Os casos anteriores de chikungunya confirmados no Rio foram registrados em pessoas que haviam viajado para regiões onde há circulação do vírus
Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro:
A Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro confirmou nesta terça-feira a circulação do vírus causador da febre chikungunya no Estado. Mais detalhes sobre o caso devem ser divulgados no boletim epidemiológico semanal, previsto para esta quarta-feira.
Segundo o subsecretário de vigilância em saúde, Alexandre Chieppe, o caso foi detectado no município do Rio de Janeiro e foi feito um processo de investigação epidemiológica. A pessoa que contraiu o vírus passa bem e já se recuperou, segundo ele.
O paciente apresentou fortes dores articulares e fez testes para a dengue. O resultados negativos para a doença levaram à suspeita de chikungunya.
Os casos anteriores de chikungunya confirmados no Rio de Janeiro foram registrados em pessoas que haviam viajado para regiões onde há circulação do vírus, como o Estado da Bahia.
O secretário estadual de Saúde, Felipe Peixoto, disse que o caso é um alerta para o governo. Ele lembrou que, apesar de o vírus não ter a mesma letalidade que a dengue, seus sintomas podem se prolongar por até um ano.
Na manhã desta terça-feira o governo do Estado entregou 170 carros a 91 municípios Fluminenses para o combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor do vírus zika, da febre chikungunya e da dengue. Na cerimônia, o secretário destacou que o vírus zika está se revelando “o maior desafio da saúde pública nas próximas décadas”.
Peixoto adiantou que o boletim epidemiológico trará um número ainda maior de casos de bebês com microcefalia no estado e também de grávidas que já apresentaram as manchas vermelhas no corpo, que caracterizam a zika. Na semana passada, o Estado do Rio já havia confirmado 66 casos de microcefalia e 799 casos de grávidas com manchas vermelhas no corpo.



