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Política

25 de Fevereiro de 2014, 16:14 , por Blogoosfero - | No one following this article yet.
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Na presidência do Senado, Requião diz que Moro cumpre o protocolo do Departamento de Estado dos EUA

6 de Abril de 2018, 12:01, por Blogoosfero



Joaquim Barbosa e seu dominio do fato

26 de Março de 2018, 10:51, por ACMDSilva

O ex-ministro negro do STF, Joaquim Barbosa, depois, de negar algumas vezes participar da política partidaria, as novas mexidas no tabuleiro das eleições indicam que o partido satélite - PSB (que deveria retirar a palavra socialismo), deve filiar Joaquim Barbosa para lança-lo ao cargo de presidente da república.

Joaquim Barbosa, como diria Zumbi dos Palmares é um negro de mentalidade branca. A biografia de Barbosa ficou arranhada quando o mesmo, trouxe para o STF a teroria nazista juridica alemã - Dominio Do Fato. o núcleo dessa tal teoria é que não precisa de provas comprobatórias para julgamentos, um banco de dados de inúmeras versões é que ditam os fatos, assim, Barbosa utilizou no STF para jusificar o famigerado mensaão do PT.

Mas, Barbosa, de forma proposital ou em 2016, macomunado com o golpismo que perdura até hoje, a propria teoria nazistas ultrapassada na propria Alemanha, foi denunciada pelo proprio mentor da teoria Dominio do Fato - Clauss Roxin que Barbosa e o STF distorceram o enunciado da mesma. Ou seja, Clauss Roxin desautorizou Barbosa e o STF: http://www.viomundo.com.br/denuncias/jurista-alemao-repreende-o-stf-pelo-mau-uso-de-sua-teoria-do-dominio-do-fato.html

A direita brasiliera tenta no desespero encontrar um candidato. Os bancos via mercado especulativo financeiro e a midia coordenada pela Rede Globo, tudo indica, encontrou nas mazelas partidárias do PSB um perfil de candidato, ou seria, apenas um ajudante de ordens da midia golpista, dos bancos e justiça partidaria?

 

 



Democradura consolidada

14 de Março de 2018, 9:00, por Jornal Correio do Brasil

A Folha tentou passar a ideia de que o Brasil não teria vivido uma ditadura, mas um regime mais suave, uma espécie de “ditabranda”, segundo a infeliz expressão que devem ter encontrado genial. A reação foi imediata, até que um novo editorial teve que retirar a expressão e fazer autocrítica, uma vez a operação fracassada

Por Emir Sader – de São Paulo:

Agora, buscando novos argumentos para evitar aceitar que houve um golpe no Brasil que feriu profundamente a democracia existente, arriscam uma historia. Ao contrario de 1964, a democracia no Brasil estaria consolidada, a ponto que não valeriam as analogias entre o momento que vivemos agora e o do golpe militar.

A Folha tentou passar a ideia de que o Brasil não teria vivido uma ditadura, mas um regime mais suave, uma espécie de “ditabranda”

Democracia

Desde então a democracia teria se consolidado entre nós. Como todo pensamento liberal; acreditam que basta haver eleições a cada tanto tempo; pluralidade de partidos; separação entre executivo, legislativo e judiciário e imprensa “livre”; em que “livre” quer dizer privada; para se caracterizar o regime como democrático.

Não importa que o capital financeiro controle a economia do país; mediante alguns poucos bancos privados; e pela direção da economia por executivos desses bancos. Não importa que algumas poucas famílias monopolizem a formação da opinião pública, por meio do controle dos meios de comunicação.

Não importa que estejamos voltando a ser o país mais desigual do continente, mais desigual do mundo. Não importa que os órgãos repressivos do Estado atuem sistematicamente contra os mais pobres da população, de forma violenta e impiedosa.

Sociedade brasileira

Não importa tudo isso e muitas mazelas mais da sociedade brasileira. Importa que os cânones liberais estariam existindo. Não importa que o Congresso exorbitou das suas funções e desrespeitou o voto popular; depondo uma presidenta democraticamente eleita.

