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3 de Abril de 2011, 21:00 , por Desconhecido - | 2 people following this article.
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Em Minas, jovens aprendizes lutam contra corte de vagas

29 de Agosto de 2018, 8:58, por Feed RSS do(a) News

Alterações na Classificação Brasileira de Ocupações serão discutidas nesta quarta-feira, em Brasília. A mudança vai afetar diretamente a cota de vagas para jovens aprendizes. Para protestar contra a medida, jovens se reuniram nesta terça-feira, em Belo Horizonte.

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Celso Amorim puxa a orelha de FHC publicamente, no Financial Times

29 de Agosto de 2018, 8:58, por Feed RSS do(a) News

O ex-chanceler Celso Amorim escreve em resposta ao tucano: “É com decepção que eu vejo a amargura com a qual o ex-presidente descreve a luta de Lula para provar a sua inocência”.

Escrevo em resposta ao artigo do ex-presidente do Brasil Fernando Henrique Cardoso, em cujo governo eu servi como embaixador no Reino Unido há 16 anos.

Depois que Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito presidente do Brasil em outubro de 2002, tendo derrotado seu adversário, que pertencia ao mesmo partido do Sr. Cardoso, por uma ampla margem, oito anos de prosperidade se somaram ao crescimento de justiça social. Isso se refletiu em níveis de popularidade nunca antes atingidos por qualquer outro presidente do Brasil. As políticas de Lula despertaram admiração ao redor do planeta.

Diferentemente de alguns neoconservadores da era de George W Bush, que em 2002 pensaram que uma vitória de Lula colocaria o Brasil no “eixo do mal”, o Sr Cardoso é uma pessoa inteligente e culta, um renomado sociólogo, responsável pela chamada teoria da dependência, muito popular durante um período no meio acadêmico. Ele foi um dos principais líderes do movimento político que resultou no fim da ditadura militar.

Como alguém que sonhou um Brasil democrático, eu nunca tinha imaginado que chegaria o dia em que um verdadeiro representante da classe trabalhadora se tornaria presidente. É com decepção que eu vejo a amargura com a qual o ex-presidente descreve a luta de Lula para provar a sua inocência.

Lula é de longe o candidato preferido da maioria dos brasileiros. Um grande número de juristas, estadistas e intelectuais ao redor do mundo tem defendido que a liberdade de Lula e seu direito a ser candidato à Presidência são essenciais para a consolidação da democracia no Brasil.

Em 17 de agosto, o Comitê de Direitos Humanos da ONU solicitou que o Brasil tomasse “todas as medidas necessárias” para assegurar os direitos políticos de Lula enquanto ainda há recursos a serem julgados. Nossas autoridades na Justiça agora encaram o “desafio” de fazer valer suas repetidas declarações sobre o respeito às normas internacionais envolvendo direitos humanos.

Celso Amorim

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PT evita usar nomes e faz campanha apenas com o número 13

29 de Agosto de 2018, 8:58, por Feed RSS do(a) News

Wellington Dias acredita em um segundo turno com a presença do ex-prefeito, no caso de Lula ter sua candidatura barrada; mesmo que Haddad tenha registrado apenas 4% das intenções de voto na última pesquisa nacional do Ibope neste mês.

 

Por Redação – de São Paulo

 

Um dos nomes petistas que mais brigaram para que o partido colocasse a campanha na rua e definisse logo um plano B, o governador do Piauí, Wellington Dias, afirma não ter dúvidas de que Fernando Haddad, vice na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva, irá herdar os votos do ex-presidente, e que para isso o PT fará campanha pelo voto no 13, o número da legenda.

— Tem um segredo que eu vou contar para vocês: o número do Haddad é o mesmo do Lula. Estamos fazendo a campanha do 13. Em eleição não tem nome, não existe nem Lula nem Wellington. É o 13. O número é muito forte — disse o governador, em entrevista à agência inglesa de notícias Reuters.

