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Robô chinês supera expectativa e percorre o lado escuro da Lua

26 de Outubro de 2020, 14:10 , por Correio do Brasil - | No one following this article yet.
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O módulo de pouso e o veículo explorador da sonda Chang’e-4 passaram ao modo inativo ao entrarem na noite lunar depois de funcionarem estavelmente durante seu 23º dia lunar, conforme informou o Centro de Exploração Lunar e Programa Espacial da Administração Nacional Aeroespacial da China.

Por Redação, com Xinhua – de Pequim

O módulo de pouso e o veículo explorador da sonda Chang’e-4 passaram ao modo inativo ao entrarem na noite lunar depois de funcionarem estavelmente durante seu 23º dia lunar, conforme informou o Centro de Exploração Lunar e Programa Espacial da Administração Nacional Aeroespacial da China.

Os cientistas realizaram as primeiras medições de radiação na Lua documentadas sistematicamente com dados adquiridos pelo detector de radiação de nêutrons a bordoOs cientistas realizaram as primeiras medições de radiação na Lua documentadas sistematicamente com dados adquiridos pelo detector de radiação de nêutrons a bordo

O módulo de pouso mudou para o modo “adormecido” às 21h40 (hora da Beijing) da sexta-feira, como estava previsto, e o veículo explorador Yutu-2, ou Coelho de Jade-2, dormiu à meia-noite da sexta, de acordo com o centro.

Um dia lunar equivale a 14 dias na Terra e uma noite lunar tem a mesma duração. A sonda entra no modo dormente durante a noite lunar devido à falta de energia solar. O equipamento completou 660 dias terrestres no lado oculto da Lua neste sábado, e o veículo explorador percorreu 565,9 metros neste período.

Durante o 23º dia lunar, o Yutu-2 se dirigiu para o noroeste, viajando para uma área com basalto e uma área de cratera de impacto com alta reflectividade. No caminho, o espectrômetro infravermelho para perto do explorador foi utilizado para detectar uma rocha de 30 centímetros de diâmetro. O equipamento de pesquisa está analisando os dados transmitidos.

Os cientistas realizaram as primeiras medições de radiação na Lua documentadas sistematicamente com dados adquiridos pelo detector de radiação de nêutrons a bordo.

Segundo um estudo recente publicado na revista Science Advances, a superfície da Lua é altamente radiativa, aproximadamente uma ou duas vezes mais que a Estação Espacial Internacional, quatro a nove vezes mais que um voo civil e 300 vezes mais que a superfície da Terra em Beijing.

Perigos da radiação da superfície lunar

O estudo proporcionou uma referência para a estimativa dos perigos da radiação da superfície lunar e o desenho de proteção radiológica para os futuros astronautas lunares.

A sonda, lançada em 8 de dezembro de 2018, realizou o primeiro pouso suave na cratera Von Karman, na bacia Aitken do Pólo Sul, no lado oculto da Lua, em 3 de janeiro de 2019.

O Yutu-2 superou com sobras sua vida útil projetada, tornando-se o explorador com maior duração na Lua.

O dia 24 de outubro é um dia importante para a exploração lunar da China.

Em 24 de outubro de 2007, foi lançada a primeira sonda lunar Chang’e-1, o que tornou a China o quinto país a desenvolver e lançar sua própria sonda lunar e abriu uma nova era de exploração do espaço profundo para a China.

Depois de orbitar a Lua durante 16 meses, a sonda fez um choque controlado na superfície lunar em março de 2009.

Em 24 de outubro de 2014, a China lançou uma espaçonave experimental para provar tecnologias que se utilizarão no Chang’e-5, que se espera que traga amostras da Lua à Terra.


Fonte: https://www.correiodobrasil.com.br/robo-chines-supera-expectativa-percorre-lado-escuro-lua/

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