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Marcos A. S. Lima
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JANO, o Lanterneiro

September 8, 2013 13:37 , by Marcos A. S. Lima - | No one following this article yet.
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DESENHAR É QUE NEM ESCREVER

September 11, 2013 16:03, by Marcos A. S. Lima - 0no comments yet
DESENHAR É QUE NEM ESCREVER

 

Algumas pessoas se admiram quando vêem alguém desenhar; outras, chegam a dizer que é um dom recebido de Deus. Eu sempre imputei tal habilidade à minha força de vontade, uma vez que a desenvolvi a partir dos 11 anos de idade.

 

Tal força nasceu a partir de um MEDO meu. Na sala de aula, quando eu estudava na quinta série, vi um amigo desenhando facilmente o Incrível Hulk, o Homem Aranha e os Super-Amigos, por exemplo. A princípio, como o meu desejo de tornar-me desenhista era forte (pois eu queria desfrutar dos elogios que meu amigo de sala de aula desfrutava), passei a anunciar para os amigos da minha rua que eu era o autor de alguns desenhos que vendia, doados pelo meu amigo da escola.

 

Esse meu relativo sucesso durou pouco, até o belo dia em que tive medo que algum menino me pedisse pra fazer o desenho na frente dele. O frio na barriga que sentia só de pensar nisso foi o bastante para eu querer aprender a desenhar.

 

Tudo que eu sabia desenhar, até então, era o mesmo que a maioria das pessoas, ou seja, quando me pediam para desenhar um homem, eu fazia isso:

 

Então comecei do começo. Quando eu não sabia escrever a letra “a” ou o “b”, por exemplo, num dos cadernos de caligrafia que eu tinha, aprendi a escrever a partir de se cobrir a letra (a letra já vinha escrita no caderno, só que toda pontilhada; tudo que eu tinha que fazer era passar o lápis em cima dos pontinhos que formavam a letra, a fim de que ela ficasse bem visível). Depois de um certo tempo, de tanto repetir isso, passei a fazer o “a” sem precisar cobri-lo. Quando eu aprendi todo o alfabeto, e tentava juntar as letras formando as palavras, eu até que o conseguia, porém, saiam deformados, sem rumo: ora era a perninha do “a” que saia pra cima, parecendo a do “o”, ora era o contrário. De tanto usar a borracha, passei a fazê-lo correto e, em breve tempo, eu já escrevia o ditado da professora e, depois, redações.

 

O mesmo passei a fazer com os desenhos que meu amigo da escola me dava. Usando aquelas folhas transparentes que vinham nos cadernos de desenhos, aprendi a desenhar a partir de se cobrir os traços das figuras; tudo que eu tinha que fazer era passar o lápis em cima da folha transparente, seguindo os traços que se via em baixo. Depois de um certo tempo, de tanto repetir isso, passei a fazer o desenho sem precisar cobri-lo. Quando eu já sabia fazer o Hulk, por exemplo, em pé, frontal, e tentava dar movimentos para ele, eu até que o conseguia, porém, saí deformado: ora era um braço fino de mais, ora era um rosto sem expressão. De tanto usar a borracha, passei a fazê-lo correto e, em breve tempo, eu já desenhava o Homem Aranha, o Super-Homem... e, hoje, eu me arrisco a reproduzir Dalli, Botticelli, Ingres, conforme fotos que coloquei aqui do lado, neste blog - tudo que meus olhos conseguem ver e minha mente imaginar, eu coloco no papel.

 

Portanto, desenhar é que nem escrever, basta treinar, usar a borracha. Eu não nasci sabendo escrever, nem desenhando, as pessoas, as condições e meus medos, ensinaram-me a dominá-los. A dica é: querer, em primeiro lugar, independente de quaisquer emoções que o motive; segundo, treinar muito, usar a borracha. Não desistir diante dos primeiros fracassos. Ninguém nasce sabendo andar de bicicleta.


