Você disse “Propriedade Intelectual”? É uma miragem sedutora
May 2, 2013 21:00 - no comments yetVirou moda atirar copyright, patentes e marcas — três entidades separadas e diferentes envolvendo três conjuntos de leis separados e diferentes — dentro da mesma panela e chamar isso de “Propriedade Intelectual”. O termo distorcido e confuso não surgiu por acidente. Companhias que lucram com a confusão o promovem. E o meio mais claro para sair da confusão é rejeitar inteiramente o termo.
De acordo com o professor Mark Lemley, da Stanford Law School, o uso generalizado do termo “propriedade intelectual” é uma moda que seguiu a fundação da OMPI, a Organização Mundial de “Propriedade Intelectual” em 1967, mas apenas recentemente começou a ser comumente utilizado. (A OMPI é formalmente uma organização das Nações Unidas, mas na verdade representa o interesse de detentores de copyrights, patentes e marcas.) Uso generalizado data de por volta de 1990. (Cópia local da imagem.)
O termo carrega uma distorção que não é difícil de ver: sugere pensar sobre copyright, patentes e marcas por analogia aos direitos de propriedade de objetos físicos. (Tal analogia contraria a filosofia do direito da lei de copyright, ou da lei de patentes e da lei de marcas, mas só os especialistas sabem disso). Estas leis são, de fato, pouco semelhantes à lei de propriedade sobre coisas físicas, mas o uso desse termo leva os legisladores a alterá-las para ficarem mais parecidas. Uma vez que a alteração interessa às empresas que exercem o poder de copyright, marcas e patentes, a distorção da “propriedade intelectual” lhes serve bem.
Esta distorção já daria motivos suficientes para rejeitar o termo e as pessoas recorrentemente me pedem para propor algum outro nome para a categoria geral — ou propõem suas próprias alternativas (geralmente engraçadas). As sugestões incluem IMPs, de “Imposed Monopoly Privileges” (em português, Privilégios de Monopólio Impostos) e GOLEMs, de “Government-Originated Legally Enforced Monopolies” (Monopólios Legalmente Sustentados Originados por Governos). Alguns falam de “regimes de direitos exclusivos”, mas se referir à restrições como “direitos” é duplipensar também.
Alguns desses nomes alternativos seriam um avanço, mas é um engano substituir “propriedade intelectual” por qualquer outro termo. Um nome diferente não atingiria o problema profundo do conceito: sua sobre-generalização. Não há uma coisa unificada tal como supõe “propriedade intelectual” — isso é uma miragem. O único motivo pelo qual as pessoas pensam que ele faz sentido, como uma categoria coerente, vem da impressão gerada pela disseminação do uso do termo.
O termo “propriedade intelectual” é, na melhor das hipóteses, um apanhado que embola leis díspares. Quem não é advogado e ouve esses termos, aplicados a várias legislações, tende a supor que elas se baseiam em um princípio comum e que funcionam de maneiras semelhantes.
Nada poderia estar mais distante da verdade. Essas leis foram criadas separadamente, desenvolveram-se diferentemente umas das outras, aplicam-se a atividades distintas, têm regras diferentes e suscitam diferentes questões de políticas públicas.
A lei de copyright foi projetada para promover a autoria e a arte, e cobre os detalhes de expressão de um trabalho. A lei de patentes visava favorecer a publicação de ideias úteis, ao preço de dar àquele que as publica um monopólio temporário sobre elas — um preço que pode ser melhor pagar em alguns campos, mas não em outros.
A lei de marcas, ao contrário, não pretendia apoiar nenhum maneira particular de atuar, mas simplesmente permitir aos compradores saber o que estão comprando. Os legisladores, sob a influência da “propriedade intelectual”, porém, transformaram-na em um esquema para propiciar incentivos à propaganda comercial.
Já que as leis se desenvolveram independentemente, elas são diferentes em cada detalhe, da mesma maneira que são diferentes em seus métodos e propósitos básicos. Portanto, se você aprender algum fato sobre a lei do copyright, você será sábio ao supor que a lei das patentes é diferente. Você raramente estará errado!
