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Comunicação

28 de Fevereiro de 2014, 13:43 , por Blogoosfero - | No one following this article yet.

Rede TV! edita vídeo de debate e beneficia João Dória contra candidato do PT

26 de Agosto de 2018, 12:56, por Desconhecido

Restou, no ar, apenas a parte em que tucano eleva o tom e inicia o fragmento que permanece exposto, na versão para o Youtube.

 

Por Redação – de São Paulo

 

O canal Rede TV! editou e publicou no Youtube uma versão na qual apenas o protesto do candidato tucano ao governo de São Paulo, João Dória, responde ao adversário petista, Luiz Marinho, em um momento em que este ofereceu ao ex-prefeito paulistano a oportunidade de se retratar frente às mulheres.

Trecho em que Marinho confronta o candidato tucano foi, toscamente, eliminado da versão finalTrecho em que Marinho confronta o candidato tucano foi, toscamente, eliminado da versão final

Todo o trecho no qual o petista lembra que o concorrente “fez propaganda de mulheres nuas para atrair gringos para o Brasil” foi suprimido da versão atualmente exibida no canal de vídeos. O candidato do PT ao governo de São Paulo enfrentava um embate sobre violência contra a mulher e lembrou que Doria, enquanto presidente da Embratur, no governo Sarney, fez propaganda com mulheres nuas para fomentar o turismo no país.

Restou, no ar, apenas a parte em que tucano eleva o tom e inicia o fragmento que permanece exposto, na versão para o Youtube. Nele, Dória acusa o partido de “roubar a Petrobras” quando, na realidade, há uma série de outras legendas envolvidas no rombo bilionário à estatal do petróleo brasileiro; entre elas o próprio PSDB.

Embratur

Foi suprimido, ainda, do vídeo em exposição, a pergunta de Marinho ao candidato Doria. Ele questionou o tucano sobre o que ele faria com relação à violência contra a mulher no Estado. O postulante respondeu que o PSDB criou as delegacias da mulher em São Paulo e que seu partido sempre encampou essa pauta. Esta resposta também não foi anexada à reprodução do debate.

Editar um programa eleitoral, a exemplo do debate entre candidatos, trata-se de um “atentado às normas jurídicas e à ética jornalística”, comentou o jornalista Fábio Lau, editor da página de notícias Conexão Jornalismo.

— Enquanto Dória, que sequer candidato pode ser devido à condenação a que o torna inelegível por quatro anos, comparece a um debate e é beneficiado com a edição do vídeo distribuído nas redes sociais; o ex-prefeito Fernando Haddad, legitimamente registrado na chapa do PT, é sumariamente eliminado dos debates nos canais públicos de TV. O pior de tudo isso, no entanto, é que não nos surpreende — afirmou.

Rede TV!

Embora não conste na versão final que permanecia nas redes sociais, o petista lembrou que o próprio Doria dissera que as delegacias da mulher não funcionam:

— Vou te dar uma oportunidade. Você foi presidente da Embratur no governo Sarney e fez propaganda de mulheres nuas para atrair gringos para o Brasil. Isso contribui para a violência contra as mulheres. Te dou agora uma oportunidade de pedir perdão para as mulheres — disse Marinho, embora não apareça na versão publicada no canal da Rede TV!

O trecho autorizado pela Rede TV! deixa apenas o desabafo do tucano:

— O teu passado te condena, o meu não! Só da Petrobras, o seu partido roubou US$ 50 bilhões. O que vocês sabem fazer é destruir, roubar e mentir — rebateu, fugindo da resposta quanto aos comerciais com mulheres nuas, patrocinados com dinheiro público, durante a gestão dele na Embratur.

Sem resposta

A palavra final, no entanto, coube a Marinho, que ganhou direito de resposta por conta das acusações de Doria sobre o PT ter “roubado o Brasil”.

— Esse papo de agredir o PT não vai funcionar nessas eleições. Funcionou em 2016, mas as pessoas processaram as informações. Essa é a razão de Lula liderar todas as pesquisas de opinião. E se tem alguém aqui condenado é você, João Dória, que teve seus direitos políticos cassados — afirmou.

Procurado pela reportagem do Correio do Brasil, em mensagem à assessoria de imprensa da empresa, o Rede TV! não respondeu ao único questionamento:

“Gostaríamos de conhecer o motivo para que tenha sido efetuado o corte na versão para o Youtube do vídeo que traz a reprodução do debate entre os candidatos ao governo de São Paulo, ocorrido na noite passada”.

