Ir al contenido

Correio do Brasil

Regresar a Cultura
Full screen Sugerir un artículo

Veríssimo escreve ‘As mentiras que as mulheres contam’

diciembre 21, 2015 18:31 , por Jornal Correio do Brasil » Cultura Arquivo | Jornal Correio do Brasil - | No one following this article yet.
Viewed 77 times

Por vezes, segundo Veríssimo, são apenas eufemismos, ambiguidades, desculpas educadas — tudo com o objetivo um pouco mais nobre de preservar a harmonia social

Por Redação, com ACS – de São Paulo

Luiz Fernando Veríssimo relata que tudo começa com a mãe, com o “Olha o aviãozinho!” à mesa do almoço. É a mentira inaugural, que vai se desdobrando em outras ao longo da vida. Mas calma lá. Nem sempre a ideia é disfarçar um caso ou ocultar um segredo. Por vezes são apenas eufemismos, ambiguidades, desculpas educadas — tudo com o objetivo um pouco mais nobre de preservar a harmonia social.

Veríssimo escreve sobre as mentiras que todas as mulheres contam
Veríssimo escreve sobre as mentiras que todas as mulheres contam

Nesta coletânea de Veríssimo aparecem, por exemplo, a senhora que tenta enganar a si mesma fazendo uma plástica atrás da outra e a moça que mente a idade — para mais! — apenas para ouvir que ainda está nova.

Há dramas, comédias, tragicomédias — e até histórias que terminam em tragédia

Mas tudo permeado pelo humor irresistível de Verissimo. Luis Fernando Verissimo (Porto Alegre, 26 de setembro de 1936) é um escritor, humorista,cartunista, tradutor, roteirista de televisão, autor de teatro e romancista bissexto. Já foi publicitário e revisor de jornal. É ainda músico, tendo tocado saxofone em alguns conjuntos. Com mais de 60 títulos publicados, Veríssimo é um dos mais populares escritores brasileiros contemporâneos. É filho do também escritor Érico Veríssimo.

Em 1981, o livro O Analista de Bagé, lançado na Feira do Livro de Porto Alegre, esgotou sua primeira edição em dois dias, tornando-se fenômeno de vendas em todo o país. O personagem, criado (mas não aproveitado) para um programa humorístico de televisão com Jô Soares, é um psicanalista de formação freudiana ortodoxa, mas com o sotaque, o linguajar e os costumes típicos da fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai e a Argentina. A contradição entre a sofisticação da psicanálise e a “grossura” caricatural do gaúcho da fronteira gerou situações engraçadíssimas, que Verissimo soube explorar com talento em dois livros de contos, um de quadrinhos (com desenhos de Edgar Vasques) e uma antologia.

Em 1983, em seu décimo volume de crônicas inéditas, lançou um novo personagem que também faria grande sucesso, a Velhinha de Taubaté, definida como “a única pessoa que ainda acredita no governo”. O ingênuo personagem, que dera a seu gato de estimação o nome do porta-voz do Presidente-General Figueiredo, marcava a decadência do governo militar brasileiro, que já estava quase completando 20 anos. Mas, anos depois, em plena democracia, Verissimo faria reviver a Velhinha de Taubaté, ironizando a credibilidade dos presidentes civis, especialmente Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso.

Em toda a década de 1980, Verissimo consolidou-se como um fenômeno de popularidade raro entre escritores brasileiros, mantendo colunas semanais em vários jornais e lançando pelo menos um livro por ano, sempre nas listas dos mais vendidos, além de escrever para programas de humor da TV Globo.

Em 1986, morou seis meses com a família em Roma, e cobriu a Copa do Mundo para a revista Playboy. Em 1988, sob encomenda da MPM Propaganda, escreveu seu primeiro romance, “O Jardim do Diabo”.


Origen: http://www.correiodobrasil.com.br/verissimo-escreve-as-mentiras-que-as-mulheres-contam/

Rede Correio do Brasil

Mais Notícias