A militância do PT recebe orientação para fazer campanha pelo número 13, o que beneficia HaddadA militância do PT recebe orientação para fazer campanha pelo número 13, o que beneficia Haddad

Wellington Dias, que foi o primeiro a receber Haddad em seu tour pelo Nordeste, acredita em um segundo turno com a presença do ex-prefeito, no caso de Lula ter sua candidatura barrada, mesmo que Haddad tenha registrado apenas 4% das intenções de voto na última pesquisa nacional do Ibope neste mês.

Militante

No cenário sem Lula, o deputado Jair Bolsonaro (PSL) lidera, seguido por Marina Silva (Rede), Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB).

— Se você pergunta quem votaria se o candidato for Alckmin, Haddad, Bolsonaro, ele é um nome solto ali dentro, ele é pouco conhecido. Agora, estamos falando aqui… este é o candidato do Lula. Então quando a gente diz Haddad, o candidato do Lula, dá isso. E é isso que o programa de televisão vai dizer, é esse nosso papel como militante no Brasil inteiro — afirmou.

O PT tem reforçado a ideia do voto no 13 como forma de associar Lula a Haddad e facilitar a vida do eleitor, que não conhece o vice e potencial substituto de Lula na chapa, mas reconhece o número do ex-presidente. Nesta terça, fazendo campanha em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, o próprio Haddad enfatizou o número.

— O povo feliz de novo tem número e sabe o número: é 13 para presidente, é 13 para governadora, é 13 para senador e assim nós vamos caminhando até vencermos essa eleição — discursou.

Candidato

Wellington disse aos jornalistas que encomendou duas pesquisas no Piauí, para consumo interno, associando o nome de Haddad como candidato de Lula. Na primeira, feita em julho, o ex-prefeito aparecia com 27% das intenções de voto, segundo o governador. A segunda, na semana passada, depois da passagem de Haddad pelo Piauí e com o reforço de aparecer como vice de Lula, o ex-prefeito já apareceria com 49%, disse.

A última pesquisa Ibope feita no Estado, neste mês, mostrou Lula com 65% das intenções de voto. Sem o ex-presidente, o Ibope mostrou Haddad com 6%.

Wellington garante que chegaram ao fim as disputas internas no PT sobre o nome que substituirá Lula caso sua candidatura seja barrada. Condenado em segunda instância por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o ex-presidente deve ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa.

— A outra dúvida não pode ter. Se o Lula não puder ser candidato, o nome é o Haddad, não tem nenhuma dúvida sobre isso. Há consenso — garantiu.

Bolsonaro

O governador reforça, no entanto, que o PT ainda confia no registro do presidente e acredita que agora —com uma recomendação do Comitê de Direitos Humanos da ONU que pediu ao país que garanta os seus direitos políticos— teria aumentado a chance de o registro ser concedido.

— De verdade, o nome primeiro que foi colocado era de Jaques Wagner porque a base maior do partido, a força é muito maior no nordeste. Nove governadores de diferentes partidos colocavam o nome de Jaques. Mas Jaques colocou que ele, por razões regionais, preferia mesmo o mandato de senador — disse o governador do Piauí.

Para ele, o lado bom da escolha de Haddad é que o ex-prefeito já vinha coordenando o programa de governo e fazendo uma série de contatos por conta disso.

— Na política, em uma eleição, gente com muita vontade já não é fácil, imagina sem querer. O Haddad está com muita vontade para fazer esse trabalho de levar a mensagem do presidente Lula. Hoje ele é quem melhor representa isso para a militância — acrescentou.

O governador aposta em um segundo turno entre Haddad e Bolsonaro. Afirma que, inicialmente, esperava que essa disputa se desse com o tucano Alckmin, mas que não vê mais o ex-governador de São Paulo com fôlego para crescer.

Haddad

Haddad, diz, é visto como uma pessoa preparada e, nos últimos anos, avançou na capacidade de lidar com líderes de outros partidos e poderá negociar em um eventual segundo turno.

— Uma coisa boa pode acontecer (em um segundo turno entre Bolsonaro e Haddad) é uma união de diferentes líderes e partidos pensando no Brasil. É uma coisa que estamos precisando muito e não é fácil de fazer, mas poderá acontecer em razão de um provável segundo turno. Eu considero isso provável — disse.