As pessoas geralmente dizem “propriedade intelectual” quando realmente querem dizer algo de uma categoria maior ou menor. Por exemplo, países ricos impõem frequentemente leis injustas a países pobres para arrancar-lhes o dinheiro. Algumas dessas leis são leis de “propriedade intelectual”, algumas outras não; entretanto, críticos dessa prática geralmente se prendem a esse termo porque este se tornou familiar a eles. Ao usá-lo, eles deturpam a natureza da questão. Seria melhor utilizar um termo exato, como “colonização legislativa”, que vai direto ao cerne da questão.
Os leigos não estão sós quando se confundem com esse termo. Até mesmo professores de direito que ensinam essas leis são atraídos e distraídos pela sedução do termo “propriedade intelectual”, e fazem afirmações genéricas que entram em conflito com fatos que eles próprios conhecem. Um professor, por exemplo, escreveu em 2006:
Ao contrário de seus descendentes que agora trabalham a base da OMPI, os formatadores da constituição estadunidense tinham uma atitude de princípios e pró-competitiva para a propriedade intelectual. Eles sabiam que os direitos poderiam ser necessários, mas… Eles ataram as mãos do congresso, restringindo seu poder de várias maneiras.
Essa afirmação se refere ao artigo 1, seção 8, cláusula 8 da Constituição dos EUA, que autoriza a lei do copyright e a lei das patentes. Essa cláusula, entretanto, não tem nada a ver com a lei de marcas. O termo “propriedade intelectual” levou o professor a uma falsa generalização.
O termo “propriedade intelectual” também leva a um pensamento simplista. Ele leva as pessoas a focarem em uma pobre similaridade que essas diferentes leis têm em sua forma — elas criam privilégios artificiais para certas partes — e não perceber os detalhes que formam sua substância: as restrições específicas que cada lei impõe sobre o público, e as consequências que resultam daí. O foco simplista na forma encoraja uma abordagem “economística” para todas essas questões.
A economia opera aqui, como geralmente o faz, como um veículo para suposições não-examinadas. Dentre estas estão incluídas suposições sobre valores, como a de que a quantidade de produção conta, enquanto a liberdade e o estilo de vida não, e suposições factuais que são em sua maioria falsas, como a de que o copyright sobre música favorece os músicos, ou de que as patentes de remédios apoiam a pesquisa para salvar vidas.
Outro problema é que, no nível de detalhe de “propriedade intelectual”, os assuntos específicos levantados pelas várias leis se tornam quase invisíveis. Esses assuntos emergem das especificidades de cada lei — precisamente o que o termo “propriedade intelectual” faz as pessoas ignorarem. Por exemplo, uma questão relacionada a lei do copyright é se o compartilhamento de música deve ser permitido. A lei de patentes não tem nada a ver com isso. A lei de patentes traz questões como a de se deve permitir a países pobres produzir drogas que salvam vidas e vendê-las a um preço baixo para salvar vidas. A lei de copyright não tem nada a ver com tais questões.
Nenhuma dessas questões é puramente econômica em sua natureza, e seus aspectos não-econômicos são bem diferentes; usando a rasa sobre-generalização econômica como a base para considerá-los significa ignorar essas diferenças. Colocar as duas leis na panela da “propriedade intelectual” obstrui o pensamento claro sobre cada uma.
Portanto, qualquer opinião sobre “a questão da propriedade intelectual” e qualquer generalização sobre essa suposta categoria são quase que certamente tolas. Se você pensar que todas essas leis são uma só questão, você tenderá a escolher suas opiniões de uma gama de generalizações excessivas, nenhuma das quais de qualquer valor.
Se você quer pensar claramente sobre as questões levantadas por patentes, copyrights ou marcas, o primeiro passo é esquecer a ideia de embolá-los, e tratá-los como tópicos separados. O segundo passo é rejeitar as perspectivas estreitas e o quadro simplista que o termo “propriedade intelectual” sugere. Considere cada uma dessas questões separadamente, em suas totalidades, e você terá uma chance de considerá-las de maneira correta.
E quanto a reformar a OMPI, entre outras coisas, aqui está uma proposta para mudar seu nome e essência.
