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Economia

28 de Fevereiro de 2014, 13:41 , por Blogoosfero - | No one following this article yet.

O Brasil precisa crescer em quais setores? O que precisa fazer para cumpri-los?

15 de Março de 2015, 22:00, por Thiago

Um dos setores é a Tecnologia da Informação. Primeiramente, vamos esclarecer que software livre é importante porque é um gratuito de qualidade, não é qualquer merdinha freeware não. As pessoas sempre instalam os gratuitos repletos de malwares nos computadores por desatenção e desinformação. Estes programas gratuitos não significam o mesmo que programas livres, porque a liberdade de software representa qualidade e possibilidade de engajamento intelectual na lógica de programação. Tem consigo uma prática de compartilhamento do conhecimento e código-fonte dos programas, mas isto não é necessário que todos os usuários façam, mas apenas os desenvolvedores.

O usuário é o maior beneficiado do software livre, que dispõe de centenas e até milhares de programas livres facilmente instaláveis, pelo Central de programas. Programas de computador instaláveis em poucos cliques, que melhoram a qualidade dos softwares executados, e pudermos gerar emprego e renda, aumentando o nível do Brasil. Para a maioria das pessoas, não existe necessidade de emprego e renda no Brasil com relação ao setor da inovação tecnológica de informática. Eles simplesmente aplicam o Windows pirata, e a Microsoft aceita isso, porque desenvolveu seu sistema operacional também roubando as melhroes ideias para implementar em seu sistema operacional.

Isto é história. E devemos mostrar que as pessoas podem mais com software livre. Podem instalar dezenas de programas de computador na área de ciência & engenharia, multimídia, gráficos e também jogos, mas não jogos de qualidade para computadores. As pessoas podem produzir e fazer mais coisas no computador com um sistema operacional Gnu/Linux. E creio que todos os membros da presidência da República e a Presidenta Dilma Rousseff devem usar software livres brasileiros e mostrar o exemplo de como é que cresceremos economicamente na área.

É claro que este não é um movimento para as pessoas deixarem de usar Windows. Este é um movimento pelo crescimento econômico brasileiro no setor da Tecnologia da Informação com soluções nacionais para as pessoas operarem melhor e com mais facilidade os computadores no Brasil. Quando vi um professor dando aula com vídeo baixado do Youtube sem som, vi que ele deveria conehcer os softwares livres para executar seus vídeos, em sala de aula, sem precisar acessar a internet, o vídeo simplesmente não tinha áudio. Bugou. Não funciona. Que tal usar o que funciona?

Não apenas o que funciona, mas também o que lhe garante maior conhecimento de lógica da programação. Penso que um professor de lógica em um Laboratório de Lógica e Epistemologia de Filosofia deve usar software livre. Não é simplesmente uma questão metodológica, é também uma questão econômica! Quantos empregos seriam gerados para melhorar softwares livres e torná-los de qualidade e gratuitamente disponibilizados? Este é o futuro do Brasil neste setor econômico. Quanto mais tempo tivermos dependência tecnológica do Windows, mais tempo adiaremos para gerar mais emprego e renda no setor de tecnologia da informação.

A Microsoft está no Brasil e isto é inevitável. Mas o que está em jogo é nossa própria capacidade de gerar tecnologias com soberania tecnológica e identidade visual, como as distribuições Ekaaty e Kaiana. O Desenvolvimento do Brasil precisa de mais soberania tecnológica, todos os países precisam. Um pouco que a Microsoft cai, todos ganham. É simples entender isto. E não é dizendo para não usar o Windows, mas é sempre bom frisar que o que é feito no Brasil também está ficando de ótima qualidade. Não deixe estas petecas caírem!!!

 



Agua não serve para produzir energia

23 de Fevereiro de 2015, 8:43, por Rafael Pisani Ribeiro

    O tema de fevereiro foi “Cadê a Água?”.O primeiro texto foi “quem-roubou-a-agua”, questionando se há um culpado de seu sumiço. O segundo tratou sobre “o-que-seriamos-sem-a-agua” e finalmente o terceiro relacionou “coca-cola-mineração-e-a-falta-de-agua”. O último será sobre energias alternativas.

