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Motta

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Segundo Clichê

27 de Fevereiro de 2017, 15:48 , por Blogoosfero - | No one following this article yet.

Mart'nália leva Vinícius de Moraes ao palco

25 de Abril de 2019, 8:48, por segundo clichê


A cantora e compositora Mart’nália tem um encontro marcado com o público paulistano no dia 12 de julho. É nessa data que ela volta ao palco do Espaço das Américas, para o primeiro show da sua nova turnê nacional, em que ela interpreta grandes clássicos da MPB escritos e cantados por ninguém menos que Vinícius de Moraes.

Amparada nos arranjos sempre elegantes de Celso Fonseca em parceria com o saudosíssimo Arthur Maia, a voz há um tempo rasgada e suave de Mart’nália, pé do nosso samba, traduz o amor pelas mulheres, a compaixão pelos desfavorecidos, a impaciência com os medíocres, tudo o que é motivação para os versos sempre tão bem construídos de Vinicius, numa linguagem íntima, porém desacorrentada.

Sobre o disco "Mart'nália Canta Vinícius de Moraes", base do show, escreveu Caetano Veloso: 

"Daqui da Bahia, minha gratidão enorme se estende à presença da minha terra na formação da poesia/música de Vinicius, tão comovedoramente representada pela declamação do Soneto do Corifeu por minha irmã Maria Bethânia e pela entrada de meu amadíssimo (quando éramos novinhos eu o chamava de “meu noivo”) Toquinho, na inesquecível composição que ele fez junto ao poeta sobre lugar sagrado de Salvador. O que quase me dá o direito de concluir com Bahia este texto sobre obra tão carioca. Mas Rio. E também posso chorar com a voz de Martina por toda a minha vida. Rio de novo."

Os ingressos á estão à venda nas bilheterias do Espaço das Américas ou então virtualmente, por meio do site da Ticket 360 (https://goo.gl/xgibPV). Os ingressos vão de: 1º lote: R$ 120,00 (inteira) e R$ 60,00 (meia) | Setor Platinum 1º Lote: R$ 240,00 (inteira) e R$ 120,00 (meia), com direito a meia entrada. 

Serviço 

Show: Mart’nália no Espaço das Américas
Data: 12 de julho de 2019 (sexta)
Abertura da casa: 20h30
Início do show: 22h30
Censura: 14 anos
Capacidade: 3126
Local: Espaço das Américas (Rua Tagipuru, 795 - Barra Funda - São Paulo - SP)



Dom Quixote de Terry Gillian chega ao Brasil

23 de Abril de 2019, 10:58, por segundo clichê


Em maio, o filme “O Homem que Matou Dom Quixote” finalmente estreará nos cinemas brasileiros, depois de quase três décadas em produção. A aventura, recheada de comédia e com um toque certo de drama e fantasia, conta a história de Toby, um diretor de cinema desiludido que é levado para uma aventura onde fantasia e realidade se misturam quando um sapateiro espanhol que acredita ser Dom Quixote o confunde por Sancho Pança. 

Desde que o diretor e roteirista Terry Gilliam ("Monty Python em Busca do Cálice Sagrado", "O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus", "Os 12 Macacos", "Brazil: O Filme") teve a ideia para a obra, baseada no icônico livro de Miguel de Cervantes, foram incríveis 30 anos até que ela ficasse pronta. Durante esse período enfrentou nada menos que dez tentativas de realização do projeto e um número ainda maior de problemas, em uma das produções mais conturbadas da história do cinema.

“O Homem que Matou Dom Quixote” fez parte da seleção oficial do Festival de Cannes e também da Mostra Internacional de São Paulo. Adam Driver (“Star Wars”, “Infiltrado na Klan”, “Girls”) vive o protagonista Toby, enquanto no papel de Dom Quixote está Jonathan Pryce (“Game Of Thrones”, “A Esposa”, “Piratas do Caribe”). Completam o elenco Olga Kurylenko, Stellan Skarsgärd e Joana Ribeiro. 

Ficha técnica

Estreia: 30/5/2019
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama
Duração: 132 min
Países: Espanha / Bélgica / França / Portugal / Reino Unido
Direção: Terry Gilliam
Roteiro: Terry Gilliam, Tony Grisoni
Elenco: Adam Driver, Jonathan Pryce, Olga Kurylenko, Stellan Skarsgärd, Joana Ribeiro

Sinopse

Um velho sapateiro espanhol que acredita ser Dom Quixote confunde Toby, um arrogante diretor de comerciais, com seu escudeiro Sancho. Ao longo de suas hilárias e cada vez mais insanas aventuras, Toby se vê preso nas absurdas alucinações do sapateiro, ao mesmo tempo em que é forçado a confrontar as trágicas consequências de um filme que fez em sua juventude e que destruiu a vida de um pequeno vilarejo na Espanha. Enfrentando seus demônios reais e imaginários, ele precisará salvar Dom Quixote de sua loucura e iminente morte.