Ainda segundo o executivo, quem for eleito precisa ter uma boa base para governar saindo do resultado das eleições.

— Nesse caso, o segundo turno tem essa vantagem de fazer com que os diferentes possam, olho no olho, sentar e pactuar que Brasil vai sair das urnas — disse, apostando numa vitória de Haddad contra Bolsonaro.

Perdão

O governador disse ser contra a possibilidade de Haddad, caso seja eleito presidente, conceder um perdão ao ex-presidente Lula, medida prevista legalmente e que poderia tirar o petista da prisão. Ele defendeu uma eventual anistia judicial a partir do Congresso.

— Aqui para você saber: eu acho que, por uma iniciativa dele, não é bom para a democracia. Eu te digo de coração. Pode alguém ter uma ideia. Uma coisa é assim, nasceu do Congresso Nacional, tal, tudo bem, e não duvido que possa nascer — afirmou.

Wellington Dias aposta que Lula deixará a cadeia após a eleição, por decisão do próprio Judiciário.

— Estou dizendo assim, é que eu tenho tanta confiança. Acho que o Judiciário brasileiro a gente tem que dar um voto de confiança. É ruim você, como se diz assim, não deixar o próprio Judiciário consertar esse negocio — disse.

‘Zero, zero’

Com 47% das intenções de voto no Piauí de acordo com a última pesquisa Ibope, enquanto o segundo colocado, Dr. Pessoa (SD), tem apenas 13%, Wellington Dias é uma das apostas de vitória consideradas certas no PT. Se reeleito, irá para seu quarto mandato desde 2002 — foi governador entre 2002 e 2010 e depois eleito novamente em 2014.

O governador disse que não sabia de denúncias, veiculadas em redes sociais e na imprensa, de que houve pagamento a influenciadores digitais para elogiarem a gestão dele e de outras lideranças do PT, uma prática proibida na campanha.

— É a coisa mais maluca que já vi na minha vida. Por que eu vou pagar para falar bem do Piauí, vamos ser sinceros? Com a situação que estou lá? Para fora… se fosse ao menos dentro do meu Estado — pontuou.

O piauiense destacou, ainda, que tem “zero” preocupação sobre uma eventual investigação.

— Pode ter investigação do que quiser. Zero. Zero. Zero. Zero — concluiu.



Bolsa demonstra fraqueza e cai, após duas altas seguidas

29 de Agosto de 2018, 8:58, por Feed RSS do(a) News

Investidores estão na expectativa sobre o impacto do início da campanha no rádio e na televisão nas pesquisas de intenção de votos, que seguem mostrando o tucano Geraldo Alckmin, visto no mercado como a mais provável de implementar as reformas necessárias à economia, pouco competitivo.

 

Por Redação – de São Paulo

 

A bolsa paulista mostrava fraqueza nesta terça-feira, após o Ibovespa fechar em alta nos dois pregões anteriores, com o cenário eleitoral nebuloso ainda adicionado volatilidade aos negócios, apesar do cenário externo relativamente favorável. Às 12h24, o Ibovespa caía 0,57%, a 77.487,5 pontos. O volume financeiro somava R$ 2,9 bilhões.

Os investidores fecharam a semana decepcionados com o desempenho da BovespaOs investidores voltaram a recuar 

— As atenções ainda estão concentradas na campanha eleitoral, à medida que se aproxima o início da propaganda gratuita no rádio e TV — afirmou a consultoria de investimentos Lopes Filho, em relatório distribuído a clientes nesta sessão.

Investidores estão na expectativa sobre o impacto do início da campanha no rádio e na televisão nas pesquisas de intenção de votos, que seguem mostrando o tucano Geraldo Alckmin, visto no mercado como a mais provável de implementar as reformas necessárias à economia, pouco competitivo.

Nova York

Relatórios de corretoras destacam na agenda desta terça-feira a participação no Jornal Nacional do candidato do PSL, Jair Bolsonaro, que vem liderando a preferência dos eleitores em cenários sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No exterior, o viés positivo persistia, ainda apoiado na repercussão do acordo entre Estados Unidos e México, que aliviou por ora preocupações sobre disputas comerciais. Em Nova York, o S&P 500 e o Nasdaq renovaram máximas intradias.