Texto: Richard Stallman
Fonte: GNU – Free Software Foundation
Vem aí o release candidate do Rails 4.0
May 2, 2013 21:00 - no comments yetOs desenvolvedores do framework web Ruby on Rails anunciaram que o primeiro release candidate do Rails 4.0 estará disponível “em tempo para a abertura da RailsConf”. O Rails 4.0 é a primeira versão Rails a preferir Ruby 2.0 e possui como requisito mínimo o Ruby 1.9.3. O release candidate inclui mais de 1300 commits feitos desde a primeira liberação do beta do Rails 4, todos abrangendo as inúmeras alterações feitas desde o Rails 3.2.
O foco do Rails 4 tem sido fazer o Rails mais rápido para que os desenvolvedores não precisem escrever do lado do cliente JavaScript/aplicações JSON baseadas em servidor para obter desempenho. Isto envolve tornar mais fácil de fazer o “Russian doll caching” com vencimento baseado em chave, agilizando o lado do cliente com Turbolinks e adição de etags. Há também suporte a servidores multi-thread por padrão e suporte para streaming ao vivo com conexões persistentes.
As questões de segurança também foram abordadas, agora com uma loja Session criptografada, parâmetros fortes para proteger contra ataques de assinatura em massa, melhores padrões de cabeçalho de segurança, e o banimento do parsing de parâmetro XML – que causou problemas no início deste ano – para um plugin. O ActionPack também possui um KeyGenerator adicionado a ele, que é a base para a assinatura de cookie e criptografia.
Os desenvolvedores Rails esperam que, a menos que os erros de bug sejam relatados, esta será a versão liberada em cerca de três a quatro semanas. O guia de atualização aborda como mover de 3.2 para 4.0, mas ainda é um trabalho em andamento; no entanto, cobre os elementos do Rails 3.2 que são preteridos no Rails 4.0 e mudanças comportamentais no framework. O Rails 4.0 RC1 pode ser instalado com o comando gem install rails –version 4.0.0.rc1 –no-ri –no-rdoc. O Rails está licenciado sob a licença MIT.
Com informações de The H Online
Yahoo! publica nota de apoio ao Marco Civil
May 2, 2013 21:00 - no comments yetO Marco Civil da Internet ganhou esta semana o apoio explícito da segunda maior companhia de buscas da rede, a Yahoo!. Na segunda-feira (29), o diretor regional da empresa no Brasil, Kuaek Yu-Chuang publicou um texto no qual relata visita a deputados em Brasília, no esforço de fazer o legislativo se movimentar rumo à aprovação do projeto de lei.
Segundo o executivo, o Marco Civil “é um projeto progressista que protege, simultaneamente, os direitos dos cidadãos brasileiros ao acesso ilimitado à Internet, e uma cultura local de inovação”. No texto, Yu-Chuang relembra a criação do projeto e enfatiza que sua aprovação é importante para manter a evolução da “paisagem digital” no Brasil. Confira, abaixo, a íntegra do texto.
Apoio ao Marco Civil da Internet
Este é um momento emocionante para estar no Brasil. O país de quase 200 milhões de pessoas está em ascensão com uma democracia vibrante, economia em crescimento, e poderosa força cultural em toda a região. O Brasil também está pronto para subir ao palco do mundo quando sediar a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.
Em sintonia com a emergência brilhante do Brasil no cenário global, a paisagem digital no Brasil está evoluindo rapidamente. Cerca de 45% dos brasileiros está ativamente online e um número crescente de brasileiros está acessando a web por meio de seus telefones celulares e tablets.*
O Yahoo! está no Brasil desde 1999 e esta tem sido uma casa fabulosa para nós. O Brasil é um dos nossos mercados mais importantes no mundo, e estamos focados em oferecer produtos personalizados e conteúdos voltados para encantar e inspirar nossos usuários brasileiros. Sete em cada dez usuários de internet no Brasil navegam na rede do Yahoo! Brasil, onde podem desfrutar de uma experiência de mídia digital abrangente: onde eles podem se comunicar, compartilhar fotos ou respostas ou encontrar as notícias e informações que importam a eles.
Recentemente, tive a oportunidade de viajar a Brasília com colegas do Yahoo! representando nossas equipes de políticas públicas, privacidade, direitos autorais e de comunicação estratégica. Enquanto na capital brasileira, nos reunimos com as principais autoridades para expressar o apoio do Yahoo! ao Marco Civil da Internet, que alguns têm descrito como a “Constituição da Internet” do Brasil. O Marco Civil estabelece a promoção do acesso à internet como um direito para todos os brasileiros. O projeto de lei também visa estabelecer portos seguros para os provedores de serviços da Internet, e assegura a liberdade de expressão na Internet.