    No primeiro texto, foi debatido sobre a influência do meio político na crise hídrica. A conclusão foi que não há influência marcante de um único partido político. Eles são nada mais que um elemento na estrutura política democrática. O segundo, sobre como seria a vida sem esse bem natural tão importante e a conscientização gerada pelo problema. No terceiro, dados mostraram que apesar da falta de água, ela não ocorre somente para o consumo humano, pois uma parte significativa vai para a Coca Cola e seus refrigerantes, Mineração, Siderurgia, Indústria e Agroindústria. Uma das conclusões foi que parece prevalecer a lógica do lucro. Pois bem, vejamos as energias alternativas e/ou renováveis. As1 energias disponíveis são: eólica, hidráulica, biomassa, maremotriz e geotérmica.

    A Biomassa tem a vantagem de ser nula na produção de CO2, pois recupera a quantidade que cria. A eólica2 tem vantagens como ser inesgotável, não emitir gases poluíveis e ser positiva para a comunidade onde se instala, o Estado e seus promotores. Por outro lado, ocupa espaço considerável e a energia é gerada de acordo com a quantidade de vento, que não pode ser controlada, além de afetar as aves e produzir um ruído constante.3 A energia solar pode ter alguma vantagem sobre as hidrelétricas. Isso porque uma casa com esse tipo de abastecimento gera 1000KWh (Quilowatt-hora) de energia por mês com placas unilaterais recebendo 5 horas de sol por dia e custa 40 mil reais. Se considerarmos 10 horas de sol, com 800 milhões de reais, sería possível gerar 20 milhões ou 20MWH (Megawatt-hora) por mês.

    Meios para gerar energia sem usar água existem, o problema é quando o lucro atrapalha. Se todos querem ganhar encima, claro que a tecnologia irá ficar cara. Mas o tema em questão serve para todos, isto é, a existência de um bem tão importante quanto a água. Tratá-la assim é pensar na humanidade. Além de todas essas fontes já conhecidas, e com diversos textos por ai a descrevê-las, que tal ser criativo?

    4Alfredo Moser, um mecânico da cidade de Uberaba, município de Belo Horizonte, conseguiu criar lâmpadas utilizando uma garrafa plástica pet com água e cloro. Ou ainda, a próxima ideia parece ser ainda mais prática. 5TODO TELHADO É UM GERADOR DE ENERGIA EM POTENCIAL. E demora menos tempo para aplicar que hidroelétricas

Lembrem-se de referenciar a fonte caso utilizem algo deste blog.Dúvidas, comentários, complementações? Deixe nos comentários.

Escrito por: Rafael Pisani


Referências:

Disponível em: http://blogoosfero.cc/assembleiapopular/blog/energia-solar-para-todos-e-mais-viavel-que-hidreletricas Thiago Henrique Ferreira Zoroastro/ http://blogoosfero.cc/assembleiapopular Data de acesso: 20 de Fevereiro de 2015

Disponível em: http://blogoosfero.cc/assembleiapopular/blog/todo-telhado-e-um-gerador-de-energia-em-potencial Thiago Henrique Ferreira Zoroastro/ http://blogoosfero.cc/assembleiapopular Data de acesso: 20 de Fevereiro de 2015

Disponível em: http://blogoosfero.cc/verdadeoumentira/verdade-ou-mentira/quem-roubou-a-agua Rafael Pisani Ribeiro/ http://blogoosfero.cc/verdadeoumentira Data de acesso: 20 de Fevereiro de 2015

Disponível em: http://blogoosfero.cc/verdadeoumentira/verdade-ou-mentira/o-que-seriamos-sem-a-agua Rafael Pisani Ribeiro/ http://blogoosfero.cc/verdadeoumentira Data de acesso: 20 de Fevereiro de 2015

Disponível em: http://livrevozdopovo.blogspot.com.br/2015/02/brasileiro-inventor-de-luz-engarrafada.html Damiao Dantas/ http://livrevozdopovo.blogspot.com.br Data de acesso: 20 de Fevereiro de 2015

Disponível em: http://www.neosolar.com.br/aprenda/saiba-mais/energias-renovaveis-ou-energias-alternativas neosolar energia/ http://www.neosolar.com.br Data de acesso: 20 de Fevereiro de 2015

Disponível em: http://www.portal-energia.com/vantagens-desvantagens-da-energia-eolica/ Portal Energia/ http://www.portal-energia.com Data de acesso: 20 de Fevereiro de 2015

 

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Coca Cola, Mineração e a falta de Água

16 de Fevereiro de 2015, 19:52, por Rafael Pisani Ribeiro

Inspirado por um ótimo texto, onde o autor descrevia como seria São Paulo sem água decidi falar sobre essa possibilidade com um olhar diferente. Por isso tentei procurá-lo, mas não achei. Para uma compreensão mais detalhada dos dados utilizados é interessante ler as referências. Em todo grau, o 1 site terra tem uma notícia do tipo. E não vem desprovido de ideologias, ainda que tente disfarçar.