Brasil não cumpre determinação da ONU e se torna um pária

29 de Agosto de 2018, 8:58, por Feed RSS do(a) News

O ex-ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, afirma em Brasília, que é preciso acatar a determinação do Comitê de Direitos Humanos da ONU, Organização das Nações Unidas, para que o ex-presidente Lula concorra nestas eleições. Para Amorim, o silêncio do Brasil sobre o tema pode causar danos às relações exteriores do país.

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Rede TV! edita vídeo de debate e beneficia João Dória contra candidato do PT

26 de Agosto de 2018, 12:56, por Feed RSS do(a) News

Restou, no ar, apenas a parte em que tucano eleva o tom e inicia o fragmento que permanece exposto, na versão para o Youtube.

 

Por Redação – de São Paulo

 

O canal Rede TV! editou e publicou no Youtube uma versão na qual apenas o protesto do candidato tucano ao governo de São Paulo, João Dória, responde ao adversário petista, Luiz Marinho, em um momento em que este ofereceu ao ex-prefeito paulistano a oportunidade de se retratar frente às mulheres.

Trecho em que Marinho confronta o candidato tucano foi, toscamente, eliminado da versão finalTrecho em que Marinho confronta o candidato tucano foi, toscamente, eliminado da versão final

Todo o trecho no qual o petista lembra que o concorrente “fez propaganda de mulheres nuas para atrair gringos para o Brasil” foi suprimido da versão atualmente exibida no canal de vídeos. O candidato do PT ao governo de São Paulo enfrentava um embate sobre violência contra a mulher e lembrou que Doria, enquanto presidente da Embratur, no governo Sarney, fez propaganda com mulheres nuas para fomentar o turismo no país.

Restou, no ar, apenas a parte em que tucano eleva o tom e inicia o fragmento que permanece exposto, na versão para o Youtube. Nele, Dória acusa o partido de “roubar a Petrobras” quando, na realidade, há uma série de outras legendas envolvidas no rombo bilionário à estatal do petróleo brasileiro; entre elas o próprio PSDB.

Embratur

Foi suprimido, ainda, do vídeo em exposição, a pergunta de Marinho ao candidato Doria. Ele questionou o tucano sobre o que ele faria com relação à violência contra a mulher no Estado. O postulante respondeu que o PSDB criou as delegacias da mulher em São Paulo e que seu partido sempre encampou essa pauta. Esta resposta também não foi anexada à reprodução do debate.

Editar um programa eleitoral, a exemplo do debate entre candidatos, trata-se de um “atentado às normas jurídicas e à ética jornalística”, comentou o jornalista Fábio Lau, editor da página de notícias Conexão Jornalismo.

— Enquanto Dória, que sequer candidato pode ser devido à condenação a que o torna inelegível por quatro anos, comparece a um debate e é beneficiado com a edição do vídeo distribuído nas redes sociais; o ex-prefeito Fernando Haddad, legitimamente registrado na chapa do PT, é sumariamente eliminado dos debates nos canais públicos de TV. O pior de tudo isso, no entanto, é que não nos surpreende — afirmou.

Rede TV!

Embora não conste na versão final que permanecia nas redes sociais, o petista lembrou que o próprio Doria dissera que as delegacias da mulher não funcionam:

— Vou te dar uma oportunidade. Você foi presidente da Embratur no governo Sarney e fez propaganda de mulheres nuas para atrair gringos para o Brasil. Isso contribui para a violência contra as mulheres. Te dou agora uma oportunidade de pedir perdão para as mulheres — disse Marinho, embora não apareça na versão publicada no canal da Rede TV!

O trecho autorizado pela Rede TV! deixa apenas o desabafo do tucano:

— O teu passado te condena, o meu não! Só da Petrobras, o seu partido roubou US$ 50 bilhões. O que vocês sabem fazer é destruir, roubar e mentir — rebateu, fugindo da resposta quanto aos comerciais com mulheres nuas, patrocinados com dinheiro público, durante a gestão dele na Embratur.

