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Segundo Clichê

febrero 27, 2017 15:48 , por Blogoosfero - | 1 person following this article.

Classe média tem dinheiro só para passar o mês

agosto 28, 2017 16:32, por segundo clichê


Com a crise econômica, poucos brasileiros estão conseguindo formar uma poupança para imprevistos ou realizar um sonho de consumo. Segundo dados apurados pelo Indicador de Reserva Financeira do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), apenas dois em cada dez (21%) consumidores puderam guardar parte de seus rendimentos no mês de junho. Em maio, o índice de poupadores estava em 17%. A maioria (72%) dos consumidores não conseguiu guardar qualquer quantia, enquanto 7% não souberam ou não quiserem responder.

A abertura do indicador por faixa de renda revela que, nas classes C, D e E, há uma proporção ainda maior de consumidores que deixaram de poupar em junho. Oito em cada dez (77%) pessoas que se enquadram nessa faixa de rendimento não conseguiram poupar ao menos parte de seus rendimentos mensais. Já nas classes A e B, o percentual de não-poupadores cai para 53% da amostra, mas ainda assim é considerado elevado pelos especialistas do SPC Brasil.


Entre os brasileiros que não pouparam nenhum centavo, 46% justificam uma renda muito baixa, o que inviabiliza ter sobras no fim do mês. Outros 18% disseram não ter renda e 13% foram surpreendidos por algum imprevisto financeiro. Há ainda 12% de consumidores que admitiram ter perdido o controle e a disciplina sobre os próprios gasto.

Outro dado é que 45% dos brasileiros que possuem reserva financeira tiveram de sacar ao menos parte desses recursos, sendo que para 11% a necessidade foi ter de pagar alguma dívida, 10% para despesas extras e outros 10% para despesas básicas da casa.



Direita, esquerda... O brasileiro quer mesmo é sossego

agosto 28, 2017 10:58, por segundo clichê

Carlos Motta

As pesquisas eleitorais mostram que uma parcela da sociedade brasileira gostaria que o deputado fascista fosse o presidente da República.

Se ele vai ganhar são outros quinhentos.

Mas o fato é que existe um monte de concidadãos que adoram o sujeito e tudo o que ele representa, e muitos dizem abertamente que, ou têm saudade dos tempos da ditadura, ou que os militares é que vão dar jeito no país.

Eu tenho um palpite sobre o por quê dessa gente pensar assim.

Acho que o brasileiro é desligado dessas coisas de política.

É muito complicado para ele esse negócio de governar a cidade, o Estado, o país, de se fazer leis, decretos, medidas provisórias e que tais. 


O brasileiro quer mesmo é ter um emprego, ou alguma coisa qualquer, para poder viver a sua vidinha, que inclui "luxos" como comprar um carro ou produtos da moda, viajar nas férias, ir ao shopping center, assistir à Globo, frequentar o culto ou rezar na missa, pedindo a deus para tudo melhorar e para aliviar a consciência dos "pecados" que cometeu na semana. 

Se puder ter uma casa própria, melhor; se não, que more de aluguel.

Em resumo: acredito que o brasileiro médio está pouco se lixando se o prefeito, o governador ou o presidente seja de esquerda, de direita, seja corintiano ou palmeirense, gordo ou magro, desde que haja dinheiro suficiente no fim do mês.

Vivi toda a juventude, na então provinciana Jundiaí, a 60 km da capital paulista, durante a ditadura militar. 

E não conheci, com exceção de alguns poucos, gente que se opunha àquele regime.

Nas festas de aniversário de algum familiar, todos pareciam felizes e que aquele era o melhor dos mundos. 

Teve até um contraparente que discutia política com meu pai, o saudoso capitão Accioly, e se dizia contra a "revolução", mas que depois se filiou à Arena, o partido que apoiava a ditadura, e chegou mesmo a ser eleito prefeito da cidade.

No Jornal de Jundiaí, o JJ, quando chegava o fim de março, vinha a ordem do patrão para escrevermos mensagens publicitárias e matérias saudando o 31 de março - o departamento comercial faturava um bocado com o suplemento especial dedicado à grande data. 

Lembro que certa tarde, ao entrar na redação, vi um dos nossos mais prolíficos redatores/repórteres dormindo em sua mesa, cabeça derrubada sobre a máquina de escrever. Acordou quando a sala também acordava, sob o impacto da chegada do pessoal. Olhou-nos, deu um bocejo, passou a mão no rosto e disse, simplesmente:

- Nossa, trabalhei tanto essa madrugada que senti a barba crescer.

Não dá também para esquecer os disputados cursos promovidos pela Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra, a notória Adesg, pelos quais os civis proeminentes da comunidade se engajavam, de corpo e alma, à filosofia das Forças Armadas, contra o comunismo ateu e a favor da propriedade, da família e da pátria.

Lula foi "o cara" enquanto a economia estava bombando.

Até a Dilma foi reeleita.