Assista ao vídeo.
O corte encontra-se em 1’40″40



Esporte Interativo e a hegemonia da Globo

13 de Agosto de 2018, 8:03, por Desconhecido

Por Altamiro Borges

Nesta quinta-feira (9), a empresa estadunidense Turner anunciou o fechamento dos canais do Esporte Interativo e a demissão de cerca de 250 profissionais no Brasil. Em comunicado lacônico, que revela o desprezo patronal diante da situação angustiante dos trabalhadores, o império midiático informou que “nós do Esporte Interativo/Turner, agora uma afiliada AT&T, anunciamos hoje que estamos migrando a nossa programação de TV com o futebol nacional e internacional para as marcas TNT e Space... Os canais serão desativados nos próximos 40 dias e deixaremos de transmitir competições que nos orgulhamos muito durante os últimos anos. Entretanto, as nossas atividades no mundo digital seguem firmes, e continuaremos levando a emoção que o Brasil merece pra vocês através do nosso Facebook, Instagram, YouTube, Twitter, EI Plus e qualquer outra plataforma digital”.

Em entrevista a Samuel Possebom, do site Tela Viva, o gerente-geral da Turner para o Brasil, Antônio Barreto, apontou quatro motivos para a cruel decisão: 1) Retração no mercado de TV por assinatura; 2) Custo crescente dos direitos esportivos; 3) Forte retração no mercado publicitário; e 4) O custo de manter os dois canais do Esporte Interativo no ar. Já Keila Jimenez, do site R-7, culpou sem citar nome a Rede Globo, que hegemoniza a transmissão de futebol no país, pelo fechamento e as demissões. “Os canais Esporte Interativo gastaram muito dinheiro na briga por direitos de transmissão, como na disputa pelo Brasileirão... Venceu algumas dessas batalhas, mas não emplacou em audiência muito menos junto ao mercado anunciante”.

O Esporte Interativo foi lançado em 5 de janeiro de 2014. Em 2015, a operadora Turner se tornou proprietária do canal, que pertencia a Top Sports. A transação foi estimada em R$ 400 milhões. Na época, a iniciativa foi encarada como uma forma de diversificar as transmissões do futebol brasileiro e mundial, contrapondo-se ao monopólio do império global. Mas o projeto não vingou. Esbarrou na grave crise econômica do país, que causou a retração na TV a cabo no Brasil – houve perda de quase 2 milhões de assinantes nos últimos três anos –, e na concorrência desleal da Rede Globo. Na transmissão da Copa do Mundo na Rússia, a emissora obteve direito exclusivo de transmissão dos jogos.

Segundo Nelson de Sá, em artigo publicado na coluna Toda Mídia em 13 de julho, “a audiência da Copa de 2018, nos jogos da seleção, foi cerca de dez pontos maior do que aquela alcançada em 2014, na TV aberta, na Grande São Paulo. Quatro anos atrás, Globo e Band, as duas redes com direito de transmissão, alcançaram respectivamente 35,8 e 9,6 pontos de média de audiência, somando 45,4. Neste ano, a Globo, que agora transmite sozinha, alcançou 55,98 pontos... Para efeito de comparação, nos Estados Unidos, a audiência até as quartas de final na rede Fox e no canal Fox Sports caiu 32% em relação à transmissão do evento em 2014, feita pela rede ABC e pelo canal ESPN”.

Em tempo: Sobre a crueldade das demissões promovidas pela Turner, a colunista Hildegard Angel escreveu neste domingo no Jornal do Brasil: "Mais chocante que o Esporte Interativo migrar de repente da TV para o digital foi a forma como demitiu 250 de uma vez: notificados por e-mail para uma 'reunião de negócios' em hotel na Barra, os funcionários recebiam à entrada as senhas '1' ou '2'. O RH discursou sobre a mudança e, em seguida, anunciou as demissões: os da senha nº 1, continuavam na empresa. Os nº 2 estavam fora. Triste fim".



A agonia em praça pública da Editora Abril

8 de Agosto de 2018, 9:23, por Desconhecido

Por Miguel Enriquez, no blog Diário do Centro do Mundo:

Menos de três semanas depois de ter assumido a gestão do grupo Abril, a consultoria americana Alvarez & Marsal mostra a que veio: na manhã desta segunda, dia 6, os funcionários da família Civita estão sendo comunicados de um corte gigantesco no quadro de pessoal.

Ele é estimado entre 500 e 840 cabeças, abrangendo, além da editora, outros negócios, como a área de logística e distribuição de revistas. As demissões começarão oficialmente, na próxima quarta-feira, 8.

