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Motta

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Segundo Clichê

27 de Fevereiro de 2017, 15:48 , por Blogoosfero - | 1 person following this article.

Economia em ponto morto

13 de Outubro de 2017, 9:55, por segundo clichê


Marcelo P. F. Manzano

Mais uma vez as pesquisas mensais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) captam uma reversão do nível de atividade econômica ocorrida no último mês de agosto. Assim como já tinha sido verificado no caso do indicador da produção industrial (que registrou uma queda de 0,8%), foram divulgados os números relativos às vendas no varejo, as quais caíram 0,5% na passagem de julho para agosto, depois de uma sequência de quatro altas mensais consecutivas.


Tomadas em conjunto, as quedas da produção industrial e do volume de vendas no comércio varejista sinalizam que os impulsos sobre a demanda agregada alcançados a partir da liberação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) ao longo do primeiro semestre já perderam efeito e não são mais capazes de reanimar a atividade econômica.

Assim, embora seja razoável estimar uma pequena recuperação cíclica da economia a partir dos próximos meses, o aspecto fundamental a se considerar até aqui é que, com exceção das exportações, os demais motores da demanda continuam em ponto morto, com o país ainda estacionado no sopé da ribanceira. (Fundação Perseu Abramo)



Basta um telefonema

11 de Outubro de 2017, 11:46, por segundo clichê


Carlos Motta

A polícia brasileira, como é notório, não se destaca pelos métodos científicos que usa para investigar os crimes.

Depende, muitas vezes, de informações colhidas de informantes, dedos-duros e alcaguetas para chegar aos criminosos.

Delatores são, portanto, peças importantes, até mesmo essenciais, para o trabalho policial. 

Num Estado ditatorial, como a Alemanha nazista, por exemplo, o delator tinha um papel fundamental para a manutenção do status quo.

Por meio deles, além dos criminosos comuns, também os inimigos do Estado eram perseguidos, presos - e eliminados.

Bastava um telefonema, anônimo, para que a polícia política fosse atrás do pobre coitado denunciado, que, ao contrário do usual no direito desde séculos, tinha de provar a sua inocência.

Claro que mutos desses "anônimos" aproveitavam a ocasião para destruir inimigos, concorrentes, desafetos.

Bastava apontar o dedo para eles, apontá-los como subversivos, terroristas, comunistas, homossexuais, ateus, gordos, magros, altos, baixos, corintianos, palmeirenses, loiros ou morenos, qualquer coisa, enfim, que não se adequasse à ideologia dominante.

Num Estado policial desse tipo ninguém, absolutamente ninguém, nem os amigos do rei, está a salvo da arbitrariedade, da violência, da tortura, do assassinato - e das vilanias de um alcagueta.

Felizmente, neste Brasil Novo, as instituições estão funcionando, a Justiça é para todos, e ninguém está acima das leis. 



Um Dia da Criança com a cara do Brasil Novo: triste

10 de Outubro de 2017, 13:45, por segundo clichê


Uma pesquisa da Aondeconvem, plataforma de varejo com mais de 9 milhões de consumidores, revela que apenas 57% dos entrevistados comprarão presentes para o Dia das Crianças deste ano. Em 2016, a mesma pesquisa apurou que  86% dos pesquisados fariam compras para a data.


Quando questionados sobre o tipo de presente a ser comprado, 56,5% mencionam que comprarão brinquedos e 22,5% vestuário, indicando uma mudança muito grande em relação ao tipo de presente escolhido comparando com os resultados de 2016. Naquele ano, 94,5% planejaram comprar brinquedos e 2,5% vestuário.

Em relação ao montante a ser gasto com presentes nessa data, 31% dos participantes devem gastar até R$50; 36% planejam gastar entre R$ 50 e R$ 100; e 20% gostariam de desembolsar de R$ 100 a R$200.  Comparando com os resultados de 2016, houve uma baixa em relação à faixa entre R$ 100 a R$ 200, já que no ano passado, 30% dos entrevistados se preparavam para gastar esse montante.