Em um esforço impressionante para incorporar as ideias dos cidadãos brasileiros, os autores do Marco Civil publicaram, no final de 2009, a primeira versão do projeto de lei para comentários do público. Mais de 1.100 contribuições foram recebidas de todo o país. O Marco Civil encontra-se, agora, com a Câmara dos Deputados no Congresso Nacional e uma votação é esperada nos próximos meses.
Do ponto de vista do Yahoo!, como uma empresa de Internet com operações no Brasil, o Marco Civil é um projeto progressista que protege, simultaneamente, os direitos dos cidadãos brasileiros ao acesso ilimitado à Internet, e uma cultura local de inovação.
O Yahoo! não está sozinho em seu apoio ao Marco Civil. Integrantes da indústria de todo o cenário digital do Brasil – tanto a nível local quanto global – também manifestaram seu apoio ao projeto de lei. A associação local do setor de tecnologia, ABRANET, realizou recentemente o Congresso Brasileiro de Internet, onde muitas autoridades do Executivo e do Legislativo brasileiro – incluindo o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo Silva, Deputado Federal Alessandro Molon, Deputado Federal Paulo Abi-Ackel, e outros – compartilharam o seu entusiasmo com o Marco Civil.
O Yahoo! continuará a acompanhar de perto a evolução do Marco Civil da Internet no Congresso brasileiro. Com a aprovação do Marco Civil, o Brasil estabelecerá um precedente para a região como um país onde o acesso online é um direito protegido para os seus cidadãos, e onde empresas, como o Yahoo!, podem continuar a inovar para oferecer a melhor experiência possível para nossos usuários.
Com informações de ARede.
Lançado Kernel Linux 3.9
April 30, 2013 21:00 - no comments yetLinus Torvalds lançou o kernel Linux 3.9. A última versão do kernel agora tem um mapeador de dispositivos que permite ao usuário configurar um SSD como cache para discos rígidos para aumentar o desempenho do disco sob carga. Há também suporte do kernel para vários processos à espera de requests na mesma porta, uma característica que lhe permitirá distribuir melhor o trabalho do servidor através de múltiplos núcleos de CPU.
Virtualização KVM já está disponível em processadores ARM e suporte a RAID 5 e 6 foi adicionado ao existente RAID 0 e 1 do Btrfs. O Linux 3.9 também tem uma série de novos e melhores drivers, o que significa que o kernel agora suporta os núcleos gráficos de próxima geração da APUs da AMD e também funciona com os chips Wi-Fi 802.11ac de alta velocidade que provavelmente aparecerão no próxima plataforma móvel da Intel.
Com informações da The H Online.
Lançado Router Linux OpenWRT 12.09
April 30, 2013 21:00 - no comments yetA equipe do OpenWRT acaba de liberar a versão 12.09 (codinome: Attitude Adjustment) de sua distribuição Linux voltada para uso em roteadores. Assim como na versão Beta, o Attitude Adjustment não mais oferece suporte para a versão 2.4 do kernel Linux. Essa mudança afeta os modelos antigos de roteadores que possuem apenas 16 MB de memória e CPUs muito lentas (200 MHz), como os modelos Linksys WRT54G. Entretanto, o Attitude Adjustment já roda em roteadores Ramips e em mini-computadores Raspberry Pi (bcm2708).
O OpenWRT 12.09 também substituiu o antigo sistema baseado em scripts para a configuração de redes por um daemon de interface (netifd). Juntamente com isso, vem outras melhorias e extensões para o firewall, build system e os drivers. Os desenvolvedores também adicionaram de forma experimental o suporte para canais wireless de 5 MHz e 10 MHz de banda para os drivers wireless da Atheros ath5k e ath9k. Uma visão detalhada das mudanças no OpenWRT 12.09 pode ser encontrada no seu web site, onde os usuários também podem efetuar o download das imagens de firmware para roteadores prontas para uso. O OpenWRT está licenciado sob GPLv2.
Com informações de The H Online.