Na mesma segunda pela manhã, no entanto, uma fila de mais de 50 funcionários aguardavam o exame médico demissional.

Como antecipou o DCM no dia 19 de julho, o portifólio de publicações sofrerá uma razia.

Concluídas as dispensas, só sobrarão sete títulos: Veja, Exame, as femininas Claudia e Saúde, além de Quatro Rodas, Vip e Placar, algumas delas apenas na versão digital.

Paralelamente, estão cada vez mais fortes os indícios de que os herdeiros de Roberto Civita estão decididos a entrar com um pedido de recuperação judicial do grupo.

Giancarlo, o primogênito, que entregou a presidência executiva da Abril para o consultor Marcos Haaland, da Alvarez & Marsal, vem mantendo reuniões com as diretorias dos principais bancos credores comunicando sua disposição de recorrer a essa alternativa diante da situação financeira calamitosa da companhia fundada pelo avô Victor Civita.

A Abril deve na praça mais de R$ 1 bilhão em compromissos que devem ser honrados até 2022, acumulou prejuízos de R$ 768,1 milhões nos últimos três anos e registrou um patrimônio negativo de R$ 715,9 milhões, no balanço de 2017.



Direita levanta bandeira da esquerda que criminaliza oligopólios da comunicação

30 de Julho de 2018, 22:53, por Desconhecido

Segundo Capitão Augusto, a concentração dos meios de comunicação é debatida há muito tempo pela sociedade, “que vê com preocupação o domínio da mídia nas mãos de poucos e poderosos grupos econômicos que intervém sobremaneira em todas as questões sociais”.

 

Por Redação, com Agência Câmara – de Brasília

 

Embora a bandeira seja defendida pelas legendas políticas da esquerda, coube a um parlamentar da direita mais conservadora retomar a pauta que regulamenta o setor da Comunicação no país. Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 9049/17, do deputado Capitão Augusto (PR-SP), que constitui infração à ordem econômica o monopólio ou oligopólio de meios de comunicação social, seja de mídia impressa ou eletrônica. As Organizações, Globo, dona de um império no país, seria o principal alvo da nova legislação.

A Câmara avalia projeto que criminaliza o cartel da mídia, no BrasilA Câmara avalia projeto que criminaliza o cartel da mídia, no Brasil

A proposta inclui a restrição na Lei do Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência. Hoje em dia, a lei considera como infração o aumento arbitrário de lucros e o domínio de mercado relevante de bens ou serviços, entre outros.

Esse tipo de infração sujeita a empresa a multa de 0,1% a 20% do valor do faturamento bruto; para outras pessoas físicas ou jurídicas sem faturamento bruto, a multa varia entre R$ 50 mil a R$ 2 bilhões.

Paradigmas

Segundo Capitão Augusto, a concentração dos meios de comunicação é debatida há muito tempo pela sociedade, “que vê com preocupação o domínio da mídia nas mãos de poucos e poderosos grupos econômicos que intervém sobremaneira em todas as questões sociais”.

Um grupo com domínio de mercado de comunicação é capaz, na opinião do deputado, de difundir e concentrar as informações que lhe convém de acordo com seus interesses e ditar o futuro do País.

— Vejo com preocupação grupos de comunicação que dominam o mercado querendo estabelecer a todo custo paradigmas de inversão de valores, como a desmoralização dos policiais militares e a glamourização dos marginais — afirmou Capitão Augusto.

Ressalvas legais

A Lei do Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência presume que há “posição dominante” sempre que uma empresa ou grupo de empresas for capaz de alterar unilateral ou coordenadamente as condições de mercado ou quando controlar 20% ou mais do mercado relevante, podendo este percentual ser alterado pelo Cade para setores específicos da economia.

O texto legal também considera que a conquista de mercado resultante de processo natural, pela maior eficiência de agente econômico em relação a seus competidores, não caracteriza ato ilícito.

Tramitação

A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.



A nova onda da "censura" no Brasil

18 de Junho de 2018, 8:08, por Desconhecido

Por Hildegard Angel, no Jornal do Brasil:

São tão edificantes os comentários dos âncoras dos telejornais, quando repercutem as falas de ministros do Supremo por uma imprensa livre, ou dos editorialistas importantes, quando condenam qualquer tipo de censura à imprensa.

No entanto, a verdade que reside por trás do “affair terço do Papa” é justamente a prática da Censura à imprensa, rotulando-se como falsa uma notícia, tendo como referência uma fonte única, o site Vatican News.

