Internet 3G e 4G poderão chegar a todos os municípios mais cedo
agosto 21, 2013 10:33 - no comments yetO prazo para que o acesso à internet móvel com as tecnologias 3G e 4G esteja disponível em todos os municípios brasileiros poderá ser antecipado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). As metas serão revistas durante a elaboração do edital da faixa de 700 mega-hertz (MHz), que será destinada ao 4G.
Segundo o presidente da Anatel, João Rezende, a prioridade é estabelecer no edital a obrigação das operadoras que vencerem o leilão de levar redes de alta capacidade a todos os municípios, mas a antecipação em um ou dois anos das metas de internet móvel também pode entrar na negociação.
“Vamos ter que calcular qual o valor financeiro da faixa, se há condições de fazer, ou não, essa antecipação. Temos que colocar rede de alta capacidade nos municípios, ver qual o valor dessa faixa [de 700 MHz] tem e ver por quais obrigações vamos trocar. É possível que façamos a antecipação, mas vamos ter que fazer as contas”, disse Rezende à Agência Brasil.
As metas para a universalização da 3G e da 4G são para 2017 e 2019, respectivamente. Segundo Rezende, ainda existem cerca de 1,5 mil municípios que não contam com a tecnologia 3G no país. “Está muito longe 2017 para o 3G, tem que antecipar tudo e de fato massificar o 3G e o 4G, tem muita gente só com o 2G ainda.”
De acordo com Rezende, o leilão da faixa de 700 MHz poderá ser feito em abril ou maio do ano que vem e o edital deve ser divulgado em dezembro. “Estamos trabalhando com esse calendário.”
Com informações da Agência Brasil.
Google, Facebook, Microsoft e Twitter negam fornecimento de informações aos Estados Unidos
agosto 21, 2013 9:27 - no comments yetRepresentantes de grandes empresas de internet com atuação no Brasil voltaram a negar hoje (20), em audiência pública na Câmara dos Deputados, o fornecimento de informações de usuários brasileiros para o governo dos Estados Unidos. O diretor de Políticas Públicas do Google Brasil, Marcel Leonardi, disse que a empresa não aderiu ao programa Prism nem a qualquer outro programa de vigilância governamental.
“Antes de a mídia entrar em contato com a empresa, o Google sequer tinha ouvido falar em Prism”, disse, referindo-se ao programa secreto de vigilância eletrônica mantido pela Agência Nacional de Segurança dos EUA.
Segundo ele, a empresa não fornece acesso aos sistemas do Google a qualquer governo, incluindo o dos Estados Unidos, e não permite a instalação de equipamentos para fins de vigilância. “Não existe nenhuma porta dos fundos, nenhuma porta lateral, nenhum tipo de alçapão, nenhum acesso direto a dados”, disse Leonardi. Ele ressaltou também que, quando obrigada pela Justiça, a empresa entrega as informações diretamente às autoridades.
Na audiência pública, feita pelas comissões de Ciência e Tecnologia, de Defesa do Consumidor, de Fiscalização Financeira e Controle, de Legislação Participativa e de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, o gerente de Relações Governamentais do Brasil Facebook, Bruno Magrani, disse que a empresa analisa cuidadosamente cada pedido de fornecimento de informações, e requer a descrição detalhada de cada pedido.
Segundo ele, a cobertura da imprensa sobre o vazamento de informações tem sido imprecisa e equivocada. “O Facebook nunca fez parte de qualquer programa para dar aos Estados Unidos ou a qualquer outro governo acesso direto aos seus servidores. Nunca recebemos um pedido em branco ou uma ordem judicial de qualquer agência do governo solicitando informações ou dados por atacado. E se tivéssemos recebido, contestaríamos energicamente tal pedido”, disse Magrani
O diretor-geral Jurídico e de Relações Institucionais da Microsoft Brasil, Alexandre Esper, disse que a empresa não fornece a nenhum país, governo ou instituição, sob nenhum pretexto, acesso irrestrito a dados de seus clientes de qualquer parte do mundo. “A Microsoft obedece às exigências legais dos países onde opera e somente fornece dados em restrito cumprimento do processo legal, caso a caso”
O diretor-geral do Twitter no Brasil, Guilherme Ribenboim, também declarou que ouviu falar pela primeira vez no programa Prism pela imprensa. Ele lembrou que a rede social não solicita dados dos usuários, apenas uma conta de e-mail. “No Twitter, respeitar e defender a voz dos nossos usuários é um valor importante”.