Passa informações importantes e mostra como se tornaria a vida do cidadão. Essas informações vieram inclusive como uma possibilidade, dando material a imaginação. A questão ideológica, no entanto, não é essa. Em suas possibilidades só o cidadão é responsável pela falta de Água. Só ele paga o preço. Empresas, fábricas e comércios continuam na mesma, ou melhor, tem prejuízo, mas o cidadão paga por ele. O ponto de interesse é exatamente esse.

Primeiro vamos trocar o termo culpa por resposabilidade. O cidadão é sim responsável pela crise hídrica, mas não com maior parcela. É preciso que tome consciência e saiba utilizar um bem tão valioso, mas outras instâncias tem uma responsabilidade ainda maior. Essas instâncias tem a vantagem da proteção informacional, isto é, os meios de comunicação tiram sua responsabilidade e culpam o cidadão. As empresas são responsáveis, os cidadãos culpados. Afinal de contas, quais são essas outras instâncias?

As empresas e atividades listadas no título são grandes exemplos. Vejamos a produção de refrigerantes. Segundo 2esse site a Água é seu principal componente e é matéria-prima indispensável. Em termos numéricos quanto de Água a produção de refrigerantes gasta? Com certeza não é pequena. Portanto viva a Coca Cola e sua grande responsabilidade sobre a falta de Água! Um possível corte na produção de refrigerantes fez falta na previsão do Site terra. E ainda por cima há outras marcas e produtos aos quais a Coca Cola é possuidora, onde provavelmente a Água também é ingrediente indisponível. E a mineração?

Segundo 3esse site, Minas Gerais pediu ao cidadão Mineiro que economizasse até 30% de Água. Assim como pretende racionar e aplicar multas e sobretaxas para consumos excessivos. O problema não é o cidadão economizar, mas sim torná-lo o maior “culpado” e ainda fazê-lo pagar mais caro por isso.

Mineração, Siderurgia, Indústria e Agroindústria são as maiores consumidoras. Logo após vem o saneamento e por fim o cidadão. Em termos do rio Paraopeba 56,30% de sua Água é utilizada para indústria, mineração e plantações. Equivale a dizer que menos da metade é para consumo humano! Dentre os vários usuários empresariais, somente um deles consome diariamente o suficiente para abastecer uma cidade de 700 mil habitantes por dia. O cidadão é que deve economizar?

É ilógico responsabilizar o que menos consome, e mesmo com uma economia perfeita o resultado não seria considerável no todo. 30% de quem tem, em um chute estatístico 40% do consumo equivale a um consumo reduzido de 12%. Se as Mineradores consomem muita Água e ela está faltando, que se transfira seu uso para o consumo humano e se reduza para a mineração. Se vai faltar Água para beber, que se dê fim a produção de refrigerantes. Assim aparece a pergunta: metais minerados e refrigerantes são mais importantes que tomar Água?

Lembrem-se de referenciar a fonte caso utilizem algo deste blog.Dúvidas, comentários, complementações? Deixe nos comentários.

Escrito por: Rafael Pisani

Referências:

Disponível em: http://noticias.terra.com.br/brasil/cidades/sp-falta-agua/ Terra/ http://noticias.terra.com.br Data de acesso: 13 de Fevereiro de 2015

Disponível em: http://www.setor1.com.br/bebidas/refrigerantes/a_gua.htm Setor 1/ http://www.setor1.com.br Data de acesso: 13 de Fevereiro de 2015

Disponível em: http://minaslivre.com.br/plus/modulos/noticias/ler.php?cdnoticia=3006 Thaís Mota/ http://minaslivre.com.br Data de acesso: 13 de Fevereiro de 2015



Defender a Petrobrás é defender o Brasil. Leia e assine o manifesto!

