Free Software Foundation se posiciona a respeito do iPhone 5S
18 de Setembro de 2013, 11:16 - sem comentários aindaNão demorou quase nada na verdade. Assim que a Apple apresentou o iPhone 5S e sua função Touch ID, o sensor de impressão digital que adiciona mais uma camada de segurança além da senha, surgiram comentários dizendo que a NSA teria acesso às digitais do usuário, apesar da empresa jurar de pés juntos que os dados só ficam armazenados localmente, o que na prática não faria tanta diferença assim.
A Free Software Foundation, organização fundada por Richard Stallman, por sua vez, se posicionou a respeito, desta vez através do diretor executivo John Sullivan. Abaixo o texto na íntegra:
“Telefones celulares são os dispositivos mais amplamente usados e os mais pessoais. Com todos os e-mail, mensagens de texto, fotos e vídeos gerenciados por eles, é essencial que o software que eles rodam seja completamente controlado por seus usuários. Ao invés disso, a Apple entrega um novo hardware com as mesmas restrições de sempre, permitindo apenas software aprovado por ela, deixando seus usuários – e seus dados, sua privacidade e sua liberdade de expressão – à mercê de programas cujas operações são secretas e demonstram desconfiança. Nós não podemos imaginar um movimento mais hostil à onda de ameaças à privacidade que o mundo sofre agora do que a Apple apresentar um scanner de impressões digitais proprietário como seu novo ‘feature’.
Pelo fato de tantas pessoas andarem com seus computadores em seus bolsos, e eles poderem ser rastreados e transmitir onde você esteve, com quem você se comunica, quais são seus interesses, o que você vê ou ouve em determinado momento, qualquer futuro suportável depene da liberdade de software. Softwares livres dão o poder aos usuários para substituir qualquer ameaça a seus interesses.”
E Sullivan dá sua sugestão:
“O primeiro passo é rejeitar as restrições da Apple.”
Fonte: Meio Bit, FSF via The Register.
Embaixada russa promete intermediar contato de parlamentares com Edward Snowden
18 de Setembro de 2013, 11:08 - sem comentários aindaDeputados da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional estiveram hoje (17) com o embaixador russo no Brasil, Sergey Akopov, para tratar de uma possível ida de missão parlamentar brasileira a Moscou para contatar o ex-técnico terceirizado da Agência Nacional de Segurança (NSA) dos Estados Unidos, Edward Snowden, que está asilado na Rússia.
De acordo com o deputado Ivan Valente (PSOL-SP), o embaixador lhes informou que fará contato com a chancelaria de seu país para saber o paradeiro do ex-agente norte-americano, que denunciou espionagem dos Estados Unidos sobre governos e autoridades, inclusive do Brasil. Sergey Akopov prometeu uma resposta para a semana que vem, inclusive quanto à disponibilidade de Snowden para receber os parlamentares brasileiros.
A ida da missão brasileira vai depender da resposta do embaixador russo, de acordo com o deputado. Ele acredita, contudo, que Snowden deve ter interesse em divulgar as denúncias de espionagem, “até porque quanto mais o mundo souber de sua situação, mais ele se sentirá seguro”.
Também participaram da audiência os deputados Nelson Pelegrino (PT-BA), presidente da comissão na Câmara, e Jaqueline Roriz (PMN-DF).
Com informações da Agência Brasil.
Dilma adia viagem oficial aos Estados Unidos
18 de Setembro de 2013, 11:06 - sem comentários aindaA presidenta Dilma Rousseff anunciou, por meio de nota, o adiamento da visita de Estado que faria aos Estados Unidos em outubro. De acordo com o texto, “tendo em conta a proximidade da programada visita de Estado a Washington – e na ausência de tempestiva apuração do ocorrido, com as correspondentes explicações e o compromisso de cessar as atividades de interceptação – não estão dadas as condições para a realização da visita na data anteriormente acordada”.
Segundo a nota oficial, a decisão foi tomada pelos dois presidentes – Dilma Rousseff e Barack Obama. “Dessa forma, os dois presidentes decidiram adiar a visita de Estado, pois os resultados desta visita não devem ficar condicionados a um tema cuja solução satisfatória para o Brasil ainda não foi alcançada”, acrescentou a nota, entregue pelo porta-voz da Presidência, Thomas Traumann.
“O governo brasileiro confia em que, uma vez resolvida a questão de maneira adequada, a visita de Estado ocorra no mais breve prazo possível, impulsionando a construção de nossa parceria estratégica e patamares ainda mais altos”, diz o texto.
A nota oficial ressalta a importância e diversidade do relacionamento entre os dois países, fundado no respeito e na confiança mútua. “Temos trabalhado conjuntamente para promover o crescimento econômico e fomentar a geração de emprego e renda. Nossas relações compreendem a cooperação em áreas tão diversas como ciência e tecnologia, educação, energia, comércio e finanças, envolvendo governos, empresas e cidadãos dos dois países”.
No entanto, pondera que as práticas de espionagem não condizem com a relação de amizade entre Brasil e Estados Unidos. “As práticas ilegais de interceptação das comunicações e cidadãos, empresas e membros do governo brasileiro constituem fato grave, atentatório à soberania nacional e aos direitos individuais, e incompatível com a convivência democrática entre países amigos”.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, telefonou ontem (16) para a presidenta da República, Dilma Rousseff, para tratar da viagem.