Isso levou o Facebook a punir e a ameaçar de eliminação três dos sites jornalísticos mais acessados da blogosfera: Diário do Centro do Mundo (DCM), Brasil 24/7 e a revista Fórum, do jornalista Renato Rovai, que pergunta: “Isso não é algo muito acima do papel que deveria ter uma empresa de checagem?”.

E qual seria o papel de uma empresa de checagem?

Policiar as redes sociais, justamente aquela zona da mídia onde é mais baixa a contaminação dos compromissos espúrios com o mercado?

Perseguir a imprensa virtual, aquela em que ainda bate a saudável brisa da independência do pensar?

A imprensa mais avessa às pressões da mídia hegemônica?

Criminalizar e banir os progressistas, que, quixotescamente, têm obtido sucesso, praticando um jornalismo sério, cuidadoso, liberto, sem os vínculos, que, sabemos, comprometem a atuação da grande mídia brasileira?

Quem propõe a questão é Rovai, para quem “o episódio do terço entregue a Lula na prisão de Curitiba pelo advogado Juan Grabois, um dos assessores do Papa Francisco, atesta a nossa tragédia como país, do ponto de vista do respeito aos princípios básicos que norteiam uma sociedade democrática”.

Se formos colocar uma lupa na atuação da Agência Lupa — “a primeira de fact-checking”, neste caso, teremos a sensação de um jogo de cartas marcadas.

É de se estranhar que apenas esses três sites, talvez os mais vistos e prestigiosos dos blogs progressistas, tenham sido punidos, quando dezenas de outros postaram a mesma notícia, alguns até com mais ênfase, bem como sites ligados à grande mídia, como IG e UOL, e para eles não houve retaliação do Facebook.

E por que rigor tamanho para checagem tão sem importância?

Tipo: o assessor do Papa é assessor ou não é mais? O terço foi enviado pelo Papa ou não foi?

Quando a questão da Censura se impõe, o perfil ideológico dos veículos deve ser deixado de lado e o debate principal posto na mesa.

Seja o veículo virtual ou impresso, de pequeno, médio ou imenso alcance, será que ele apoia esse tipo de Censura?

Tem legitimidade a Agência Lupa, financiada pela Editora Alvinegra, que publica a revista Piauí, de propriedade de João Moreira Salles, para definir/ decidir quem pode fazer imprensa neste país?

Em suma, e claramente, João Moreira Salles está qualificado para determinar quem pode exercer o jornalismo no Brasil?

Por fim: é pertinente um órgão de imprensa concorrente dos demais autoproclamar-se arauto da ética e da isenção, podendo decidir quem deve e quem não deve exercer a profissão?

Sendo, dessa forma, superior à academia, às entidades de classe e órgãos governamentais, que ratificam diplomas e expedem registros para o exercício profissional?

Voltando à história do Rosário, a Lupa poderia responder a essas perguntas da revista Forum:

1 – É razoável atribuir o possível erro na apuração de qualquer veículo à produção de fake news, se haviam indícios fortes de que isso poderia ser verdade?

2. Classificada esta informação como falsa, com base numa única fonte (site Vatican News), indicar que o Facebook puna e ameace de eliminação três sites jornalísticos não é algo muito acima do papel que deveria ter uma empresa de checagem?

3. Quando quase uma centena de veículos usaram a mesma fonte Lula. com para produzir a notícia (‘o Papa enviou o terço a Lula’) por que só três foram indicados para serem censurados pelo Facebook e ameaçados por ele?

4. É razoável que empresas de checagem que constituem parceria com o Facebook mantenham também parceria com veículos que disputam o mercado de notícias, como no caso da Lupa, que é da Revista Piauí?

5. Quais são os poderes que essas empresas têm na classificação de sites jornalísticos no Facebook? Se elas têm o poder de censurar conteúdos e ameaçar com a eliminação de páginas têm também o de classificar o alcance dessas páginas?

Bem, esta coluna confere todos os aplausos às empresas de fact-checking, que combatam e consigam coibir as verdadeiras fake news, não só na mídia virtual, como também na impressa, na TV, no rádio etc. (exemplo: as mentiras sobre a “Petrobrás quebrada”).

Aplausos ao combate às calúnias e manifestações indignas, que contribuem para a deterioração de nossa sociedade, da soberania do país, que atentem contra os direitos do homem.

Mas usar do pretexto de fake news para reprimir a liberdade da imprensa no Brasil ou para eliminar concorrentes, que, mesmo supondo-se não ter sido essa a intenção — supondo-se –, precisamos estar alertas e ativos para impedir mais esse retrocesso, entre tantos, a que nos últimos dois anos, o povo brasileiro tem assistido pasmo, incrédulo, entorpecido e sem reação.



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