5 de Fevereiro de 2015, 15:57, por Blogoosfero

Defender a Petrobrás é defender o Brasil.
Leia e assine o manifesto

Há quase um ano o País acompanha uma operação policial contra evasão de divisas que detectou evidências de outros crimes, pelos quais são investigadas pessoas que participaram da gestão da Petrobrás e de empresas fornecedoras. A ação institucional contra a corrupção tem firme apoio da sociedade, na expectativa de esclarecimento cabal dos fatos e rigorosa punição dos culpados.

É urgente denunciar, no entanto, que esta ação tem servido a uma campanha visando à desmoralização da Petrobrás, com reflexos diretos sobre o setor de Óleo e Gás, responsável por investimentos e geração de empregos em todo o País; campanha que já prejudicou a empresa e o setor em escala muito superior à dos desvios investigados.

A Petrobrás tem sido alvo de um bombardeio de notícias sem adequada verificação, muitas vezes falsas, com impacto sobre seus negócios, sua credibilidade e sua cotação em bolsa. É um ataque sistemático que, ao invés de esclarecer, lança indiscriminadamente a suspeita sobre a empresa, seus contratos e seus 86 mil trabalhadores dedicados e honestos.

Assistimos à repetição do pré-julgamento midiático que dispensa a prova, suprime o contraditório, tortura a jurisprudência e busca constranger os tribunais. Esse método essencialmente antidemocrático ameaça, hoje, a Petrobrás e suas fornecedoras, penalizadas na prática, enquanto empresas produtivas, por desvios atribuídos a pessoas físicas.

Ao mesmo tempo, o devido processo legal vem dando lugar ao tráfico seletivo de denúncias, ofensivo à consciência jurídica brasileira, num ambiente de obscuridade processual que propicia a coação e até o comércio de testemunhos com recompensa financeira. Na aparente busca por eficácia, empregam-se métodos que podem – isto, sim – levar à nulidade processual e ao triunfo da impunidade.

E tudo isso ocorre em meio a tremendas oscilações no mercado global de energia, num contexto geopolítico que afeta as economias emergentes, o Brasil, o Pré-Sal e a nossa Petrobrás.

Não vamos abrir mão de esclarecer todas as denúncias, de exigir o julgamento e a punição dos responsáveis; mas não temos o direito de ser ingênuos nessa hora: há poderosos interesses contrariados pelo crescimento da Petrobrás, ávidos por se apossar da empresa, de seu mercado, suas encomendas e das imensas jazidas de petróleo e gás do Brasil.

Historicamente, tais interesses encontram porta-vozes influentes na mídia e nas instituições. A Petrobrás já nasceu sob o ataque de “inimigos externos e predadores internos”, como destacou a presidenta Dilma Rousseff. Contra a criação da empresa, em 1953, chegaram a afirmar que não havia petróleo no Brasil. São os mesmos que sabotaram a Petrobrás para tentar privatizá-la, no governo do PSDB, e que combateram a legislação do Pré-Sal.

Os objetivos desses setores são bem claros:

- Imobilizar a Petrobrás e depreciar a empresa para facilitar sua captura por interesses privados, nacionais e estrangeiros;

- Fragilizar o setor brasileiro de Óleo e Gás e a política de conteúdo local; favorecendo fornecedores estrangeiros;

- Revogar a nova Lei do Petróleo, o sistema de partilha e a soberania brasileira sobre as imensas jazidas do Pré-Sal.

Para alcançar seu intento, os predadores apresentam a Petrobrás como uma empresa arruinada, o que está longe da verdade, e escondem do público os êxitos operacionais. Por isso é essencial divulgar o que de fato aconteceu na Petrobrás em  2014:

- A produção de petróleo e gás alcançou a marca histórica de 2,670 milhões de barris equivalentes/dia (no Brasil e exterior);

- O Pré-Sal produziu em média 666 mil barris de petróleo/dia;

- A produção de gás natural alcançou 84,5 milhões de metros cúbicos/dia;

- A capacidade de processamento de óleo aumentou em 500 mil barris/dia, com a operação de quatro novas unidades;

- A produção de etanol pela Petrobrás Biocombustíveis cresceu 17%,  para 1,3 bilhão de litros.

E, para coroar esses recordes, em setembro de 2014 a Petrobrás tornou-se a maior produtora mundial de petróleo entre as empresas de capital aberto, superando a ExxonMobil (Esso).

O crescente sucesso operacional da Petrobrás traduz a realidade de uma empresa capaz de enfrentar e superar seus problemas, e que continua sendo motivo de orgulho dos brasileiros.