Desde a divulgação de denúncias de que os Estados Unidos espionaram dados da presidenta, e depois da Petrobras, o governo passou a cogitar o adiamento da visita. A presidenta se reuniu ontem (16) com o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, para discutir o retorno dado pelo governo norte-americano aos questionamentos do Brasil sobre as denúncias.
Figueiredo esteve em Washington na semana passada para tratar do assunto com a conselheira de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Susan Rice. Há dez dias, durante a Cúpula do G20, na Rússia, o presidente Barack Obama se comprometeu com a presidenta Dilma a responder aos questionamentos do governo brasileiro em uma semana, prazo que expirou.
Com informações da Agência Brasil.
Google faz parceria com Harvard e MIT para plataforma de cursos online
17 de Setembro de 2013, 7:48 - sem comentários aindaO Google e o edX, plataforma lançada por iniciativa de Harvard e MIT para oferecer cursos gratuitos e que hoje já conta com mais de 28 universidades no mundo, anunciaram nessa terça-feira (10) que estão trabalhando juntos em uma nova plataforma a ser lançada no primeiro semestre do ano que vem. A Mooc.org permitirá que universidades que não fazem parte do xConsortium (grupo de universidades parceiras no edX), empresas, professores e até governos ofereçam suas aulas pela web para alunos de todo o mundo.
A gigante de serviços online vai trabalhar no desenvolvimento dessa plataforma em parceria com profissionais de universidades do xConsortium, inclusive MIT, Harvard, UC Berkeley e Stanford. Além disso, o Google vai ajudar também com pesquisas sobre como os estudantes aprendem e como a tecnologia pode transformar os processos de ensino e aprendizagem dentro e fora do campus.
“O Google e o edX compartilham a missão de aumentar o acesso à educação. Trabalhando juntos podemos chegar mais longe muito mais rápido”, disse Dan Clancy, diretor de pesquisa do Google hoje, no Research Blog.
De acordo com Anant Agarwal, presidente do edX, durante a parceria as instituições vão moldar a próxima geração da educação aberta e livre.
“Com o Google, os melhores engenheiros e as melhores tecnologias vão nos permitir avançar tanto no ensino online, quanto no ensino tradicional e nas experiências de ensino híbrido com uma efetividade nunca antes vista”, disse o professor por ocasião do anúncio. A intenção é que a Mooc.org compartilhe os avanços da plataforma do edX, que se tornou aberta e livre em meados deste ano.
“Esperamos que o site se transforme na maneira ideal de desenvolver e refinar experiências de ensino online. Professores, por exemplo, podem se arriscar e estudantes que não queiram fazer um curso inteiro podem ir lá ter um gostinho. Além disso, aprenderemos a melhorar nossa plataforma ao ter mais pessoas criando e usando conteúdos nela”, completa Agarwal. Por ser uma plataforma aberta, qualquer desenvolvedor tem acesso aos códigos de programação e pode sugerir melhorias. “Um ecossistema aberto, com múltiplos atores, estimula a experimentação rápida e a inovação”, concorda Clancy.
Já é possível acessar a página mooc.org. Nela, estão as três categorias dos que poderão inserir cursos na plataforma: instituições educacionais, professores, empresas e organizações sem fins lucrativos. Também é possível conferir as funcionalidades que estarão disponíveis, entre elas a facilidade de criar cursos e construir um ambiente de aprendizagem e o acesso a ferramentas interativas.
Com informações de UOL.
Lançado Tiny Core 5.0
17 de Setembro de 2013, 7:44 - sem comentários aindaOs desenvolvedores do Tiny Core Linux anunciaram o lançamento da versão 5.0 dessa peculiar distribuição GNU/Linux. Talvez o quem mais chame a atenção desta distribuição seja o fato de ser minimalista, mas altamente modular e extensível com flwm como o gerenciador de janelas padrão. O changelog traz uma atualização do kernel Linux 3.8.10 com UEFI habilitado; opção de usar vmlinuz + rootfs.gz ou modules.gz. vmlinuz64 rootfs.gz + modules64.gz; aterm, FreeType, imlib2, jpeg e libpng; glibc atualizada para 2.17 e recompilados os headers do kernel 3.8.x; GCC atualizado para 4.7.2.
Tiny Core é uma distribuição Linux minimalista, de apenas 12 MB. É baseado em um kernel Linux recente, BusyBox, Tiny X, Fltk e Flwm. O núcleo funciona inteiramente na memória e inicializa muito rapidamente. O usuário tem total controle sobre quais aplicativos e / ou hardware adicional podem ser suportados, seja para um desktop, um nettop, um appliance ou servidor; selecionável a partir do repositório on-line do projeto.
O anúncio pode ser lido aqui: http://forum.tinycorelinux.net/index.php/topic,15889.0.html.
Para downloads, visite: http://www.tinycorelinux.net/5.x/x86/release.
Com informações de Tiny Core Linux e Under-Linux.