Sem resposta

A palavra final, no entanto, coube a Marinho, que ganhou direito de resposta por conta das acusações de Doria sobre o PT ter “roubado o Brasil”.

— Esse papo de agredir o PT não vai funcionar nessas eleições. Funcionou em 2016, mas as pessoas processaram as informações. Essa é a razão de Lula liderar todas as pesquisas de opinião. E se tem alguém aqui condenado é você, João Dória, que teve seus direitos políticos cassados — afirmou.

Procurado pela reportagem do Correio do Brasil, em mensagem à assessoria de imprensa da empresa, o Rede TV! não respondeu ao único questionamento:

“Gostaríamos de conhecer o motivo para que tenha sido efetuado o corte na versão para o Youtube do vídeo que traz a reprodução do debate entre os candidatos ao governo de São Paulo, ocorrido na noite passada”.

Assista ao vídeo.
O corte encontra-se em 1’40″40



Irã retoma negociações com a Rússia para construção de usina nuclear

26 de Agosto de 2018, 12:56, por Feed RSS do(a) News

O Irã já opera um reator nuclear de construção russa em Bushehr, seu primeiro. A Rússia assinou um acordo com o Irã em 2014 para construir mais oito reatores no país.

 

Por Redação, com Sputniknews – de Moscou

 

O Irã retomou negociações com a Rússia para construir uma nova usina nuclear capaz de gerar até 3 mil megawatts de eletricidade, informou o ministro da Energia, Reza Ardakanian, neste sábado, de acordo com a agência de notícias Tasnim.

O aiatolá Ali Kamanei é o líder espiritual do IrãO aiatolá Ali Kamanei é o líder espiritual do Irã

A República Islâmica atualmente é capaz de produzir mil megawatts de energia elétrica nuclear, reportou a agência. O Irã, embora tenha um governo civil, é controlado pela autoridade do aiatolá Ali Khamenei.

Novas sanções

O Irã já opera um reator nuclear de construção russa em Bushehr, seu primeiro. A Rússia assinou um acordo com o Irã em 2014 para construir mais oito reatores no país.

Os Estados Unidos podem sair de um acordo entre Teerã e outras potências mundiais que limita as ambições nucleares do Irã, e Washington impôs novas sanções sobre Teerã em Agosto.



Militantes encerram greve de fome mas Lula segue preso e censurado pela Justiça

26 de Agosto de 2018, 12:56, por Feed RSS do(a) News

Na noite passada, o ministro Banhos negou o pedido da defesa de Lula para que emissoras de TV cumpram o seu papel social de informar e cubram os atos de campanha do PT.

 

Por Redação – de Brasília

 

Apesar de o candidato do PT à Presidência da República, ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, permaneça preso em Curitiba e proibido, mais uma vez, de conceder entrevistas e comparecer aos compromissos de campanha, por ordem do ministro Sérgio Banhos, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os manifestantes que iniciaram há 26 dias uma greve de fome pela liberdade do líder petista, encerraram neste sábado o protesto.

Os manifestantes passaram 26 dias sem comer, em greve de fome, na frente ao STFOs manifestantes passaram 26 dias sem comer, em greve de fome, na frente ao STF

Na noite passada, o ministro Banhos negou o pedido da defesa de Lula para que emissoras de TV cumpram o seu papel social de informar e cubram os atos de campanha do PT.

“No caso em exame, ao menos em juízo de cognição sumária, não se extraem dos autos elementos suficientes para configuração da transgressão ao dever de conceder tratamento isonômico aos candidatos a cargo de presidente da República, ante a ausência de quaisquer provas sobre o alegado”, afirmou o ministro.

Fim da greve

Ainda assim, sem atingir qualquer de seus objetivos, os manifestantes optaram por poupar as próprias vidas. E o fizeram após receber uma carta de Lula, de próprio punho, liberando-os do compromisso de morrer em nome de uma causa.

Ao longo do período em que se postaram em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), o grupo foi recebido por dois ministros do STF, Ricardo Lewandowski e Rosa Weber. Os sete militantes de movimentos sociais que se manifestavam pela liberdade de Lula anunciaram nesta manhã o fim do protesto.

