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Balões agravam riscos de incêndios nesta época do ano  no Rio

9 de Julho de 2020, 14:11 , por Correio do Brasil - | No one following this article yet.
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Mesmo com as medidas de isolamento social que impedem que festas juninas e julinas sejam realizadas para evitar aglomerações, a tradição de soltar balões tem sido mantida em muitas cidades do Estado do Rio de Janeiro.

Por Redação, com ACS – do Rio de Janeiro

Mesmo com as medidas de isolamento social que impedem que festas juninas e julinas sejam realizadas para evitar aglomerações, a tradição de soltar balões tem sido mantida em muitas cidades do Estado do Rio de Janeiro. A prática perigosa é considerada crime e pode levar à detenção de um a três anos ou multa, ou ambas as penas cumulativamente. Por voarem sem destino correto, somente sendo levados pelo vento, esses artefatos podem ferir pessoas, atingir redes elétricas e incendiar matas.

Os balões são feitos da combinação de estopa com materiais inflamáveis Os balões são feitos da combinação de estopa com materiais inflamáveis

O Corpo de Bombeiros recebe chamadas sobre incêndios em vegetação e o programa Linha Verde, do Disque-Denúncia, deve ser acionado para denúncias relativas à soltura, fabricação e comercialização de balões. Somente este ano, 48 denúncias sobre locais de fabricação, comercialização e soltura de balões foram registradas.

– Nesta época a soltura de balões aumenta. São diversos riscos. Há uns que carregam fogos de artifício. Dependendo de onde caem podem comprometer a fauna e a flora de uma região. Se você identificar um balão acompanhe a sua trajetória e, assim que ele estiver próximo ao solo, entre em contato com o Corpo de Bombeiros através do telefone 193 para informar aonde este balão caiu e se aconteceu alguma coisa durante esta queda. Soltar balão é crime. Não só soltar, mas fabricar e vender – explica o tenente coronel, comandante do 1º Grupamento de Socorro Florestal e Meio Ambiente, Ronaldo da Luz Pereira.

Os balões

Os balões são feitos da combinação de estopa com materiais inflamáveis (parafina e querosene ou álcool) aquecidos em seu interior. Por isso, dependendo de onde caiam, podem causar danos irreparáveis como incêndios e explosões. A situação se agrava durante o período de estiagem (maio a outubro) em razão das condições climáticas que favorecem a propagação do fogo, como as chuvas escassas e os ventos mais intensos.

Os incêndios provocam o empobrecimento do solo, a destruição do habitat dos animais; contribuem para o desaparecimento de espécies vegetais ameaçadas de extinção; além de aumentar o percentual de dióxido de carbono na atmosfera e sua influência no efeito estufa.

Os balões também podem oferecer sérios riscos à aviação. Os maiores podem atingir com facilidade cerca de cinco (5) a sete (7) mil metros. Até mesmo os pequenos podem vir a provocar acidentes em contato com as turbinas dos aviões que estiverem próximos ao momento do pouso ou da decolagem. Outra consequência frequente são as queimaduras, que podem ser de primeiro, segundo ou terceiro graus. Além da dor, a vítima apresenta, de acordo com a classificação, vermelhidão, bolhas e, até mesmo, comprometimento dos tecidos da pele, musculatura e perfuração dos ossos.

Se identificar algum incêndio florestal ligue para a Central do Corpo de Bombeiros: 193

As denúncias também podem ser feitas pelo Linha Verde, do Disque-Denúncia: 0300 253 1177 (interior do estado, custo de ligação local), 2253 1177 (capital) ou ainda pelo aplicativo “Disque Denúncia RJ”.


Fonte: https://www.correiodobrasil.com.br/baloes-agravam-riscos-incendios-rio/

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