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Postado por Marcos "Maranhão" em 5 de julho de 2008, às 20:48h



PRIMEIROS (E INESQUECÍVEIS) AMIGOS DE MARINGÁ

September 11, 2013 15:59, by Marcos A. S. Lima - 0no comments yet

PRIMEIROS (E INESQUECÍVEIS) AMIGOS DE MARINGÁ

 

Outro dia, ao ler essa notícia, e ao sentir o clima das festas juninas na cidade, lembrei-me mais facilmente dos primeiros anos quando nesta cidade cheguei.

 

Quando saí do pensionato, em outubro de 1991, fui morar no Campos Elíseos, bairro adjacente ao Conjunto Paulino, Branca Vieira e Parque Residencial Tuiuti (juntos, formavam a então Comunidade São Mateus, hoje Paróquia São Mateus Apóstolo, na região nordeste de Maringá). Naqueles primeiros dias, ainda encontrei as ruas do Tuiuti, ao redor do terreno onde hoje está a igreja Católica – cuja construção contou com uma mãozinha minha-, sem asfalto.

 

Foi aí que tive a honra de conhecer muitos amigos importantíssimos na minha vida. Amigos estes que mui prazeirosamente até hoje os conservo, embora, diga-se de passagem, estou em dívidas de visitas a vários deles – sempre digo-lhes, quando nos esbarramos por aí, que vou aparecer: “ É a correria...”, justifico-me, às vezes. Eu certamente incorreria em esquecimento de alguns nomes, caso começasse a decliná-los aqui.

 

Nessa época, aprendi muito quando entrei num grupo de jovens da Pastoral da Juventude. Foi uma fase relevante na minha aculturação em Maringá: permitiu-me, entre outras coisas, ter um lugar onde sempre encontrava pessoas dispostas a ouvir-me.

 

Nesses tempos de festas juninas, cheguei a participar de quadrilhas de São João. Uma vez dancei no arraial portando uma mala velha e um guarda-chuva furado. Em outra oportunidade saí de “Lampião”.

 

Foi por essa época que comecei a tomar gosto pelas políticas partidárias. Tenho um caderno onde escrevi, usando caneta esferográfica azul, o Estatuto do Bairro Campos Elíseos. Minha assinatura atual foi registrada no cartório por esse período (tive que fazer isso porque me indicaram para ser secretário do finado Emílio, que saiu candidato a vereador pela comunidade). Bons tempos.


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Postado por Marcos "Maranhão" em 27 de junho de 2008, às 22:31h



MEUS PIORES ERROS (como pintor de faixas)

September 11, 2013 15:56, by Marcos A. S. Lima - 0no comments yet

MEUS PIORES ERROS

(como pintor de faixas)

 

Apesar de não ser um profissional competente no que se refere ao domínio das teorias lingüístico-literárias – minha formação acadêmica é na área de História -, considero-me o suficientemente interessado em aprender a escrever minha língua o mais próximo possível do correto, sob pena de perder clientes.

 

Todavia, confesso que já cometi alguns erros grosseiros nestes quase dez anos em que vivo de desenhar e pintar letras e figuras em faixas de tecidos. Geralmente, quando o é percebido antes da faixa ser exposta, quase sempre eu conserto um erro de português, por exemplo, passando uma demão de tinta branca em cima das letras ou palavras grafadas erroneamente, corrigindo-as em seguida. Às vezes eu refaço toda a faixa.

 

Alguns exemplos que me vêm à memória:

 

* Já escrevi “Voçê” com “ç”;

* Coloquei “z” no lugar do “s” em Paralisação;

* Engoli o “H” de Hemocentro;

* Arrocho virou “Arroxo” com “x”;

* Etc.

 

Vários erros acontecem devido ao cansaço físico e mental provocado pelo trabalho exaustivo devido à pressa, provocando a não correção do texto após a secagem da pintura. Isso ocorre quando o cliente pede muitas faixas em cima da hora, obrigando-me a pular etapas importantes: foi o que aconteceu com o exemplo do “voçê”, em 2003, quando um cliente de peso solicitou-me a encomenda de 11 faixas para o dia seguinte. Eu sabia que não se coloca “ç” em você, afinal, eu já havia escrito outras antes.