A decisão de compra do melhor presente está baseada nos quesitos: preços (44%), seguido da qualidade do produto (28%), possibilidades de descontos (17%), facilidade na hora de fazer o pagamento (8%) e localização do ponto de venda (3%).

Entre os 7.626 participantes do levantamento, 69,74% são do sexo feminino, e 30,26% masculino.



O prefeito, a empatia, e a ração dos pobres

10 de Outubro de 2017, 10:36, por segundo clichê


Carlos Motta

O prefeito paulistano é movido a marketing.

Cuida com extremo zelo de sua imagem física - beirando os 60 anos, tenta parecer um meninão de 30.

Utiliza as novas tecnologias, principalmente as redes sociais, com desenvoltura.

É veterano no manejo televisivo.

Com tudo isso a seu favor, deveria estar, como dizem, "voando" no comando da prefeitura da metrópole.

Mas o que ocorre é justamente o contrário: a cada dia, apontam as pesquisas, a decepção com o seu governo cresce.

Da mesma forma, aumenta a percepção de que o cargo que ocupa é apenas um trampolim para que salte nas águas incertas da disputa presidencial de 2018 - se ela ocorrer.

E, em meio a isso tudo, fica cada vez mais visível que falta a ele não só a experiência necessária para sobreviver no ambiente da política real, mas um componente essencial para qualquer pessoa que pretenda ter sucesso na carreira de homem público: ele não tem nenhuma preocupação social, nenhuma empatia com os desprotegidos, os mas fracos, essa enorme parcela da população que vive no limite da sobrevivência.

É muito estranho que um homem com a sua formação educacional fale, publicamente, tanta bobagem, e proponha e adote medidas absolutamente imbecis, como essa última de transformar restos de comida em ração para os pobres.

Pessoas normais não dizem ou fazem o que diz e faz o prefeito paulistano. 

Há certos mecanismos no cérebro que impedem, por exemplo, uma autoridade, em vez de responder a uma crítica, afirmar que quem a fez é "velho", como se a velhice fosse algo que depreciasse o ser humano.

O seu caso parece ser sério, denota, ao menos ao leigo, alguma patologia.

Se nada de extraordinário acontecer, o prefeito paulistano deverá concorrer ao cargo de presidente da república tendo como um dos adversários o deputado neofascista admirador da tortura e que acha que os problemas do país serão resolvidos a partir do momento em que os "homens de bem" estiverem armados.

É de se estranhar que eles não se juntem numa chapa que refletiria à perfeição um segmento da sociedade que não acompanhou o processo civilizatório e os tempos sombrios e esquizofrênicos que vive o Brasil pós-golpe.



Chorinho, parte do Brasil que deu certo, ganha o mundo

9 de Outubro de 2017, 9:21, por segundo clichê


Marieta Cazarré
(Agência Brasil, de Lisboa)

O choro, ou chorinho, como é conhecido o tradicional gênero musical brasileiro, tem ganhado espaço e reconhecimento não apenas na Europa, mas em muitos países mundo afora. Esta semana, o grupo brasiliense Reco do Bandolim e Choro Livre está em Portugal, fazendo apresentações com um repertório que inclui compositores clássicos como Ary Barroso e Pixinguinha.

Reco do Bandolim, bandolinista e fundador da Escola Brasileira de Choro Raphael Rabello, em Brasília, disse que foi recebido com emoção e entusiasmo pelo público português.


“Eu fiquei impressionado com a reação explosiva das pessoas quando ouvem o choro. A identidade é indiscutível. A sensação que temos é que isso está um pouquinho no DNA deles [dos portugueses] também. Há uma troca, uma sinergia fantástica. Na verdade, o choro começa como uma maneira de tocar os gêneros que vinham da Europa. Os xotes, a mazurca. Aos poucos, os grandes compositores brasileiros, Henrique Alves Mesquita, Joaquim Antônio da Silva Calado, Anacleto de Medeiros, Ernesto Nazaré e Pixinguinha, finalmente, foi quem deram forma ao choro”, disse.

