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Motta

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Segundo Clichê

27 de Fevereiro de 2017, 15:48 , por Blogoosfero - | 1 person following this article.

O eterno país do carnaval

21 de Fevereiro de 2017, 19:49, por segundo clichê


Segundo a imprensa de Jundiaí, o bloco carnavalesco Chupa Que é de Uva reuniu, dias atrás, cerca de 40 mil pessoas em seu "desfile". A cidade tem aproximadamente 400 mil habitantes. Ou seja, 10% de sua população foi, como se dizia, "brincar" antecipadamente o carnaval com o bloco.

Leio que na capital um outro bloco, o Baixo Augusta, reuniu 300 mil foliões.

Tanto em Jundiaí como na capital o Poder Executivo pouco fez para ajudar a organizar a bagunça.


Essas duas - e tantas outras - manifestações carnavalescas são, portanto, iniciativas de pessoas que acham importante a festa.

São manifestações populares.

Creio que, a julgar por essas prévias, o carnaval deste ano, o da mais profunda recessão já vista nestas terras, será um dos mais marcantes dos últimos tempos.

É tanta alegria, tanta criatividade, tanto suor, que fico pensando cá com meus raros botões o que seria deste Brasil se toda essa energia fosse canalizada para a construção de um país mais justo e igualitário.

Penso tanto nisso que acabo concluindo que a minha ingenuidade é incurável.

Afinal, este sempre foi, é, e sempre será o país do carnaval.   (Carlos Motta) 



Brasileiro não consegue mais poupar

21 de Fevereiro de 2017, 11:09, por segundo clichê


Pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que, em dezembro, 75% dos entrevistados não conseguiram poupar nada de sua renda, diante de 23% que conseguiram. Nas classes A e B, o percentual de poupadores foi de 36%, enquanto nas classes C, D e E foi de 19%. Entre os poupadores, guardou-se, em média, a quantia de R$ 480,85 no mês.

“É notável que a maioria dos brasileiros não reservou parte de seu dinheiro em dezembro, inclusive quem pertence a classes de alta renda. A crise econômica certamente tem seu papel no resultado da baixa poupança. Com o crescimento do desemprego, o orçamento familiar tornou-se mais apertado e, em alguns casos, insuficiente até para honrar compromissos já assumidos”, diz Roque Pellizzaro, presidente da SPC Brasil. "Também pesa o fato de a renda média do brasileiro que mantiveram seus empregos ainda ser baixa, independentemente da crise.”


Segundo ele, as menções ao pagamento de contas são claro sintoma do aperto orçamentário das famílias. De acordo com os dados, mesmo entre os poupadores habituais, 46% precisaram dispor de sua reserva financeira em dezembro. Os principais motivos foram o pagamento de dívidas (13%), despesas extras (11%), de contas da casa (12%), imprevistos (4%) e também o consumo (8%).

O levantamento ainda mostra que a maior parte dos poupadores busca, ao fazer uma reserva, proteger-se contra imprevistos como doenças, morte de entes (43%) ou mesmo o desemprego (31%). Há também 27% que poupam pensando em garantir um futuro melhor para a família e 24% que poupam com vistas à realização de um sonho de consumo - 23% citam os planos de viajar e 18% mencionam a compra ou quitação da casa.

A reserva financeira com foco na aposentadoria foi citada apenas por 17% dos entrevistados. “É um porcentual bastante baixo, já que estamos considerando apenas a realidade dos poupadores”, indica a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

A pesquisa revela que o principal destino do dinheiro reservado ainda é a caderneta de poupança, citada por 62% dos entrevistados que fazem reserva. Também chama a atenção o fato de que 20% dos poupadores guardam dinheiro em casa. Os fundos de investimento foram mencionados por 10% e a Previdência Privada por 6%. A lista segue com outras opções de investimento em renda fixa e com a Bolsa de Valores, mas todos citados por menos de 5% desses entrevistados.

“Como se nota, a carteira de investimento do poupador brasileiro é bastante conservadora. Cultivar o hábito de reservar dinheiro é um passo importante, mas o consumidor deve considerar o retorno financeiro”, aconselha Kawauti.



Plano de saúde "popular" é volta ao passado

20 de Fevereiro de 2017, 12:07, por segundo clichê


Ricardo Barros, atual ministro da Saúde, propôs criar “planos de saúde populares”. Em janeiro deste ano, um grupo de trabalho foi criado para analisar a proposta pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O grupo, no entanto, exclui entidades da Saúde Coletiva, de defesa do consumidor, de médicos, dentre outros setores da sociedade envolvidos.

Por meio de nota, a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) repudiam a decisão da ANS de dar continuidade à discussão de planos de saúde populares ou acessíveis. Segundo as entidades, por exemplo, existe a possibilidade de piorar a atual legislação, que já apresenta falhas e lacunas. “Será uma volta ao passado, mesma situação de 20 anos atrás, quando existiam planos de menor preço, porém segmentados e com restrições de coberturas”, diz a nota. Também há o risco de ampliação da judicialização da saúde suplementar (ações judiciais contra planos de saúde).


Abrasco e Idec são contra planos populares ou acessíveis, e defendem proteção social, em especial “o Sistema Único de Saúde (SUS) constitucional, público, universal, de qualidade e adequadamente financiado, bem como a regulamentação da assistência à saúde suplementar, que precisa ser melhorada e não flexibilizada”.

