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Temer desanca Alckmin, que responde e eleva temperatura política

6 de Setembro de 2018, 16:27 , por Correio do Brasil - | No one following this article yet.
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Em dois vídeos publicados nas redes sociais nesta quinta-feira de manhã e na noite de quarta-feira, Temer fez suas primeiras críticas públicas a Alckmin durante a campanha, rebatendo os ataques feitos pelo tucano a seu governo.

 

Por Redação – de São Paulo

 

Presidente de facto após assumir o poder em um golpe de Estado, há dois ano, com apoio do PSDB, Michel Temer (MDB) acusou o candidato tucano à Presidência, Geraldo Alckmin, de mentir em sua propaganda eleitoral. Temer lembrou que o antigo aliado e partidos que fazem parte da aliança do ex-governador paulista para as eleições de outubro apoiaram seu governo e ocuparam importantes ministérios.

Parceiros de longa data, Alckmin e Temer se desentenderam por conta da políticaParceiros de longa data, Alckmin e Temer se desentenderam por conta da política

Em dois vídeos publicados nas redes sociais nesta quinta-feira de manhã e na noite de quarta-feira, Temer fez suas primeiras críticas públicas a Alckmin durante a campanha, rebatendo os ataques feitos pelo tucano a seu governo.

— Geraldo Alckmin candidato a presidente da República, me dirijo a você pelas falsidades que você tem colocado no seu programa eleitoral, e eu não posso silenciar em homenagem ao povo brasileiro — disse Temer em um dos vídeos.

Aliança

E continua, em outra peça:

— O PSDB, Geraldo, apoiou o meu governo. Não faça como aqueles que falseiam, que mentem, para conseguir votos influenciados pelos marqueteiros. Seja realista, conte exatamente a verdade.

Temer rebateu críticas feitas por Alckmin ao seu governo em áreas como saúde, educação e geração de empregos, citando que essas áreas tiveram ministros de partidos que fazem parte da aliança de Alckmin para o pleito de outubro, como DEM, PP, PRB e PTB.

Segundo Temer, Alckmin “critica indevidamente” seu governo, uma vez que caso chegue à Presidência terá muitos dos mesmos partidos em sua base de apoio.

— Se você vier a ganhar a eleição, essa base será a sua base governamental — antecipa.

Ministros

O próprio PSDB de Alckmin ainda ocupa um ministério no governo Temer, o das Relações Exteriores, com Aloysio Nunes. E Temer lembrou que o partido também esteve à frente da pasta das Cidades, com Bruno Araújo, e foi responsável pela articulação política do governo com Antônio Imbassahy.

— Levei o PSDB para dentro do Palácio do Planalto por meio do nosso prezadíssimo Imbassahy — continuou.

Em resposta às declarações do presidente, Alckmin afirmou em sabatina promovida pelo diário conservador paulistano O Estado de S.Paulo que “o problema do governo Temer não são os ministros, mas o presidente, que não tem nem a liderança nem a legitimidade necessárias”, de acordo com publicação no Twitter oficial do candidato tucano.

Temer não gostou da reação. Na tréplica, lembra ter apoiado Alckmin em campanhas passadas ao governo do Estado de São Paulo, o qual o tucano governou por quatro mandatos. Até mesmo à Presidência da República. E disse que o ex-governador “era diferente”.

— Eu me lembro, Geraldo, quando você candidato a governador, candidato a presidente, nas vezes que eu te apoiei precisamente para esses cargos, acho que você era diferente. Não atenda o que dizem os seus marqueteiros, atenda apenas à verdade, e a verdade significa que nós fizemos muito por essas áreas conduzidas por aqueles que hoje apoiam a sua candidatura — acrescentou.

Pesquisa

Após conhecer do novo ataque, o candidato tucano não pareceu levar a sério a reação do ex-aliado.

— O presidente (de facto Michel) Temer está de mal comigo né? — reagiu Alckmin, em tom jocoso.

Nas peças veiculadas em sua campanha, Alckmin também critica a presidenta deposta Dilma Rousseff em questões como desemprego, segurança, saúde e educação. Na última pesquisa Ibope, divulgada nesta quarta-feira, na qual o nome do ex-presidente Lula não aparece como candidato, Alckmin registra 9%, dentro da margem de erro do levantamento.

Cara de pau

Candidata a vice-presidente na chapa petista, a deputada estadual Manuela D’Ávila (PCdoB-RS) criticou o presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB). Disse também que tanto ele quanto Michel Temer têm razão ao dizerem, respectivamente, que o emedebista “não tem legitimidade”.

“Alckmin agora diz que Temer não tem legitimidade. Não tem porque é presidente graças a um golpe apoiado por ele. Cara de pau não tem limite….”, escreveu Manuela em sua conta no Twitter.

A parlamentar repercutiu a reação de Alckmin às declarações de Temer. “Nunca achei que fosse dizer isso desses dois personagens, mas na briga de Temer e Alckmin os dois têm razão”, disse Manuela.

Penhasco

O presidenciável Guilherme Boulos (PSOL) também repercutiu os vídeos de Michel Temer.

— Essa briga entre Temer e Alckmin, como dizia Orestes Quércia, em briga de compadre, sempre sai verdade — disse Boulos nesta quinta-feira, durante uma sabatina.

Boulos também disse que “o Brasil vive uma crise de destino”.

— Estamos diante de um penhasco. E tem gente querendo dar o próximo passo — concluiu.


Fonte: https://www.correiodobrasil.com.br/temer-desanca-alckmin-responde-eleva-temperatura-politica/

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