Não importa que o Judiciário assiste a tudo passivamente e, pior, atua de forma unilateral contra a esquerda e seus dirigentes. Não importa que a Polícia Federal atue como instrumento da ação política de partidos de direita.

Não importa se uma trama diabólica trata de condenar ao principal líder político brasileiro sem crimes e sem provas. Não importa se o Judiciário tenta tirar do povo brasileiro o direito de decidir; pelo voto, quem deve ser o presidente do Brasil. Não importa se o Estado brasileiro foi assaltado pela gangue mais corrupta que o país já conheceu.

Não importa nada disso, porque a democracia estaria consolidada, segundo é vista desde a Alameda Barão de Limeira. O Congresso está aberto. O Judiciário é independente. A mídia privada funciona a todo vapor. Deve haver eleições de novo este ano.

Essa é a concepção da família Frias da democracia. Na verdade, uma democradura, um regime de exceção; que não respeita o resultado das eleições, que viola a Constituição, que persegue e condena sem provas a opositores; que permite que os políticos mais corruptos do Brasil dirijam impunemente o governo e sejam absolvidos pelo Judiciário.

Essa é a democracia consolidada para a Folha. Na verdade, uma democradura, assim como ela tentou dizer que a ditadura era uma ditabranda.

Emir Sader, é sociólogo, cientista político.

O post Democradura consolidada apareceu primeiro em Jornal Correio do Brasil.



Como Chico gozou dos militares em plena ditadura

4 de Janeiro de 2018, 10:11, por segundo clichê



Carlos Motta


O Chico Buarque que volta aos palcos cariocas para, a partir de hoje dar sequência a uma turnê na qual apresenta músicas de seu último disco e outras já consagradas, não é só um gigante da arte brasileira. Nele coexistem o magistral letrista, o inspirado melodista, o cantor original, o escritor surpreendente - e um tremendo gozador.

Se não, como explicar que, em plena ditadura militar, ele tenha composto canções que zombavam do regime de uma maneira tão inteligente que os censores nem percebiam a sua intenção?

É o caso de "Apesar de Você", lançada em 1970 e só proibida no ano seguinte, apenas porque os vigilantes da moral e bons costumes foram alertados sobre a sua mensagem "subversiva" depois que o jornalista Sebastião Nery, numa entrevista, afirmou que seu filho e amigos a cantavam como se fosse o hino nacional.

Perguntado, num interrogatório, sobre quem era o "você" da letra, Chico nem pestanejou em responder: "É uma mulher muito mandona, muito autoritária."

Hoje você é quem manda
Falou, tá falado
Não tem discussão, não
A minha gente hoje anda
Falando de lado
E olhando pro chão, viu
Você que inventou esse estado
E inventou de inventar
Toda a escuridão
Você que inventou o pecado
Esqueceu-se de inventar
O perdão
Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Eu pergunto a você
Onde vai se esconder
Da enorme euforia
Como vai proibir
Quando o galo insistir
Em cantar
Água nova brotando
E a gente se amando
Sem parar
Quando chegar o momento
Esse meu sofrimento
Vou cobrar com juros, juro
Todo esse amor reprimido
Esse grito contido
Este samba no escuro
Você que inventou a tristeza
Ora, tenha a fineza
De desinventar
Você vai pagar e é dobrado
Cada lágrima rolada
Nesse meu penar
Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Inda pago pra ver
O jardim florescer
Qual você não queria
Você vai se amargar
Vendo o dia raiar
Sem lhe pedir licença
E eu vou morrer de rir
Que esse dia há de vir
Antes do que você pensa
Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Você vai ter que ver
A manhã renascer
E esbanjar poesia
Como vai se explicar
Vendo o céu clarear
De repente, impunemente
Como vai abafar
Nosso coro a cantar
Na sua frente
Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Você vai se dar mal
Etc e tal
Lá lá lá lá laiá


Depois de "Apesar de Você" a censura ficou mais vigilante em relação a Chico Buarque. O jeito que o poeta encontrou para que suas músicas fossem aprovadas foi atribuir a paternidade delas a outros compositores.