Feira do Vinil presta homenagem a Dóris Monteiro e Leny Andrade

23 de Abril de 2019, 8:27, por segundo clichê


A Feira de Vinil do Rio de Janeiro chega à sua 21ª edição, no dia 28 de abril, domingo, desta vez estreando um novo espaço: o Instituto de Arquitetos do Brasil, no Catete. Comemorando 10 anos desde sua primeira realização, a feira decide empunhar, neste ano, a bandeira da resistência cultural frente à crise política, econômica e moral pela qual atravessa nosso país: “Estamos nos deparando com uma grave situação econômica vivida pelo Brasil atualmente, e mais aguda, no caso do Rio de Janeiro. Uma das primeiras áreas atingidas é a cultura, infelizmente vista como supérflua, seja em suas manifestações artísticas, seja em sua cadeia produtiva, representada por lojas, centros culturais, produtoras etc”, afirma Marcello Maldonado, produtor-executivo da Feira, que conclama lojistas,  profissionais de cultura e o público para se juntarem nesse grande grito de resistência.

Durante o dia, as cantoras Dóris Monteiro e Leny Andrade vão receber o Troféu Feira de Vinil do Rio de Janeiro, já entregue, ao longo das últimas edições, a João Donato, ao grupo Azymuth, a Marcos Valle, ao compositor e arranjador Arthur Verocai, ao cantor e compositor Carlos Dafé e ao sambista Wilson das Neves. Marcello MBGroove, produtor-artístico da Feira do Vinil do Rio, ressalta a importância da escolha: “Até hoje não havíamos homenageado mulheres. Neste momento de importante reforço na questão do empoderamento feminino, nestes tempos onde a mulher tem sido alvo de situações extremas, convidamos essas duas divas do sambalanço e MPB, mulheres que  representam muito do que foi prensado em vinil no país nas décadas de 60 e 70 e são ícones, mulheres à frente do seu tempo, artistas de extremo talento e que merecem nossa reverência.”

Produzida por Marcello Maldonado e pelo produtor artístico Marcello MBGroove (coletivo Vinil É Arte), a feira tem entrada franca mediante a entrega de 1 quilo de alimento, destinado à Sociedade Viva Cazuza. Ao longo do dia, vários DJs apresentarão seus sets em vinil, especialistas nos mais variados estilos; MPB, black music, rock, eletronic... Cerca de 60 expositores de todo o Brasil estarão presentes com discos e CDs. Do Rio, participarão, dentre outros, a Tropicália Discos e a Arquivo Musical, além da Livraria Baratos da Ribeiro e da Satisfaction. Os paulistas serão representados pelo Beco do Disco, Casa da Mia, Mega Hard, Mafer Discos e Vinil SP, só para citar algumas. A feira terá também estandes de venda de CDs, equipamentos de áudio, marcas de roupas e acessórios com esta temática.

Pela primeira vez em seus 10 anos o evento vai promover sessões gratuitas de filmes que transitam no universo musical. Das 12 às 14 horas, o público que estiver no evento poderá assistir, no auditório do IAB, os vídeos “Duelo de Titãs” (sobre a Furacão 2000), do diretor Cavi, “The Big Boy Show” (sobre o lendário DJ e apresentador Big Boy), dos cineastas Leandro Petersen e Cláudio Dager, e “Um dia com os Blacks que Ainda Existem”, de Marcio Grafifti. Depois, haverá um bate-papo com os cineastas.

Dóris Monteiro 

A voz suave de Dóris Monteiro foi descoberta bem cedo, aos 14 anos, na Rádio Nacional. Sem apoio dos pais, ela teve que ir escondida ao programa Papel Carbono. O sucesso foi tanto que ela ganhou o prêmio de melhor cantora do dia. Dali para frente, foram inúmeros convites para os mais diversos programas de calouro. Influenciada por Lúcio Alves e Dick Farney e menina pobre de Copacabana, pedia ao gerente de uma loja de discos para tocar os sucessos dos seus grandes ídolos. Sem nunca ter visto uma câmera na vida, aventurou-se no cinema e foi premiada como melhor atriz em 1953 pela atuação no filme "Agulha no Palheiro". 

A voz de Dóris Monteiro conquistou o país e a canção "Mudando de Conversa" ficou mais de cinco meses nas paradas de sucesso, sendo recordista de vendas. Aos 80 anos, Dóris Monteiro pode ser considerada uma das grandes vozes da música brasileira. O tom doce e a harmonia com as letras fazem dela uma artista capaz de encantar a todos, não importando a idade.

