do Brasil - | No one following this article yet.
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A procuradora da República Cristina Nascimento de Melo, designada como responsável pela investigação do caso Zavascki, solicitou também documentos relativos à manutenção da aeronave, um bimotor modelo Beechcraft C90GT King Air

 

Por Redação – de Brasília, Rio de Janeiro e Paraty, RJ

 

O Ministério Público Federal (MPF) em Angra dos Reis solicitou à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e ao Comando da Aeronáutica as gravações das conversas entre a torre de controle e o piloto do avião que caiu no final da tarde, na véspera, no litoral sul do Rio de Janeiro. Na aeronave encontrava-se o ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), e mais quatro pessoas.

Os destroços do avião foram mantidos na superfície, durante o trabalho de resgate dos corpos, entre eles o do ex-ministro Teori Zavascki

Os destroços do avião foram mantidos na superfície, durante o trabalho de resgate dos corpos, entre eles o do ex-ministro Teori Zavascki

A procuradora da República Cristina Nascimento de Melo, designada como responsável pela investigação do caso Zavascki, solicitou também documentos relativos à manutenção da aeronave, um bimotor modelo Beechcraft C90GT King Air. Chegou ao conhecimento da promotora a notícia veiculada, nesta manhã, na página do jornalista Claudio Julio Tognolli.

Conspiração

Um dos principais repórteres investigativos brasileiros, Tognolli relata, em seu canal no Youtube, uma das primeiras linhas de investigação da Polícia Federal sobre a morte de Teori Zavascki. Segundo afirmou, há uma base de dados que permite consultas sobre todas as aeronaves do mundo e o jato que caiu no litoral recebeu 1.885 consultas no dia 3 de janeiro deste ano.

— Conspiração ou não, é uma linha de investigação da PF — diz Tognolli.

A Polícia Federal (PF) e a Força Aérea Brasileira (FAB) também informaram ter aberto investigações para esclarecer os motivos da queda do avião.

Fumaça na asa

Segundo uma testemunha ocular, que trabalha com passeios turísticos em Paraty (RJ), uma fumaça saia da asa esquerda do avião pouco antes da queda. Célio de Araújo, 50, saiu do cais de Paraty para um passeio de uma hora, com cinco adultos e uma criança a bordo do barco em que trabalha. Eles estavam próximos à ilha da Rapada quando viram o avião, que voava baixo, se aproximando.

A aeronave, segundo Araújo, fez uma curva para a direita e se chocou contra a superfície da baía. O avião caiu no mar de Paraty, próximo da chamada Ilha Rasa, que fica a cerca de dois quilômetros do litoral. Paraty fica a 250 quilômetros da capital do Rio.

Chovia moderadamente na hora do acidente, segundo a ClimaTempo. No entanto, havia grande nebulosidade e formação de raios.
A aeronave, prefixo PR-SOM, havia saído do Campo de Marte, em São Paulo, às 13h01. Segundo a Infraero e Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), ela pertence à Emiliano Empreendimentos e Participações Hoteleiras, dona do hotel Emiliano.

Lava Jato

Na aeronave estavam o empresário Carlos Alberto Fernandes Filgueiras, dono do Hotel Emiliano e que morreu junto com o ministro Teori Zavascki no acidente de avião no litoral de Paraty, era sócio do Banco BTG Pactual, cujo ex-presidente André Esteves figura entre os investigados da operação Lava Jato. 

Segundo o jornalista Alceu Castilho, do blog Outras Palavras, a Forte Mar Empreendimentos e Participações, uma das empresas de Filgueiras, tem 90% de seu capital social em nome do Development Fund Warehouse, um fundo de investimentos do BTG Pactual.

“Filgueiras era o diretor da Forte Mar Empreendimentos. Uma das pessoas físicas que aparecem como sócios da empresa é Carlos Daniel Rizzo da Fonseca, ex-presidente do Conselho de Administração do BTG Pactual, sócio de 23 empresas (entre elas o próprio BTG) e atual presidente do Conselho de Administração – ele foi eleito em abril – da Brasil Pharma, o braço farmacêutico do BTG”, diz o jornalista.

Banqueiro

O ministro Teori Zavascki julgou no STF casos relativos ao BTG. Em dezembro de 2015, revogou prisão de Esteves, enviando-o à prisão domiciliar. Em abril de 2016, revogou a prisão domiciliar, colocando-o em liberdade. O banqueiro é acusado de pagamento de propina à família de Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras, para tentar obstruir a Lava-Jato. Outro

acusados no mesmo caso, como o senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS), ainda estão presos. Zavascki também tirou da Lava-Jato um inquérito que apurava ligação do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) com o BTG.

Sepultamento

O velório do ex-ministro Zavascki acontecerá no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre. Os serviços fúnebres seguirão nesta sexta-feira, conforme informou Francisco Zavascki, filho do ministro, dizendo que o enterro deve ocorrer neste sábado.

“Embora ele tenha nascido em Santa Catarina, veio cedo para Porto Alegre, cidade do coração, e quando ele se aposentar, ele tinha essa pretensão de voltar a morar aqui. Os filhos e boa parte da família estão aqui”, disse Fracisco Prehn Zavascki, em uma rede social.

Francisco Zavascki disse que não cogita, no momento, que uma sabotagem tenha sido a causa do acidente que matou o pai dele. Mas, no ano passado, Francisco chegou a publicar um texto nas redes sociais afirmando temer que algo acontecesse ao pai, que era relator da Operação Lava Jato no STF.

“Eu realmente temia, mas agora isso não está passando pela cabeça de ninguém. Acho que fatalidades acontecem. Paraty, chuva. O avião arremeteu, e é isso aí. Deu zebra”, concluiu.

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