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Reação de Maia enfraquece posição de Moro no governo Bolsonaro

24 de Março de 2019, 15:49 , por Correio do Brasil - | No one following this article yet.
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O pacote de medidas de Moro foi classificado de“copia e cola” de um projeto do atual ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

 

Por Redação – de Brasília

A queda de braço entre o ex-juiz Sérgio Moro e seu pacote anticrime, formulado no âmbito do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que ocupa há pouco mais de dois meses; e o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), está prestes a custar caro para aquele que seria o ‘superministro’ do governo de Jair Bolsonaro (PSL). Maia deixou claro que, depois de o ministro adiantar que teria “uma conversa” com ele, a matéria estaria fora da agenda, por tempo indeterminado.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, balança no cargo

O pacote de medidas de Moro, classificado de “copia e cola” do projeto com a assinatura do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes; seria discutido ainda em fevereiro, antes da reforma da Previdência. Mas o ambiente pesou.

— A minha agenda é a reforma da Previdência. Depois da Previdência, a nossa agenda é a reforma tributária e a repactuação do Estado brasileiro. É isso que queremos fazer. De que forma o governo vai ou não participar não é um problema meu, é um problema do Executivo — adiantou Maia, nesta manhã.

O projeto anticrime não entrou na lista.

— Esse é o grande objetivo de todos no Brasil, organizar as contas do Estado brasileiro — acrescentou o presidente da Câmara.

Irritação

Sem o conjunto de medidas legais previsto no pacote, a atuação de Moro à frente do Ministério tende a seguir com dificuldades. Com seu prestígio abalado no Poder Legislativo e desgastado perante o STF, que reduziu a efetividade da Operação Lava Jato, da qual era o juiz titular, Moro entra para a lista dos ministros que, a exemplo do colega da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, tornam-se um peso a mais no lento início de caminhada do novo governo.

Desabituado à contrariedade, Moro não escondeu sua irritação após Maia encaminhar o projeto anticrime para análise em um colegiado, com prazo elástico para a conclusão dos trabalhos, de até seis meses.

Enquanto ainda tentava equilibrar os pratos, Maia chegou a acenar com a possibilidade de colocá-lo em votação mais rapidamente, poucas semanas após a votação da reforma da Previdência. Com o fortalecimento do parlamentar junto aos governadores e a queda na credibilidade de Moro, com as ações no STF, formaram-se as nuvens de uma tempestade perfeita. O projeto de reforma tributária, mencionado como a prioridade máxima do Parlamento, depois da Previdência, sequer chegou à Câmara.


Fonte: https://www.correiodobrasil.com.br/reacao-maia-enfraquece-posicao-moro-governo-bolsonaro/

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