Na última quinta-feira, os diretores das empresas participaram de audiência pública no Senado para debater as denúncias de espionagem norte-americana a e-mails e ligações telefônicas de brasileiros.
Com informações da Agência Brasil.
Marco Civil da Internet em debate no Senado antes da aprovação pela Câmara
agosto 21, 2013 9:15 - no comments yetA Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado decidiu, nesta terça-feira (20), antecipar o debate sobre a proposta do Marco Civil da Internet, ainda em tramitação na Câmara. Serão realizadas duas audiências públicas sobre o tema, já na próxima semana, nos dias 27 e 29, às 9h.
O requerimento para a realização das audiências foi apresentado pelo senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), que chamou de vexatória a posição do Brasil perante aos organismos internacionais devido à demora em aprovar o marco civil da Internet. “Essa matéria já foi amplamente discutida na Câmara na comissão especial, nas comissões técnicas e que está pronta para a pauta. E, de forma estranha, não há da parte dos deputados a determinação de trazer à deliberação do plenário”, criticou.
Para as audiências, serão convidados o presidente da Anatel, o secretário de telecomunicações do Ministério das Comunicações, o diretor da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), o presidente do Facebook Brasil, e o relator da matéria na Câmara, deputado Alessandro Molon (PT-RJ), entre outros.
O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) apoiou a iniciativa de Vital do Rêgo. Ele afirmou que a matéria foi exaustivamente instruída e acrescentou que a polêmica está na opção do relator pela neutralidade da rede, ou seja, o tratamento igualitário dos internautas pelas operadoras de telecomunicações, sem que haja benefício para uns na navegação pela internet ou limitação para clientes específicos.
“A neutralidade da rede opõe os internautas às empresas de telecomunicação. E é isso que está impedindo a deliberação na Câmara”, reassaltou Ferreira. O presidente da CCT, senador Zezé Perrella (PDT-MG), informou que o debate vai envolver os temas neutralidade de rede, privacidade e conservação de dados pessoais, entre outros. Perrella avisou também que a comissão pretende realizar uma sequência de audiências públicas sobre a internet. (Da redação, com Agência Senado)
Com informações de Tele.Síntese.
Anatel afirma que não há indícios de participação de teles em espionagem
agosto 21, 2013 9:13 - no comments yetO vice-presidente da Anatel, Jarbas Valente, informou, nesta terça-feira (20), que a agência não constatou, até o momento, indício da participação de empresas de telecomunicações do país na espionagem das comunicações de brasileiros, feita pelos Estados Unidos, ou que haja falhas em suas redes que permitam isso. “A maioria das teles já apresentou os dados solicitados pela agência, que agora os analisará para saber se há necessidade de aprofundar as investigações e, se houver irregularidades, quais procedimentos sancionatórios serão aplicados”, disse.
Valente, que participou da segunda parte do debate sobre o monitoramento de informações de empresas e pessoas no Brasil, que teria sido feito pela Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA, na sigla em inglês), promovido por cinco comissões da Câmara, disse que as averiguações estão sendo feitas de forma presencial e remota.
As informações solicitadas dizem respeito à política de controle de acesso a informações, se estão de acordo com a regulamentação e a lei; controle de acesso físico e remoto (datacenter, nível de segurança, tipo de senha, processos para utilização, se é pessoal terceirizado, mecanismos de sigilos); proteção contra códigos maliciosos e vírus (a maioria das fraudes vem desses mecanismos); sistemas de backup; contratos de roaming e de interconexão internacionais, se há algum tipo de cláusula que venha a permitir a quebra de sigilo e os tipos de acessos remotos de usuários.
Laboratórios
O vice-presidente da Anatel, porém, disse que a agência não está preparada para averiguar se os equipamentos usados nas redes têm sistemas de backdoors, que permitem a coleta remota de dados. “A estrutura que temos hoje de certificação de equipamentos e software não é suficiente para detectar mecanismos desse tipo, mas precisamos buscar isso”, afirmou. Ele alertou, porém, que isso não é fácil, pois esses sistemas não vêm identificados nas definições dos equipamentos pelos fabricantes.