Leny Andrade 

Diva do jazz, uma das maiores intérpretes brasileiras, a carioca Leny Andrade viveu boa parte de sua trajetória artística no México, Estados Unidos e Europa. Começou a carreira cantando em boates, morou cinco anos no México e passou boa parte da vida nos Estados Unidos e Europa. Participou de programas de calouros em rádios e ganhou uma bolsa de estudos para o Conservatório Brasileiro de Música. Estreou profissionalmente como crooner da orquestra de Permínio Gonçalves, passando mais tarde a cantar nas boates Bacará (com o trio de Sérgio Mendes) e Bottle's Bar, no Beco das garrafas, reduto de boêmios e músicos do movimento musical urbano carioca surgido em 1957, a bossa nova. 

Em 1965 alcançou grande sucesso com o espetáculo Gemini V atuando com Pery Ribeiro e o Bossa Três na boate Porão 73, lançado um disco gravado ao vivo. Leny é por muitos considerada a maior cantora brasileira de jazz. Aos 75 anos, seis décadas de carreira, com 35 discos lançados e incontáveis sucessos, mantém-se em plena atividade, fazendo shows e encantando as plateias que têm o privilégio de assisti-la.

Serviço

21ª Feira de Discos de Vinil do Rio de Janeiro
Dia: 28 de abril, domingo
Horário: 11h às 19h
Local: IAB – Instituto dos Arquitetos do Brasil
Endereço:  Beco do Pinheiro, 10 - Flamengo, Rio de Janeiro
Entrada: 1 kg de alimento não perecível
Classificação: livre
Informações: 21-98181-9733



Grupo de câmara toca Santoro e Zappa

22 de Abril de 2019, 11:36, por segundo clichê


O Abstrai Ensemble apresenta, na Série Vertigens, da Sala Cecília Meirelles, no Rio, um novo repertório para celebrar a dupla homenagem aos compositores Claudio Santoro (1919-1989) e Frank Zappa (1940-1993). A abertura do concerto será com uma das Fantasias do brasileiro Claudio Santoro — que completaria 100 anos em 2019. O encerramento da noite ficará a cargo da música do americano Frank Zappa (com direito a uma estreia mundial) em arranjos exclusivos para o grupo de autoria do compositor paulista Martin Herraiz. O Abstrai Ensemble também apresenta uma estreia mundial do paulista Alexandre Lunsqui (com formação instrumental inusitada) e obras em estreia carioca do paraibano Marcilio Onofre e do paulista Rodrigo Bussad, radicado nos Estados Unidos.

Principal grupo de música de câmara contemporânea no Rio de Janeiro em plena atividade desde 2011, o Abstrai Ensemble tem se apresentado nos principais festivais e salas de concerto brasileiras, além de uma turnê pelo México. É integrado por instrumentistas e compositores de renomada carreira e se dedica ao repertório dos séculos XX e XXI, principalmente em colaborações com compositores vivos (brasileiros e estrangeiros) e expoentes do século XX. 

Além de peças musicais instrumentais e vocais, o grupo utiliza regularmente nos seus concertos e diversas atividades as últimas tecnologias digitais (eletroacústica e música mista). O grupo se dedica também a atividades pedagógicas como oficinas, master-classes, encontros de interpretação musical/composição, além de realizar concertos comentados, contribuindo pela formação de público de música de concerto no Brasil.

Em setembro de 2018, o Abstrai Ensemble lançou o seu 1° CD, intitulado “Experiência”, com direção artística do fundador do grupo, o saxofonista, professor e pesquisador Pedro Bittencourt. O CD traz com exclusividade obras recentes dos compositores brasileiros Roberto Victorio, Rodrigo Lima, Michelle Agnes, Pauxy Gentil-Nunes, além do português João Pedro Oliveira, do grego Phivos Angelos-Kollias e do francês Didier Marc Garin. “Experiência” é uma produção independente do Abstrai ensemble, disponibilizada em CD físico e nas principais plataformas digitais pelo selo A Casa Estúdio. 

O Abstrai Ensemble é formado por Pedro Bittencourt (saxes soprano, alto, tenor, barítono e direção artística), Doriana Mendes (voz ), Andrea Ernest Dias (flauta ut, sol, piccolo), Pauxy Gentil-Nunes (flauta baixo e eletrônica), Cesar Bonan (músico convidado, clarineta e clarone) Rodrigo Vila (músico convidado, sax alto), Jeferson Souza (músico convidado, fagote), Marina Spoladore (piano), Mariana Salles (violino e viola), Pablo de Sá (músico convidado, violoncelo), Fabio Adour (violão, baixo elétrico), Zeca Lacerda (bateria, percussão) e Leonardo Labrada (regência).