Os inimigos da Petrobrás também omitem o fato que está na raiz da atual vulnerabilidade da empresa à especulação de mercado: a venda, a preço vil, de 108 milhões de ações da estatal na Bolsa de Nova Iorque, em agosto de 2000, pelo governo do PSDB.

Aquela operação de lesa-pátria reduziu de 62% para 32% a participação da União no capital social da Petrobrás e submeteu a empresa aos interesses de investidores estrangeiros sem compromisso com os objetivos nacionais. Mais grave ainda: abriu mão da soberania nacional sobre nossa empresa estratégica, que ficou subordinada a agências reguladoras estrangeiras.

Os últimos 12 anos foram de recuperação e fortalecimento da empresa. O País voltou a investir em pesquisa e a construir gasodutos e refinarias. Alcançamos a autossuficiência, descobrimos e exploramos o Pré-Sal, recuperamos para 49% o controle público sobre o capital social da Petrobrás.

O valor de mercado da Petrobrás, que era de 15 bilhões de dólares em 2002,  é hoje de 110 bilhões de dólares, apesar dos ataques especulativos. É a maior empresa da América Latina.

A participação do setor de Óleo e Gás no PIB do País, que era de apenas 2% em 2000, hoje é de 13%. A indústria naval brasileira, que havia sido sucateada, emprega hoje 80 mil trabalhadores. Além dos trabalhadores da Petrobrás, o setor de Óleo e Gás emprega mais de 1 milhão de pessoas no Brasil.

É nos laboratórios da Petrobrás que se produz nosso mais avançado conhecimento científico e tecnológico. Os royalties do petróleo e o Fundo Social do Pré-Sal proporcionam aumento significativo do investimento em Educação e Saúde. Este é o papel insubstituível de uma empresa estratégica para o País.

Por tudo isso, o esclarecimento dos fatos interessa, mais do que a ninguém, aos trabalhadores da Petrobrás e à população brasileira, especialmente à parcela que vem conquistando uma vida mais digna.

Os que sempre tentaram alienar o maior patrimônio nacional não têm autoridade política, administrativa, ética ou moral para falar em nome da Petrobrás.

Cabe ao governo rechaçar com firmeza as investidas políticas e midiáticas desses setores, para preservar uma empresa e um setor que tanto contribuíram para a atração de investimentos e a geração de empregos nos últimos anos.

A direção da Petrobrás não pode, nesse grave momento, vacilar diante de pressões indevidas, sujeitar-se à lógica dos interesses privados nem agir como refém de uma auditoria que representa objetivos conflitantes com os da empresa e do País.

A investigação, o julgamento e a punição de corruptos e corruptores, doa a quem doer, não pode significar a paralisia da Petrobrás e do setor mais dinâmico da economia brasileira.

É o povo brasileiro, mais uma vez, que  defenderá a empresa construída por gerações, que tem a alma do Brasil e simboliza nossa capacidade de construir um projeto autônomo de Nação.

Pela investigação transparente dos fatos, no Estado de Direito, sem dar trégua à impunidade;

Pela garantia do acesso aos dados e esclarecimentos da Petrobrás nos meios de comunicação, isentos de manipulações;

Pela garantia do sistema de partilha, do Fundo Social e do papel estratégico da Petrobrás na exploração do Pré-Sal;

Pela preservação do setor nacional de Óleo e Gás e da Engenharia brasileira.

Defender a Petrobrás é defender o Brasil – nosso passado de lutas, nosso presente e nosso futuro.

Federação Única dos Petroleiros

Para a assinatura do manifesto "DEFENDER A PETROBRÁS É DEFENDER O BRASIL, clique aqui



Petrobras: a seta do tempo se quebrou?

3 de Fevereiro de 2015, 21:39, por Desconhecido

Por Saul Leblon, no site Carta Maior:

O que vier a ocorrer com a Petrobrás contagiará irremediavelmente o destino do desenvolvimento brasileiro e a sorte da sociedade nas próximas décadas.

Se urgências e retificações de rumo forem deixadas ao sabor da lógica de mercado, descuidando-se da dimensão política que entrelaça o seu destino ao da nação, apetites vorazes debulharão a estatal até amesquinhá-la à condição de um trem enferrujado e solto no ar. Pronto para ser vendido como sucata.