Reco do Bandolim, que também participou da criação do Clube do Choro em Brasília, em 1978, ressalta que a influência da música portuguesa no Brasil, principalmente do fado, “deixou na nossa alma um traço de certa melancolia, de nostalgia, que está muito presente no choro, no choro mais romântico, chorado, como a gente fala”.

O músico avalia que, com a mistura de influências negras, europeias e indígenas no Brasil, o choro conseguiu encontrar seu caminho genuíno e se fixar como um “gênero brasileiríssimo”.

“Tem a coisa da nostalgia [portuguesa], mas tem sobretudo a coisa da alegria, da sensualidade, da alegria do nosso povo. Tem similaridades, mas tem todas as suas diferenças. Aliás, eu acho que diante dessa globalização que a gente vive no mundo, que democratiza a informação e a cultura, nós precisamos delimitar nosso território cultural. Assim como se tem o fado em Portugal, no Brasil a gente tem o choro que é gênero brasileiríssimo, que fala muito do nosso perfil, da nossa alma profunda”, afirma Reco.

Integrante do Choro Livre, Henrique Neto afirma que o repertório escolhido para os shows no exterior sempre privilegiam compositores que falem do Brasil e buscam fazer um painel geral dos ritmos e estilos. “A gente toca forró, choro, samba choro, valsa, frevo. Procuramos dar uma noção bem ampla do Brasil, com músicas tocadas na linguagem do choro. Tocamos Aquarela do Brasil, Brasileirinho... alguns choros mais conhecidos e outros nem tão conhecidos, para mostrar que a música está viva e se renovando sempre.”

Filho de Reco, o jovem violonista, de 31 anos, veio a Portugal para fazer um mestrado na cidade de Aveiro e seguirá na Europa pelos próximos meses. Ele conta que, entre os projetos atuais, está o lançamento de um manual de choro, feito sob coordenação dele, e que se propõe a ensinar a linguagem do estilo musical para profissionais e amadores.

“A gente tem viajado muito com o grupo Choro Livre e agora com o manual, que é um material super importante para divulgar essa música, para facilitar o aprendizado, e é bilíngue. Vem um CD de áudio, com 134 áudios, que vai possibilitar uma maior propagação da música”, afirma.

Para Henrique, o choro tem conquistado um grande espaço nos últimos anos devido ao trabalho e à qualidade dos músicos brasileiros. Ele conta que há um interesse crescente em relação ao estilo porque é uma música nova “que ainda não foi descoberta pelo mundo”.

“Ela traz um frescor para os outros estilos. A gente vê que existe esse interesse por músicos de várias vertentes, tanto do jazz quanto do clássico. Na Espanha, por exemplo, também tem clube do choro, em Madri. E os músicos flamencos se interessam bastante. Acho que é um momento importante para a gente propagar o choro e estamos buscando fazer isso”, diz Henrique.

Choro e jazz

Reco do Bandolin explica que, apesar da comparação entre choro e jazz, o movimento musical brasileiro é anterior ao norte-americano.

“Há pessoas que, no passado, faziam a comparação do choro com o jazz, como se o choro fosse o jazz para os brasileiros e vice-versa. Mas há diferenças muito grandes. No jazz, os temas são curtos e os tocadores se notabilizaram pela capacidade de improvisação. Eles expõem um pequeno tema e saem improvisando. O choro é uma música mais complexa, que tem frequentemente três partes com harmonias que não são tão simples. Muitas pessoas acham que tem uma influência de um sobre o outro. Mas o choro antecede o jazz em algumas décadas. No Brasil, começou em 1850. O jazz começa a aparecer em 1910, 1920”, explica.

O grupo Choro Livre, um dos mais tradicionais do Brasil, já teve diversas formações. Há oito anos é composto por Reco do Bandolim (bandolim), Henrique Neto (violão 7 cordas), George Costa (violão 6 cordas), Marcio Marinho (cavaquinho) e Valério Xavier (pandeiro). Os músicos já dividiram palco com grandes nomes da música brasileira, como Nelson Cavaquinho, Clementina de Jesus, Moraes Moreira, Armandinho, Waldir Azevedo, Paulinho da Viola, Hermeto Paschoal, João Donato e Sivuca.



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