Mas quando os tempos de prosperidade foram ficando no passado, eles viraram as "Genis" e as mesmas pessoas que rasgavam elogios aos dois passaram a xingá-los por todos os problemas do mundo.

Os endinheirados e aqueles que se julgam como tal, ou seja, a classe média burra e ignorante, apenas toleraram os trabalhistas no poder enquanto eles lhes foram úteis e ampliaram seus privilégios. 

Foi só a caldo começar a entornar que o ódio de classes explodiu com toda a sua violência e o país chegou a essa situação de hoje, com uma quadrilha na Presidência da República, detonando todas as conquistas sociais, vendendo tudo para o capital internacional, e promovendo uma caçada a qualquer um que tenha inclinações progressistas.

Por essas e outras não tenho dúvida de que, se um direitoso qualquer for eleito em 2018, tudo ficará em paz se ele conseguir dar umas migalhas para o povão. 

Aí a Globo vai dizer que no Brasil está tudo uma maravilha - e todos vão acreditar e a felicidade se espalhará pelos ares. (Carlos Motta)



Arrecadação federal desaba. Mas a recessão acabou...

agosto 25, 2017 17:34, por segundo clichê


Da série "a recessão acabou":  a arrecadação federal registrou em julho o menor nível em sete anos. Segundo dados divulgados pela Receita Federal, a receita somou R$ 109,948 bilhões no mês passado, queda de 0,34% em relação a julho do ano passado, descontada a inflação pelo IPCA. Em valores corrigidos pela inflação, esse é o menor nível para o mês desde 2010.

Nos sete primeiros meses do ano, a arrecadação federal acumula R$ 758,533 bilhões, também o menor valor desde 2010. O montante é 0,61% menor que o mesmo período de 2016, descontando a inflação pelo IPCA. O resultado se refere às receitas não administradas (principalmente royalties do petróleo), que subiram 49,9% de janeiro a julho acima da inflação em relação aos mesmos meses de 2016.


Se forem consideradas apenas as receitas administradas pela Receita Federal (como impostos e contribuições), a arrecadação teria tido queda real – descontado o IPCA – de 1,7% em julho e de 0,41% nos sete primeiros meses do ano.

Segundo a Receita Federal, os principais tributos que influenciaram a queda da arrecadação em julho foram o Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), que caíram 18,6% em relação ao mesmo mês do ano passado descontando a inflação. Essa diminuição, ressaltou o órgão, foi motivada principalmente pela redução das projeções de lucro das instituições financeiras, que fez desabar o pagamento dos dois tributos com base nas estimativas mensais.

A espera pelo Programa Especial de Regularização Tributária (Pert), que regularizará dívidas de contribuintes com a União e cujo prazo de adesão começou em agosto, também contribuiu para que as empresas adiassem o pagamento dos dois tributos. A queda na arrecadação de Imposto de Renda poderia ter sido ainda maior se o programa de regularização de recursos no exterior, chamado de repatriação, não tivesse arrecadado R$ 1,46 bilhão em julho.

Em segundo lugar entre os tributos que mais contribuíram para a queda da arrecadação federal no mês passado ficaram a Cofins e o PIS. A receita dos dois tributos, que incidem sobre o faturamento, caiu 4,07% em julho na comparação com julho do ano passado descontada a inflação.

O PIS/Cofins reflete o comportamento das vendas. O volume de vendas de bens registrou crescimento de 4,33% em junho (fato gerador da arrecadação de julho) em relação a junho do ano passado, segundo o IBGE. No entanto, as vendas de serviços caíram 3,03% e o desempenho do segmento financeiro também apresentou resultado negativo na mesma comparação, segundo o IBGE e a Receita Federal.



Lula, Gorbachev, Pelé: os jornalistas também tietam

agosto 25, 2017 10:21, por segundo clichê


A recepção calorosa que o ex-presidente Lula vem recebendo em suas andanças no Nordeste, com direito a abraços, beijos, selfies, gritos e choros - um banho de povo, enfim - me fez lembrar da vez em que visitou o Estadão na campanha eleitoral de 2002.

Depois de almoçar com diretores do jornal, ele foi à redação. Era começo da tarde e ela estava cheia. Ciceroneado pelo redator-chefe, Lula cumprimentou todos os jornalistas, um por um. Todos.

E em seguida foi para o Jornal da Tarde, que funcionava do outro lado do corredor, e para a Agência Estado, um andar acima, repetindo o que havia feito no Estadão.

O seu principal adversário naquela eleição, o notório José Serra, também visitou o jornal naquela campanha eleitoral, repetindo o roteiro de Lula. E foi depois disso que a diferença entre os dois se acentuou para o pessoal do Estadão.


Serra exibiu, na sua passagem pela redação, toda a exuberância de seu peculiar estilo de se relacionar com os seres humanos, um estilo que causou profunda impressão em alguns profissionais - e um choque em outros.

Entre esses últimos estava, o editor de economia de então.