Após 26 dias sem ingerir qualquer alimento, os sinais da abstinência já se faziam evidentes em alguns deles. Uma das grevistas precisou ser hospitalizada. Eles também foram recebidos nos gabinetes dos ministros Luís Roberto Barroso e de Gilmar Mendes.

Os grevistas, que na sexta-feira receberam uma carta de agradecimento de Lula, acreditam que seus objetivos foram cumpridos: denunciar o golpe de Estado, em curso, e a prisão do ex-presidente, que dizem ter ocorrido sem provas.

Leia, adiante, o manifesto em que anunciam o fim da greve:

“Manifesto da greve de fome por justiça no STF à militância popular e ao povo brasileiro

No dia 31 de julho, iniciamos a Greve de Fome por Justiça no STF –Supremo Tribunal Federal, com um manifesto à sociedade que foi protocolado no próprio STF, num ato político que resultou em repressão absurda e descabida aos militantes grevistas. Mas não conseguiram calar as nossas vozes: resistimos e ainda mais fortes e indignados, deflagramos o processo da greve de fome.

Nosso objetivo com a greve é contribuir na luta pelo enfrentamento ao golpe que sob o contexto de crise profunda do capital, amplia os processos de exploração do trabalho e dos nossos bens naturais, causando aumento da desigualdade, da fome, da miséria, do desemprego e da violência social.

A greve de fome luta por soberania popular, pelo controle de nossos bens estratégicos do petróleo e da energia, pelo direito do povo de participar do poder e decidir os rumos do país. Por isso lutamos pela libertação do presidente Lula, que está encarcerado desde o dia 7 de abril, sem crime e sem prova. Portanto Lula é inocente e sua prisão tem caráter político.

Greve de fome

Denunciamos com a greve de fome a ditadura do judiciário, principalmente do STF que de forma arbitrária tomou o lugar do povo, rasgando a Constituição brasileira e fragilizando ainda mais a democracia, construída na dura disputa da luta de classes.

Sabemos que a greve de fome é um ato extremo, mas o praticamos de forma consciente, inspirados na revolucionária resistência ativa, historicamente forjada pelos povos que não baixaram a cabeça diante das elites dominantes.

E após 26 dias de greve de fome, decidimos por sua suspensão, por entender que ela cumpriu com seu sentido provocador dos objetivos que propusemos desde o início desta ação politica.

Mídia burguesa

Nos sentimos vitoriosos, pois assim se sentem os povos que lutam e tivemos acúmulos importantes para o conjunto da luta popular.

Conhecemos melhor quem são os chamados operadores do direito, ministros e asseclas do poder judiciário. Vimos como se movem por um teatro fantasioso, guiados pela mídia burguesa, com pouca sensibilidade pelo povo, e nenhum respeito pela constituição. Como opera o governo dos golpistas, seus interesses explícitos de estar a serviço do capital estrangeiro, das empresas transnacionais, dos bancos e do seu próprio bolso.

Conhecemos melhor como funciona a mídia burguesa, mentirosa, que se pauta apenas pelos interesses de seus patrões e da manutenção do poder aos privilegiados. Como age o poder legislativo, peça fundamental do golpe e seu total distanciamento dos problemas reais do povo.

Projeto popular

Nestes 26 dias de greve, ocupamos o STF com nossos atos políticos e inter-religiosos, através de audiências com diversos ministros, pautando a necessidade de votar as ADCs – Ações Declaratórias de Constitucionalidade, assegurando a presunção de inocência.

Denunciamos o não cumprimento da Resolução da Comissão de Direitos Humanos da ONU pelo Brasil, que determina o direito de Lula ser candidato nas eleições de 2018.

Seguimos firmes na luta e dispostos a contribuir com as tarefas históricas e os desafios que estão colocados para os movimentos e organizações do campo popular. Lutaremos de forma incansável pelo respeito à justiça, garantindo Lula Livre e pelo seu direito de disputar as eleições. Pela construção soberana de um Projeto Popular para o Brasil.