 

Às vezes, acontece de eu confiar na minha pretensa sabedoria – preguiça de consultar o dicionário -, mesmo tendo no papel a escrita correta que o cliente me entregou (foi o caso do “Emocentro” sem o “h” no começo da palavra, ocorrido por volta de 2001); ou, ainda, quando o cliente me passa por telefone o que quer que eu escreva na faixa (caso do “Arroxo” com “x”, erro acontecido em 2003, suponho; e do “Paralização” com “z” de 2005, caso eu não esteja enganado na data).

 

Atualmente, há mais de um ano, quando passei a ter internet disponível 24 horas, sempre peço para o cliente, se puder, enviar-me o texto por e-mail. Além de auxiliar na correção automática do texto, poupa-me o tempo que gastaria para ir pegar a frase na mão do cliente que, por algum motivo, não pode falar ao telefone, por exemplo.

 

OUTROS TIPOS DE ERROS QUE COMETI

 

Já escrevi aqui sobre estranhos comportamentos de uns ex-clientes meus (e tenho nos meus arquivos até a foto de um sujeito cujo caso nem merece ser exposto neste blog, ocorrido no começo desses meus trabalhos de pinturas). Em todos as ocasiões, eu sempre atribuo o ocorrido, em primeiro lugar, a mim próprio, ao meu erro, inclusive nos casos de pessoas conhecidas há muito tempo e “amigas” que simplesmente não me pagaram o que deviam.

 

Agora quero fazer referência a dois casos em particular que não têm a ver com erros gramaticais, com pessoas que resolveram não me pagar ou com aquelas que pegaram minha faixa sem eu perceber. Eles também envolvem meus erros com os quais tenho aprendido muito.

 

O primeiro caso aconteceu em 2006. Uma senhora me ligou pedindo uma faixa. Fiz-lhe a visita para orçamento, tomei as medida corretas e a levei meu trabalho no dia seguinte. Abri a faixa e ela ficou maravilhada com o resultado. O problema começou quando ela pediu-me para fixar a faixa no alto da porta do seu estabelecimento. Normalmente eu só produzo os desenhos de letras no tecido que estico em dois pedaços de madeiras. O uso que a pessoa faz do objeto que a vendo não me diz respeito. Todavia, às vezes eu abro uma exceção e, após uma solicitação, eu termino por colocar a faixa para a pessoa, sobretudo quando partem de senhoras indefesas. Pois eis que esta cliente queria porque queria que eu colocasse a dita cuja numa parede sem local para sustentação do objeto. Pra ela, eu tinha que arranjar tudo. No fim das contas, como não havia furadeira, nem buchas (prego ela não queria), veio com a história pra cima de mim de que não queria mais a faixa de dois metros que eu fiz. E não ia pagar pelo serviço. Minha fúria foi tão grande que quase não controlei-me, e deixei escapar: “A senhora é uma pão-duro!”, retendo outras palavras que não ficaria bem eu falar, apesar dos adjetivos nada honrosos que recebi dela. Fui embora e deixei consigo a faixa não fixada, não sem antes esclarecer que, na propaganda que fiz no cartão que a entreguei antes do contrato do serviço, estava claro que minha profissão era pintor de faixas, não fixador.