O Brasil todo será tragado pelo mesmo arrastão, com consequências econômicas devastadoras e, políticas, imponderáveis.

A Petrobras é a maior produtora de petróleo do mundo entre as empresas de capital aberto.

Superou a produção da Exxon em mais de 150 mil barris/dia no final do ano passado.

Não foi um ponto fora da curva.

A estatal brasileira tem reservas e tecnologia para figurar na linha de frente do mercado por décadas.

Sozinha, ela representa mais de 10% de todo o investimento brasileiro de 2014, estimado em insuficientes 18,5% do PIB.

A operação Lava Jato flagrou a ação de um cupinzeiro incrustrado no mecanismo dessa alavanca decisiva para o salto estratégico do país no século XXI.

As empreiteiras associadas ao esquema investigado respondem, por sua vez, por um conjunto de obras em diferentes setores que somaria quase a metade da taxa de investimento em curso na economia.

Jogar no ralo esse conjunto com a água suja do banho –para usar uma metáfora tão gasta quanto pertinente— significa escavar o chão do país em profundidade suficiente para deixa-lo à deriva na luta pelo desenvolvimento em boa parte deste século.

A Petrobras e o pré-sal ocupam o centro da almejada transição de uma economia rica, cevada na injustiça secular, para uma democracia social próspera, convergente e soberana.

Ao lado do cupinzeiro que esburacou o caixa e a identidade histórica da estatal criada por Vargas, pulsa ainda intacto esse potencial capaz de reorientar a história brasileira.

Ainda, mas não por muito tempo, exceto se ganhar a blindagem de uma resistência política ao desmonte.

Desde 2010, quando o governo Lula instituiu a regulação soberana das reservas do pré-sal --as maiores descobertas de óleo deste século em todo o planeta-- abriu-se na agenda e no imaginário do país o horizonte de uma virada histórica.
Ela colocou na defensiva o projeto conservador para a sociedade. E o manteve assim até hoje...

De novo: mas não por muito tempo, se o desmente em marcha não for detido.

Se socialismo é levar a democracia às últimas consequências, esse lastro estratégico atalhou o percurso brasileiro rumo a uma fronteira ainda distante, mas que passou a ter um rumo crível e factível.

Embora tenha sugado escandalosos R$ 4 bilhões da estatal, o cupinzeiro empresarial-político e burocrático não invalidou essa densidade encorajadora.

O cupinzeiro feriu de vergonha a alma brasileira.

Não é só uma questão policial.

É que falhamos diante de um tesouro que cabe preservar e legar às futuras gerações.

O cupinzeiro deve ser investigado, extirpado e lancetado até o último ovo.

Doa a quem doer.

Uma falha, porém, não justifica outra pior.

O que se busca preservar não pode ficar à mercê da lógica que conduz ao desfecho oposto.

O saneamento contábil não pode, como se fez na intempestiva avaliação de perdas de R$ 88 bilhões, servir à ingênua compra de indulgência junto à república dos dividendos e seus porta-vozes na mídia.

É inútil o afago: a Petrobras ‘saneada’ que serve a essa gente já tem até nome e logotipo, é a Petrobrax tucana.

O único balanço consistente, desse ponto de vista, é o que inviabiliza a exploração soberana do pré-sal; devolve o comando da estatal aos mercados; troca o impulso industrializante do conteúdo nacional pelo bombeamento vertiginoso do óleo bruto; recicla os royalties da educação e da saúde em dividendos imediatos.

E faça isso como se não houvesse amanhã.

Como de fato não haverá, para o país acalentado pela maioria, se essa lógica prevalecer.

A mesma ressalva vale para a delegação integral do presente e do futuro da estatal à Polícia Federal.

Não é verdade que para ser contra a corrupção é preciso ser a favor de uma força-tarefa cuja isenção ficou lavrada no panfletária esforço de seus integrantes para eleger Aécio em 2014.

O juiz Moro exerce a sua determinação investigativa do alto de uma biografia que inclui esposa, irmão, amigos e empregos interligados pelo intercurso com o tucanato e o ódio ao PT .

A Moro o que é de Moro.

Aos acionistas o que é dos acionistas.

Não se inclua nessas atribuições a terceirização do passo seguinte do país e do pré-sal ao braço local da agenda do arrocho.

Qual?