O secretário de Política de Informática do MCTI e coordenador do CGI.br, Virgílio Almeida, apontou as políticas do governo para incentivar e fortalecer a infraestrutura cibernética no país, de forma que possa se defender de monitoramento indesejado e de ataques cibernéticos. Ele ressaltou que os Estados Unidos restringem a venda de supercomputadores capazes de quebrar códigos ou tecnologia como backdoors para facilitar o monitoramento de dados nas redes, inclusive para o Brasil.
Para o presidente da Abranet, Eduardo Neger, essa discussão abre uma janela de oportunidades para as empresas de base tecnológica, que têm desenvolvido sistemas extremamente eficientes de criptografia e segurança e que necessitam apenas de apoio, com relação a custos e tributos, para crescer. “O fomento a esses empreendedores vai criar empresas extremamente sólidas nesse mercado de defesa cibernética”, afirmou.
O diretor executivo do SindiTelebrasil, Eduardo Levy, afirmou que as operadoras de telecomunicações agem estritamente dentro da lei brasileira e não mantêm parcerias com órgãos de outros países que permitam o rastreamento ou monitoramento das comunicações de brasileiros. “As teles, diferentemente de provedores internacionais de aplicações, armazenam os dados no país e investem em datacenter no país”, frisou.
Gustavo Torres, professor da PUC de Minas Gerais, disse que os mecanismos de privacidade são cada vez mais informais e fracos, especialmente na internet móvel e vai piorar com a vinda da internet das coisas. Ele salientou que os sistemas de proteção do país são no mínimo ingênuos, portanto totalmente abertos à interceptação.
O debate foi promovido pelas comissões de Ciência e Tecnologia; de Defesa do Consumidor; de Fiscalização Financeira e Controle; de Legislação Participativa; e de Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional. As denúncias já foram tema de audiência pública na semana passada, da qual participou o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.
Com informações de Tele.Síntese.
Google sugere que Judiciário assuma controle de dados da internet
agosto 21, 2013 8:52 - no comments yetA proposta de que o Judiciário brasileiro passe a controlar a entrega de dados da internet foi apresentada nesta quinta-feira (15/8) durante audiência na Comissão de Relações Exteriores do Senado. O diretor de Políticas Públicas do Google Brasil, Marcel Leonardi, disse que o direito americano tem esta possibilidade, e as empresas americanas estão sujeitas a ela, e exige que sejam entregue os dados, mesmo que de um brasileiro, quando solicitada. Ele explicou que o importante é a nacionalidade da empresa que controla estes dados. Os representantes do Facebook, Google e Microsoft negaram qualquer participação em esquema de espionagem de feita pelo governo americano no Brasil. “Qual seria então a maneira de assegurar maior privacidade para o usuário brasileiro? Justamente fazer com que a legislação brasileira assegure uma salvaguarda mais forte para exigir, por exemplo, estou dando uma sugestão, que o Judiciário brasileiro tem que controlar esta entrega de dados do cidadão brasileiro”, disse ele.
O diretor explicou que este sistema jurídico norte-americano criou esta legislação na da década de 1970 em que há falta de transparência nas requisições de pedidos de dados e que as decisões são secretas. Para ele, a falta de transparência neste procedimento, fez a coisa chegar a público de forma diferente. Ele explicou que a base de existência destas companhias, é a confiança que os usuários têm nos serviços online, onde os custos de migração para outros serviços são praticamente inexistentes. “Se a pessoa não estiver mais satisfeita com o Gmail, migra para outro discador”, destacou.
O gerente de Relações Governamentais do Brasil do Facebook, Bruno Magrani, disse que o grupo nunca fez parte de qualquer programa para dar aos Estados Unidos ou para qualquer outro país acesso direto aos seus servidores. “Nunca recebemos um pedido em branco ou uma ordem judicial de qualquer agencia do governo solicitando informações de metadados por atacado”, garantiu.
O diretor-geral Jurídico e de Relações Institucionais da Microsoft Brasil, Alexander Esper, afirmou que quando existe uma ordem judicial ou de autoridade, a empresa cumpre esta ordem, nos Estados Unidos, no Brasil, e em todos outros países que opera. “Não tenho como avaliar se houve algum tipo de utilização das agencias de governo com relação a acesso de outra natureza”, disse quando perguntado sobre se houve espionagem.
Por Mônica Tavares.
Com informações de Observatório da Imprensa.