Assim nasceu a dupla Julinho de Adelaide e Leonel Paiva, "autora" de "Jorge Maravilha", sucesso em 1973, que só foi liberada porque Chico inseriu a letra entre versos que ficaram de fora da gravação. 

O Brasil inteiro cantou a música e todos, menos os censores, pensavam que ela era uma tremenda gozação ao ditador de plantão, o general Ernesto Geisel, embora Chico negasse isso: "Aconteceu de eu ser detido por agentes de segurança, e no elevador o cara pedir autógrafo para a filha dele. Claro que não era o delegado, mas aquele contínuo de delegado", disse em uma entrevista. 


E nada como um tempo após um contratempo

Pro meu coração

E não vale a pena ficar, apenas ficar
Chorando, resmungando, até quando, não, não, não
E como já dizia Jorge Maravilha
Prenhe de razão
Mais vale uma filha na mão
Do que dois pais voando
Você não gosta de mim, mas sua filha gosta
Você não gosta de mim, mas sua filha gosta
Ela gosta do tango, do dengo
Do mengo, domingos e de costa
Ela pega e me pisca, belisca, petisca
Me arrisca e me enrosca
Você não gosta de mim, mas sua filha gosta
Você não gosta de mim, mas sua filha gosta
E nada como um dia após o outro dia
Pro meu coração
E não vale a pena ficar, apenas ficar
Chorando, resmungando até quando, não, não, não
E como já dizia Jorge Maravilha
Prenhe de razão
Mais vale uma filha na mão do que dois pais sobrevoando

 


O Brasil de hoje é um campo fértil para que os artistas liberem toda a sua criatividade. Pena que haja tão poucos com a capacidade que um Chico Buarque tinha de transformar a vida miserável que a ditadura proporcionava aos brasileiros em obras de arte imortais.



Esquerda da Ciranda ou a volta dos que nunca foram

30 de Dezembro de 2017, 9:52, por DIMAS ROQUE

Ali no Leblon/Ipanema ou nos Jardins sempre surgem umas figuras que reforçam um estereótipo de uma esquerda que não sabe o que é a luta de classes. 

Por Arnóbio Rocha

 
Alguns leram orelhas e citações do Kapital, decoram trechos de Lênin e se identificam com a rebeldia antiburocacia de Trotsky. É o máximo de radicalismo que se permitem.
 
A maioria se orienta pelo medo de desagradar a Globo ou a Folha de São Paulo, incapazes de enfrentar uma conjuntura adversa, preferem as críticas moralistas para não criar problemas com a mídia e classe média. 
 
Gabeira no passado, que se apresentava como o gênio do sequestro do embaixador e ao mesmo tempo a "voz da consciência" da autocrítica, uma síntese em si mesmo. 
 
Agora temos Freixo, a maior liderança do Psol que teve como feito espetacular de ir ao 2° turno do RJ, ao mesmo tempo recusou apoio militante de Lula em seu palanque, uma concessão direta à Globo e ao seu público classe média. Claro que tomou uma porrada do  bispo reaça nos setores mais pobres da cidade, não por mero acaso.
 
Freixo se revela também uma espécie de Gabeira, bem piorado (ainda resta respeito pelo que fez na ditadura). Pois Bem, o articulado deputado das reuniões na casa de Paula Lavínia, se apresenta como o "criador" de Boulos Presidente (um delírio). Um colosso. 
 
Óbvio que figuras populares surgem na luta, no enfrentamento, dos de baixo, como um Freixo da vida se mostra o criador? Figuras como Lula, bem mais que Boulos por sua origem de classe, não são criação de um vaidoso qualquer, mas frutos da luta de classes.
 
Vou repetir e, podem me cobrar, em pouco tempo teremos a confirmação de um tipo comum na esquerda:
 
O  traidor esclarecido.


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