A mesma que acumula sinais explosivos de saturação no seu laboratório de ponta, na Grécia, onde logrou derrubar o PIB em 25%; e na Espanha, em que jogou 24% dos assalariados no desemprego (leia o especial sobre a vitória do Syriza, nesta pág, e a cobertura da Marcha pela Mudança, que levou multidões às ruas de Madrid no último sábado, sob a liderança do Podemos).

Se o governo federal erra ao descuidar do que lhe cabe –a preservação política e estratégica da Petrobras-- não se justifica que as forças progressistas endossem a mesma eutanásia em versões diferentes de silencio e prostração.

O que tem a dizer as centrais sindicais sobre a rota de destruição do projeto que encerra o derradeiro impulso industrializante do país no século XIX?

Nada?

Então, viva Eduardo Cunha.

Desqualificar a Petrobrás, e o potencial que ela representa, é a pedra basilar do mutirão graúdo, cujo alvo não é a lisura na gestão da coisa pública.

Fosse, o impoluto Cunha –que nunca se perderá pelo nome-- não teria a sua vitória à presidência da Câmara festejada como a praça da apoteose do corso conservador.

Fosse outra coisa, o clamor pela faxina viria associado não a ‘cunhas’, mas à luta pela reforma política, à defesa do pré-sal e do que ele significa para o crescimento, a educação e a saúde.

O alalaô do dinheiro grosso enxerga na Laja Jato a larga avenida do samba até o impeachment de Dilma, a destruição do PT e a entrega do estandarte de ouro do pré-sal ao capital estrangeiro, acompanhado da dedicatória: um banco de sangue alternativo à anemia dos juros internacionais.

É a hora da xepa do petróleo brasileiro, vibram os patrióticos editoriais das Organizações Globo, de conhecidas tradições.

Seu peculiar ufanismo consiste em sobrepor os casos de corrupção à projeção rudimentar da irrelevância da estatal com base na cotação presente do barril (50% abaixo dos US$ 100 de um ano atrás).

Um pouco como fez, desastradamente, a direção da Petrobras na reavaliação de seus ativos, na semana passada.

Se é assim, ladeira abaixo, com tantos problemas e mazelas, qual o sentido em se manter uma trava de soberania em torno de 50 bilhões de barris acumulados seis mil metros abaixo da linha do mar?

Por que não queimar logo isso, bombeando o estorvo a quem quiser levar, antes que seja tarde demais?

O despropósito entreguista não admite resposta contábil, nem policial.

Ele deve ser afrontado por uma frente progressista, que incorpore o desassombro e o discernimento histórico da geração que há 67 anos lançou a campanha ‘O petróleo é nosso’. A mesma que cinco anos depois havia acumulado massa crítica para dar a Getúlio a base política de onde nasceria a Petrobras, em 1953.

Se dependesse das restrições da época, do derrotismo das elites e do jogral entreguista, Vargas não teria cometido o arrojo de desafiar a supremacia inconteste das grandes petroleiras internacionais.

Tampouco teria atado isso a uma teimosa insistência na industrialização, que legou ao Brasil um trunfo singular entre as nações em desenvolvimento.

Assim como Juscelino não teria feito Brasília.

Ou Celso Furtado fincado pé em erradicar o apartheid nacional, que tinha no Nordeste um bantustão avant la lettre.

A determinação de abraçar cada uma dessas agendas extraiu do engajamento popular a viabilidade sonegada pelos orçamentos, pelas elites, pelos seus sócios estrangeiros e o seu aparato emissor e golpista.

Se a seta do tempo não se quebrou, cabe aos sindicatos, movimentos sociais e partidos de esquerda atualizarem essa determinação nos dias que correm.

E não há muitos dias mais a perder nessa corrida contra o tempo.

Como fazê-lo?

Na forma de uma conferência nacional em defesa da Petrobrás -- por que não?

Que redesenhe o futuro da estatal quebrando a espinha das expectativas entreguistas no presente.

Ideias?

Todas as que forem ordenadas pelo que é essencial.

O essencial é o inadiável: mobilizar a força política dos que tem muito a perder se o destino da empresa for reduzido a um obituário nas mãos da contabilidade de mercado e da força tarefa comandada pela isenção dos juízes que ontem condenariam Vargas, Jango e Juscelino; hoje esganarão a Petrobrás, Lula , Dilma, o PT e o que mais recender qualquer aroma de tradição trabalhista e progressista.