Barros é conhecido por declarações absurdas, como a proposta de rever o SUS, que pesquisadores que defendem um sistema universal de saúde “não são técnicos, nem especialistas, são ideólogos”, entre outras. 

Frequentemente, o ministro ataca a Saúde como “direito de todos e dever do Estado”, de acordo com a Constituição. Por outro lado, o ministro vê com bons olhos a ampliação da privatização na Saúde. É importante ainda lembrar que o ministro teve a campanha eleitoral para deputado federal financiada em parte por um dos principais operadores de planos de saúde do país. (Ana Luíza Matos de Oliveira, economista/Fundação Perseu Abramo)



Quem será o novo Lula?

20 de Fevereiro de 2017, 10:30, por segundo clichê


Só quem acredita em fadas, duendes e Papai Noel espera ver Lula candidato à presidência em 2018.

Seu destino já está selado, há muito, pelos golpistas: ele será apenado pelo bando curitibano por alguma coisa, seja lá o que for, e assim, ficará impedido de se candidatar.

O golpe não estará completo se tal não ocorrer - favorito disparado, imune à perseguição midiática, só resta aos seus inimigos tirá-lo da disputa, seja por que meios for, e a sua condenação é o caminho mais factível para que isso ocorra. 

Há, certamente, outros meios, como eliminar o PT da vida política nacional, ou mesmo destruir fisicamente o maior líder político da história moderna do Brasil - para os que acham essa hipótese absurda, é bom lembrar que o país está hoje nas mãos de uma quadrilha inescrupulosa, cujos métodos de ação não diferem muito dos de organizações criminosas que proliferam pelo mundo afora.

E já que a gente sabe que Lula não será candidato, quem poderia ocupar o seu lugar como aglutinador dos votos oposicionistas?


Esse é, como se dizia antigamente, o busílis, a questão chave, o grande ponto de interrogação que causa insônia em todos os que se preocupam com o futuro desta rediviva Pindorama.

Um candidato apoiado por Lula, preso ou simplesmente interditado, seria um nome forte, mas talvez não o suficiente para vencer a eleição.

O neocoronel Ciro Gomes, o homem dos mil partidos, cujo estilo fanfarrão impressiona à primeira vista, parece estar à frente de outros nesse eventual cenário da disputa presidencial. 

Gomes, entretanto, integra atualmente, e mais uma vez, uma agremiação política de porte médio, que talvez não seja capaz de dar-lhe as condições necessárias para superar os embates da desgastante corrida eleitoral.

Fora isso, há o problema de ele ser um personagem que mais desagrega que agrega, pouco disposto a criar amizades, a estabelecer diálogos - e, neste momento, nada mais é importante para a oposição que se unir.

Fora Ciro, há poucas alternativas com condições de bater nomes como a melíflua e enganadora Marina, ou o tosco, violento e fascista Bolsonaro.

Conselho, se fosse bom, diz a sabedoria popular, não se dava, mas se vendia. 

Como, porém, sou uma voz insignificante, inaudível, nesta algaravia que se tornou o discurso político brasileiro, ouso dar um conselho aos próceres oposicionistas, se é que eles realmente querem contribuir para que o Brasil safe-se da barafunda em que se meteu: esqueçam o Lula 2018, concentrem-se em achar alguém capaz de exprimir, de modo inequívoco, tudo o que ardentemente deseja grande parte da população brasileira. (Carlos Motta)



Os homens errados nos lugares errados

17 de Fevereiro de 2017, 18:46, por segundo clichê


A situação do Brasil, dominado por um bando de pessoas corruptas e ignorantes, é trágica.

Do núcleo do poder executivo, a cada dia que passa, fica mais evidente a impressão de que nenhum desses personagens, presidente et caterva, tem mínimas noções de educação, ética, moral ou qualquer coisa que se assemelhe à civilização.

O presidente se pretende intelectual apelando para o uso das arcaicas mesóclises, como se elas fossem capazes de encobrir as deficiências de seu raciocínio.

Seu ministro de educação não sabe conjugar o verbo haver.

A Pasta da Cultura é ocupada por um dos maiores sinecuristas que já viveram nestas terras.

Seu comportamento na entrega do prêmio Camões a Raduan Nassar foi, mais que patético, revelador de seu caráter - ou falta dele.

E a nota oficial que mandou publicar, posteriormente ao vexame público que protagonizou, merece destaque num compêndio da canalhice nacional.

De tão cretina, tem de ser lida por inteiro:


O Ministério da Cultura (MinC) lamenta, mais uma vez, a prática do Partido dos Trabalhadores em aparelhar órgãos públicos e organizar ataques para tentar desestabilizar o processo democrático. Durante a cerimônia de entrega do Prêmio Camões de Literatura, em São Paulo, o ministro da Cultura, Roberto Freire, teve sua fala interrompida por manifestantes partidários, sinal de desrespeito à premiação oficial dos governos de Brasil e Portugal.

Considerada a mais importante distinção da Língua Portuguesa, o prêmio concedeu 100 mil euros (sendo 50 mil euros arcados pelo MinC) ao escritor brasileiro Raduan Nassar.

O agraciado foi respeitado por todos durante sua fala, ao contrário do que ocorreu com o ministro da Cultura, interrompido de forma agressiva. Apesar de ser um adversário político do governo, Raduan recebeu o prêmio, legitimando sua importância. Uma premiação literária com essa dimensão não merecia esse comportamento intolerante de alguns, que tentaram partidarizar o evento.

Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura



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