Ir para o conteúdo

Correio do Brasil

Voltar a Esportes
Tela cheia Sugerir um artigo

Evento-teste reúne feras do rugby sobre cadeira de rodas no Rio

26 de Fevereiro de 2016, 12:11 , por Esportes – Jornal Correio do Brasil - | No one following this article yet.
Visualizado 259 vezes

 

Diferentemente da versão convencional do esporte em que as disputas ocorrem no gramado, orugby em cadeira de rodas vem do basquete em cadeira de rodas

 

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro:

 

Entre esta sexta-feira até o próximo domingo,  a Arena Carioca 1, no Parque Olímpico, será palco de trombadas, passes e gols no Campeonato Internacional de Rugby em Cadeira de Rodas. A competição será mais um evento-teste para os Jogos Paralímpicos, que começam em setembro.

Atletas da Seleção Brasileira de Rugby em quadra
Atletas da Seleção Brasileira de Rugby em quadra

Após derrota para a Colômbia no Pan-Americano de Toronto, em 2015, a seleção brasileira espera se recuperar no ranking internacional com a Paralimpíada, e o evento-teste trouxe ao Rio pesos pesados do esporte. A Austrália é a atual campeã mundial e campeã olímpica, o Canadá é o país que atualmente ocupa o primeiro lugar no ranking, e a Grã-Bretanha é a campeã europeia da modalidade.

– O nível está muito alto, mas o Brasil quer recuperar o posto de terceiro das Américas. Não tem teste melhor para gente – disse o técnico da seleção Rafael Gouveia. Segundo ele, o esporte é agressivo e de muito contato, mas o que decide o sucesso das jogadas é a inteligência.

Na quadra

Diferentemente da versão convencional do esporte em que as disputas ocorrem no gramado, orugby em cadeira de rodas vem do basquete em cadeira de rodas, é diputado em quadras e tem algumas regras parecidas, como o tempo para marcar o gol e o impedimento de voltar ao campo de defesa. Uma diferença, no entanto, é que o ruby permite colisões propositais entre as cadeiras de rodas, o que não ocorre no basquete.

– No rugby em cadeira de rodas, a gente pode bater [chocar-se] com o adversário desde que não coloque a integridade física dele em risco. Temos atletas de diferentes biotipos. Se um atleta que corre 20 metros em seis segundos bater em um atleta leve, ele pode até tirar a cadeira do chão – conta Rafael.

Para ele, a visão paternalista que a sociedade tem do cadeirante faz com que as pessoas fiquem surpresas com os jogos. “Quando a gente pega um esporte com característica agressiva para o tetraplégico, que é considerado frágil, a família, os médicos ou pessoas que estão em volta já enxergam com outro olhar.”

Requisitos

Para participar da modalidade, é necessário ter deficiência em três membros do corpo. Outra característica do rugby em cadeira de rodas é o fato de ser um esporte misto, em que homens e mulheres competem juntos, em equipes de quatro pessoas. Na seleção brasileira, não há nenhuma mulher entre os escalados, mas Canadá e Reino Unido trouxeram mulheres entre seus melhores atletas.

Com 28 anos, Bruno Damasceno já tem uma longa carreira no esporte e participou de sua primeira seletiva para representar o Brasil em 2008. Hoje, ele sonha com a Paralimpíada no Rio de Janeiro: “A expectativa é grande. Você vê o local de jogos, vê que é grande e toda a organização. Você fica ansioso pelo seu trabalho e [lembra] o tanto que você treinou.”

Um acidente em uma piscina há 11 anos fez com que o atleta ingressasse nos esportes paralímpicos, considerado um caminho de muitos obstáculos. “No começo, passei por várias dificuldades, adaptações, inclusive para aprender o que estava acontecendo comigo”, conta ele, que tentou praticar natação e handebol antes de entrar para o rugby. “Achei legal ter contato, vi que era pra mim e comecei a praticar”.


Fonte: http://www.correiodobrasil.com.br/evento-teste-reune-feras-do-rugby-sobre-cadeira-de-rodas-no-rio/

Rede Correio do Brasil

Mais Notícias