A menos que sejam confrontados por uma coluna de fogo política, cuja articulação está nas mãos dos movimentos sociais e da esquerda.

O patrimônio do FGTS soma mais de R$ 340 bilhões, por exemplo.

Equivale a três vezes o valor de mercado a que foi reduzida a Petrobrás na última sexta-feira, estrangulada pela ação convergente de corruptos, entreguistas e da inefável pátria dos dividendos.

Sim, o FGTS está aplicado em diferentes projetos; o financiamento imobiliário, o principal deles.

Mas se as ações da maior empresa aberta de petróleo do mundo caíram 18% apenas este ano, brasileiros na linha de tiro da sua derrocada –a maioria-- poderão decidir e exigir que uma fatia do Fundo ajude a fustigar a marcha da destruição.

Ou será melhor deixar que o juiz Moro cuide disso?

É preciso discernir o que está em jogo.

Para escrutinar com desassombro os desafios em curso.

A importância da Petrobrás hoje talvez seja até maior do que nos anos 50.

Ela deixou de significar apenas petróleo nacional.

Tornou-se o espelho de uma dissidência poderosa aos interditos ao desenvolvimento num tempo de mobilidade paralisante dos capitais na vida das nações.

Fortemente imbricada nas encomendas cativas de toda a cadeia da extração, refino e usos sofisticados da petroquímica, a regulação soberana do pré-sal faculta ao Brasil um novo berçário industrializante.

Uma espécie de controle de capitais via encomendas à indústria local.

Um genial drible nos livres mercados.

Não é uma certeza, é uma possibilidade histórica.

Mas a integração entre compras direcionadas à indústria brasileira e o investimento estratégico já funciona, de forma similar e com sucesso, nas aquisições de medicamentos para o SUS, com fomento da rede de laboratórios nacionais pelo BNDES, por exemplo.

Projete isso para a escala de uma riqueza da ordem de 50 bilhões de barris (mesmo que seja a um preço médio de US$ 60 cada).

Se esse modelo entrar em voo de cruzeiro, o discurso da insignificância brasileira na definição do passo seguinte do seu crescimento cairá em coma.

Esse é o ponto de mutação que está em jogo.

É sobre isso que os movimentos sociais e a esquerda precisam refletir.

Logo.

E, sobretudo, antes de aquiescerem ao desalento convocado por aqueles que demonstram intolerância com o círculo virtuoso que palavras como soberania, petróleo, industrialização, educação e democracia social desenham nas possibilidades do futuro brasileiro.

Ao contrário do que martela a mídia isenta, o óleo do pré-sal –graças à tecnologia da Petrobras e ao risco zero dos poços-- é o menos vulnerável a um novo preço de equilíbrio em torno de US$ 60/70/b/dia.

A escala gigantesca das reservas é outro diferencial quando cálculos de amortização de custos tem que ser refeitos.

O conjunto oferece o melhor horizonte de desenvolvimento para a indústria de petróleo em todo o mundo.

A taxa que mede isso, como já se mencionou neste espaço, mostra que o pré-sal brasileiro garante 88% de óleo recuperável sobre o total existente, contra 75% na Arábia Saudita, 65% na Rússia e 55% nos EUA.

Claro, há a questão ambiental. E não é negligenciável.

Acrescente-se a esse acervo a insubstituível necessidade de uma oferta estável de petróleo para que a humanidade –e cada nação-- possa transitar rumo a energias renováveis, sem atropelos de abastecimento ou de custos.

Os custos ainda são expressivos por conta do elevado aporte de crédito externo, mas a espiral ascendente da produção –o pre-sal já propicia 700 mil barris/dia— reafirma aquilo que o conservadorismo tenta negar em múltiplas frentes nesse momento.

O pré-sal e o seu modelo de regulação soberana continuam a figurar como o grande bilhete premiado do desenvolvimento brasileiro em nosso tempo.

Se o corporativismo imobilizante, a exemplo do esquerdismo cego, ignorar as interações entre esse trunfo e a resistência ao modelo do arrocho que acossa o país, é porque, de fato, a seta do tempo se quebrou.

Pior que isso, talvez.

Mudou de direção.

E avança agora como um raio para reverter aquilo que a geração de 1953 tinha como guia inabalável: a consciência histórica de sua responsabilidade para fazer do desenvolvimento a construção coletiva de um povo, não uma prerrogativa dos mercados.



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