 

O segundo caso aconteceu recentemente, há menos de um mês. Fiz a visita ao cliente, combinei tudo certinho. Perguntei que tamanho ele queria e acabou por me dizer que eram três metros, do tamanho da porta, igual ao que seu antigo pintor sempre fazia. Fechado. Fui até a porta, medi rapidinho com as passadas (uma passada minha tem um metro, mais ou menos) e despedi-me. Voltei com o serviço no dia seguinte. Conforme o combinado, eu colocaria a faixa, afinal, era baixinho o local, precisava-se apenas de uma cadeira para alcançar os parafusos onde se amarra a faixa. Coloquei um lado e, tudo muito bem, tudo muito bom, quando fui esticar o outro lado... quem disse que cabia? A faixa tinha três metros, de acordo como combinamos, mas a porta dela media 2,65 metros. Não havia como deixar esticada a faixa. Ainda tentei enrolar as pontas onde haviam sobras em branco, sem letras, mas não adiantou. Tive que fazer outra. Ao cabo disso, depois que eu trouxe a faixa com o tamanho certo, eu disse para o cliente: “O que aconteceu aqui serviu pra duas coisas: primeiro, você ficou sabendo que seu antigo fornecedor de faixas lhe extorquia alguns reais quando cobrava 2,65 metros de faixas dizendo que eram 3; segundo, serviu para eu aprender que não é bom mais eu esquecer minha trena”.

 

O mais importante de todos esses meus erros é que fico cada vez mais convencido de que eles são etapas importantes para o meu aprendizado no aperfeiçoamento dos trabalhos que realizo, cujo intento é tão-somente satisfazer meus clientes.

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Postado por Marcos "Maranhão" em 24 de junho de 2008, às 22:07h



O frio intenso e meus dois pensamentos positivos

September 11, 2013 15:54, by Marcos A. S. Lima - 0no comments yet

O frio intenso e meus dois pensamentos positivos


Na casa de alvenaria que alugo, hoje acordei por volta das 3h da madrugada sentindo frio nas minhas costelas do lado esquerdo, apesar do pijama que usava e mais três cobertores - um da Jolitex, um médio e um fino. Vesti meu casaco e resolvi o problema, voltando a dormir uns 40 minutos depois.

 

Nesse interim, enquanto meu corpo reaquecia, lembrei do tempo em que precisei mendigar e dormir na rua, quando de minhas viagens Brasil afora que me inspiraram tocar no assunto levemente neste blog. Lembrei que outro dia li que Maringá tem cerca de 226 moradores de rua; que as vendas de carros novos andam crescendo; que a quantidade de novos prédios em construção no Novo Centro é alta, conforme mostra essa reportagem:

 

 


No vai-e-vem dos pensamentos, tentando resolver a equação desses primeiros números supraditos, dormi e acordei por volta das 7h, quando liguei o computador e observei a temperatura do momento (5 graus positivos), conforme está nesta imagem logo abaixo ( clique na figura para ampliar e observar no painel superior):

 

Então, liguei para o Albergue Santa Luiza de Marillac perguntando como estava a lotação da casa (tudo tranqüilo, não estava lotado, garantiu-me o atendente, deixando claro que lá tinha ainda bastante espaço para quem precisasse).

 

Fico, por ora, com dois pensamentos positivos:

1) Espero que as equipes que rondaram a cidade na noite mais fria do ano tenham encaminhado muitos moradores de rua ao Albergue, e que tenham distribuído bastante cobertores àqueles que não quiseram sair dos seus lugares;

 

2) Tenho, a cada inverno, a plena certeza de que tá na hora de arrumar um cobertor de orelha (He! He! He! He!).

 

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Postado por Marcos "Maranhão" em 17 de junho de 2008, às 21:35h



Vereador Valter Viana, da RCC, faz discurso enérgico a favor do aumento do salário do vereador

September 11, 2013 15:51, by Marcos A. S. Lima - 0no comments yet

Vereador Valter Viana, da RCC, faz discurso enérgico a favor do aumento do salário do vereador

 

Ouça a reportagem da Rádio CBN sobre o que aconteceu ontem na Câmara de Vereadores: destaque para o vereador Valter Viana, apoiado por setores da RCC (Renovação Carismática Católica), defendendo veementemente o aumento do salário dos vereadores - Bravin (PP), Fogueteiro (PTB) e John (PMDB), entre outros, mudaram o voto na última hora: aqui, na Rádio CBN.


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Postado por Marcos "Maranhão" em 11 de junho de 2008, às 12:09h