- Gosto muito do seu caderno - disse Serra a ele, para em seguida completar:

- Depois da "Gazeta Mercantil" é o que mais leio.

Outra vítima de sua "franqueza" foi uma experiente repórter de política:

- Nossa, como você engordou! - constatou.

O auge daquela didática tarde foi quando viu uma velha conhecida, na ocasião editora de uma coluna de amenidades:

- Puxa, você está menos corcunda! - elogiou.

Foi um dia em que a autoestima da redação chegou a níveis baixíssimos.

As visitas dois dois políticos ao Estadão renderam muitos comentários, muito ti-ti-ti, nas rodas que se formaram no cafezinho, e certamento alguns votos de indecisos.

Mas nem se compararam ao frisson causado por outros três visitantes, personalidades díspares, que, literalmente, pararam, por alguns minutos, o trabalho da redação.

Um deles foi o padre Marcelo Rossi, no auge de sua popularidade, que se viu cercado por dezenas de pessoas - fãs, fieis? - logo que foi avistado no corredor que dividia o Jornal da Tarde do Estadão.

Outro foi o ex-secretário-geral do PC da URSS, último líder da extinta nação, Mikhail Gorbachev, que depois de aposentado percorria o mundo dando palestras.

Quando surgiu na redação, dezenas de curiosos, de contínuos a jornalistas de todos os calibres, o cercaram. Gorbachev parou diante de uma mesa, sorriu o sorriso dos predestinados, sentou-se na cadeira vaga e pegou um dos jornais que ali se achavam amontoados. Ao abri-lo, o espoucar de flashes parecia fogos de artifício.

E não deu nem tempo de avisá-lo que havia escolhido o jornal errado: Gorbachev posava para a imortalidade do Estadão passando os olhos numa Folha!

A balbúrdia daquele momento foi tamanha que ninguém ligou para a gafe. O fato é que Gorbachev se despediu sob uma calorosa salva de palmas e um princípio de confusão, quando uma veterana integrante daquela equipe de bravos jornalistas agarrou a cadeira que o ex-líder havia usado e determinou, entre categórica e histérica:


- É minha, é minha! Ninguém mais vai sentar nela!

Mas foi o terceiro visitante que bateu todos os recordes de tietagem no Estadão, uma cena impressionante de gente correndo de todos os cantos para o centro da redação, onde ficava a editoria de esportes.

- É o Pelé, é o Pelé! - gritavam as pessoas antes de se levantarem das cadeiras e atropelarem tudo o que estava à sua frente.

Atualmente, no Nordeste, bem longe do Estadão, na falta de um Pelé, que não se sabe onde anda, o povo grita, em sua busca pela esperança, "Lula, Lula". (Carlos Motta)



Microempresário foge do crédito e do investimento

agosto 24, 2017 15:17, por segundo clichê

O segundo semestre começou com os micros e pequenos empresários retraídos na busca por crédito. De acordo com dados apurados pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes (CNDL), a demanda por crédito das micros e pequenas empresas (MPEs) atingiu 11,3 pontos em julho, uma queda depois dos 15,2 pontos registrados em junho. Quanto mais próximo de 100, maior é a probabilidade de os empresários procurarem crédito e quanto mais próximo de zero, menos propensos eles estão para tomar recursos emprestados. 


Expressivos 86% dos MPEs afirmam não ter a intenção de tomar crédito, ante apenas 6% que manifestaram essa intenção. Entre aqueles que não pretendem tomar crédito, 43% dizem conseguir manter o negócio com recursos próprios. Esses empresários mencionam, ainda, a insegurança com as condições econômicas do país (20%) e as altas taxas de juros (17%).

Pouco mais de um terço dos micros e pequenos empresários (34%) consideram difícil o processo de contratação de crédito, diante de 25% que avaliam como fácil. Entre os que consideram difícil, o excesso de burocracia e as exigência dos bancos são o principal entrave, mencionado por 46% desses empresários. Em segundo lugar aparecem as taxas de juros elevadas (36%). A contratação de empréstimo (25%) e financiamento (20%) em instituições financeiras são os tipos de crédito mais difíceis de ser contratado – para 14% é o crédito junto a fornecedores. Por outro lado, uma fatia importante considera fácil (25%), sendo o bom relacionamento com o banco a principal razão (46%).

O micro e pequeno empresariado brasileiro também tem se mostrado pouco interessado em realizar investimentos em seus negócios. O indicador de propensão a investir registrou 27,7 pontos em julho, pouco acima dos 26,6 pontos observado em junho, o que configura estabilidade dentro da margem considerada pelo estudo. O indicador também leva em consideração uma escala que varia de zero a 100, sendo que quanto mais próximo de 100, mais o empresário tende a realizar investimentos.

Em termos percentuais, 67% dos micros e pequenos empresários não pretendem investir nos próximos três meses, sendo uma das principais razões a desconfiança diante da crise (30%). Além desses, 40% disseram não ver necessidade de investir, 12% investiram recentemente.



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