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Sinovac quer distribuir vacina na América do Sul em parceria com Butantan

24 de Setembro de 2020, 11:51 , por Correio do Brasil - | No one following this article yet.
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A chinesa Sinovac Biotech espera fornecer sua vacina experimental contra a covid-19 para mais países sul-americanos ao terceirizar alguns processos de fabricação para o Instituto Butantan, ligado ao governo do Estado de São Paulo, disse o chairman e presidente-executivo da companhia nesta quinta-feira.

Por Redação, com Reuters – de Pequim/Moscou

A chinesa Sinovac Biotech espera fornecer sua vacina experimental contra a covid-19 para mais países sul-americanos ao terceirizar alguns processos de fabricação para o Instituto Butantan, ligado ao governo do Estado de São Paulo, disse o chairman e presidente-executivo da companhia nesta quinta-feira.

Fábrica de vacinas da Sinovac em Pequim Fábrica de vacinas da Sinovac em Pequim

Fabricantes globais de vacina, como a Sinovac e a AstraZeneca, fizeram parcerias no Brasil para a realização de testes clínicos em estágio avançado de suas candidatas a vacina no país, que tem o terceiro maior número de infectados do mundo.

A Sinovac planeja fornecer produtos semifinalizados ao Butantan, que fará a formulação e envase para o fornecimento da vacina finalizada a outros países sul-americanos, disse o chairman e presidente-executivo da Sinovac, Yin Weidong, em entrevista coletiva.

China

A China incluiu a candidata a vacina da Sinovac, batizada de CoronaVac, em seu programa de uso emergencial lançado em julho, mas os testes em estágio avançado no exterior ainda não foram concluídos, o que levantou dúvidas em relação à segurança entre especialistas.

Na quarta-feira, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse que dos 50 mil voluntários que participaram de testes com a CoronaVac na China 94,7% não apresentaram qualquer reação adversa e que, no Brasil, até o momento, nenhum voluntário que participa do estudo apresentou qualquer efeito colateral. Ele disse ainda esperar que a imunização comece em São Paulo em dezembro.

Yin disse que a Sinovac está disposta a colaborar e compartilhar dados com outros países sobre o uso emergencial da vacina se eles precisarem de programas deste tipo. Ele disse que a empresa mantém conversas com o Chile e com outros países para a realização de estudos clínicos de Fase 3, mesma etapa que está sendo feita no Brasil e que é a última antes do pedido de registro da vacina junto a órgãos reguladores.

– Diferentes países têm suas próprias opções sobre autorização para uso emergencial – disse Yin, acrescentando não saber se eles seguirão o exemplo da China.

Rússia irá fornecer medicamento

O fundo soberano da Rússia e seu parceiro Chemrar fornecerão o medicamento Avifavir contra a covid-19 para mais 17 países, entre eles o Brasil, informou o fundo em um comunicado nesta quinta-feira.

O Avifavir obteve a aprovação do Ministério da Saúde russo em maio e é baseado na substância favipiravir, que foi desenvolvido no Japão e é amplamente usado como base para tratamentos virais.

Ensaios clínicos no Japão e na Rússia confirmaram a eficácia dos medicamentos, afirmou o Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF) em um comunicado.

A Rússia está se esforçando para assumir a liderança global na corrida contra o vírus. O país já está exportando seus testes de covid-19 e fechou diversos acordou internacionais para o fornecimento de sua vacina Sputnik-5.

O Avifavir já foi entregue a Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Quirguistão, Turcomenistão e Uzbequistão. Agora, o medicamento será enviado para Argentina, Bulgária, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, El Salvador, Honduras, Kuweit, Panamá, Paraguai, Arábia Saudita, Sérvia, Eslováquia, África do Sul, Emirados Árabes Unidos e Uruguai, de acordo com o RDIF.

Na semana passada, a Rússia aprovou o tratamento Coronavir, da R-Pharm, para pacientes ambulatoriais infectados leve a moderadamente com covid-19, e a empresa afirmou que o medicamento antiviral poderia ser lançado nas farmácias do país ainda nesta semana.

O RDIF alegou que os medicamentos à base de favipiravir são três a quatro vezes mais baratos do que o remdesivir, outro tratamento que tem sido usado no combate à covid-19.


Fonte: https://www.correiodobrasil.com.br/sinovac-vacina-america-parceria-butantan/

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