Serviço

Local: Sala Cecília Meireles
Horário: 20 horas
Endereço:  Rua da Lapa, 47 - Lapa, Rio de Janeiro
Ingressos: R$50 (inteira) / R$25 (meia-entrada)
Faixa etária: Livre
Telefone:  (21) 2332-9223

Programa

Fantasia (1987) - 5 min
Claudio Santoro  (Brasil, 1919-1989)
voz, violino, piano 

Urizen, the chain of reason (2012) - 7 min
Rodrigo Bussad (Brasil, 1985)
Flauta, flauta baixo, violão

Duo (1945) - 2 min
Claudio Santoro  (Brasil, 1919-1989)
violino e fagote

Caminho anacoluto III – derradeira margem (2015) - 7 min
Marcílio Onofre (Brasil, 1982)
sax barítono e piano

Canyon Textorium (2018) – estreia mundial – 10 min
Alexandre Lunsqui (Brasil, 1969)
sax barítono solo, flauta em sol, flauta baixo, clarone, fagote, viola, regência 

Insertion Units (1978) (arranjo de 2018) – 11 min
Frank Zappa (EUA, 1940-1993)
arranjos de Martin Herraiz (Brasil, 1980)

Number 6 (estreia brasileira)
Number 7 (estreia brasileira)
Number 8
Number 9 (estreia mundial) 
Flauta (piccolo, ut, G), clarineta (Bb), sax (soprano, alto, tenor), fagote, violino, cello, baixo elétrico, percussão

Time Is Money (1972) (arranjo de 2019) - estreia brasileira - 3 min
Frank Zappa (EUA, 1940-1993)
Arranjo de Martin Herraiz (Brasil, 1980)
voz, piccolo, flauta, sax alto, sax barítono, fagote, violino, violoncelo, contrabaixo elétrico, teclado e percussão



Edvaldo Santana ao vivo. Um show de criatividade

17 de Abril de 2019, 10:26, por segundo clichê



Carlos Motta


Num país sério, um artista como Edvaldo Santana seria parte do "mainstream". Afinal, suas canções falam do povo, de suas angústias, suas vitórias e derrotas, seus amores, suas dores e alegrias, e tudo o mais que a vida humana reserva. Original e sincero, Edvaldo é um vulcão criativo, e talvez por isso mesmo não seja bem digerido pela indústria cultural, esse sistema que privilegia a indigência intelectual. 

Na estrada há um longo tempo, Edvaldo é daqueles artistas que não têm vergonha de cantar onde quer que seja. E onde for, a sua fusão sonora do samba, xote, jazz, blues, reggae etc etc, proporciona ao público momentos de intenso prazer - afinal, a música serve para isso.

Uma prova dessa sua capacidade de encantar a plateia por meio da qualidade de seu trabalho está no CD recém-lançado, "Edvaldo Santana e Banda Ao Vivo 2", gravado ao vivo no teatro do Sesc Pompeia, em São Paulo, em dezembro de 2016.

Do disco constam 12 faixas - e que faixas! Edvaldo passeia por canções do CD "Só Vou Chegar Mais Tarde" e acrescenta músicas representativas de sua carreira. 

Não há uma faixa apenas regular - e isso é quase inacreditável. 

Em compensação, o CD traz pérolas como "Quem é que não quer ser Feliz", "Só vou Chegar Mais Tarde", "O Retorno do Cangaço" e "Gelo no Joelho" - essa, uma das mais inspiradas composições da música popular brasileira com temática no futebol.

E as letras, então? Edvaldo é um poeta de mão cheia, um atento observador da vida do homem comum, esse que não vive em salas com ar-condicionado nem dirige carrões de vidros "filmados", e que faz do dia a dia uma luta incessante para sobreviver.

A banda que formou para a apresentação no Sesc é outro show à parte, com quatro metais, baixo, teclado, bateria, percussão, banjo, guitarra, violão e gaita, além da participação da cantora Alzira E - para quem não sabe, Alzira Espíndola, figura marcante da cena musical paulistana.

"A energia de uma gravação ao vivo está muito ligada ao astral da obra e do público que esteja presente, os sentimentos se afloram e quando encontram ressonância, se cria um ambiente lúdico e solidário, as interpretações ganham em intensidade e criação", diz Edvaldo, com razão. 

Quem escutar o CD vai ter essa mesma impressão, de que um grande artista é aquele que usa o público para melhorar o seu desempenho e como fonte de inspiração para o seu trabalho. 

Edvaldo faz isso muito bem - e por isso é tão bom.

Contatos do artista:

WhatsApp: 55 11 975897705
edvaldosantana@hotmail.com



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