Nossas principais tarefas políticas são trabalho de base, formação política e retomada das lutas da massa. Precisamos ouvir o povo, estar inserido na sua luta cotidiana de resistência e provocar processos de lutas contundentes. As formas de trabalho de base são variadas, e devem envolver as visitas nas casas, as reuniões de pequenos grupos, assembleias populares, a construção dos Congressos do Povo e da Frente Brasil Popular.

Luta do povo

Devemos travar a batalha das ideias na disputa da comunicação popular, enfrentando o poder ideológico da grande mídia.

Teremos ainda muitas batalhas coletivas pela frente, mas temos a certeza que “se calarmos, as pedras gritarão!” Nosso desafio é que a luta atual, se transforme em força social capaz de virar o mundo e destruir privilégios. Não pagaremos a conta do fracasso desse modelo de sociedade. Por isso a luta vale a pena e a vida vale a luta! Essa luta é nossa! Essa luta é do povo!!

Brasília, 25 de agosto de 2018.

Jaime Amorim, Zonalia Santos, Rafaela Alves, Frei Sergio Gorgen, Luiz Gonzaga Silva – Gegê, Vilmar Pacífico e Leonardo Nunes Soares.



Questões da economia dos países dependentes segundo a Teoria da Dependência,

26 de Agosto de 2018, 12:56, por Feed RSS do(a) News

QUESTÕES ATUAIS DOS PAÍSES DEPENDENTES (Teoria da Dependência segundo o livro do prof. Mathias S. Luce.)

 

Vários autores na América Latina e em outros países do Terceiro Mundo, já analisaram as especificidades das economias subdesenvolvidas ou dependentes ou periféricas ou simplesmente economias em desenvolvimento como as economias da América Latina, África, Médio Oriente e Ásia. Existem várias teorias e muitos pontos comuns entre elas. Os economistas da CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina, órgão da ONU sediado em Santiago do Chile, foram uma das correntes que mais desenvolveram estudos específicos. Entre eles podemos citar Celso Furtado, considerado o maior economista brasileiro, autor de vários livros considerados referência teórica e histórica. Sua primeira grande obra Formação Econômica do Brasil, foi um dos primeiros estudos mais aprofundados sobre histórica econômica do Brasil, publicado em 1959. Vários outros autores contribuíram também de forma decisiva para uma melhor compreensão de nossa realidade, entre eles Rui Mauro Marini e Vânia Bambirra. Marini é autor do clássico Dialética da Dependência de 1973, em que introduz uma análise marxista mais profunda sobre estas economias, aproveitando partes de estudos anteriores de outros autores, Ele, Bambirra e Theotônio dos Santos desenvolvem uma análise econômica mais integrada, aproveitando conceitos de Marx e Lenin e aprofundando os estudos das relações entre estas economias periféricas e as economias centrais, afirmando que o desenvolvimento destas economias estavam intrinsecamente inseridas dentro das relações entre fôrças produtivas e relações sociais de produção do sistema como um todo….Ou seja, um estudo do todo do sistema capitalistas e suas relações internas e externas. O livro do prof. Mathias Seibel Luce, Teoria Marxista da Dependência – problemas e categorias – uma visão histórica (editora Expressão Popular, São Paulo, 2018), aproveita todas estas análises, focando mais em Marini e desta forma atualiza as questões teóricas relacionadas à Teoria da Dependência.

 

Os autores aproveitam bastante das tabelas da Cepal para analisar a deterioração dos termos do intercâmbio que os analistas da TMD concebem como transferência de valor como intercâmbio desigual. Duas formas de transferência de valores são fundamentais para manter a dependência dos países periféricos: a deterioração dos termos do intercâmbio e a remessa de lucros, juros, royalties e dividendos. Aqui vai uma crítica contundente aos cepalinos: eles pregavam que a industrialização dos países dependentes seria uma solução por excelência para superar o subdesenvolvimento e a dependência. Para os autores da TMD existem quatro formas para a transferência de valor como intercâmbio desigual: 1) deterioração dos termos do intercâmbio; 2) o serviço da dívida (remessa de juros) como dependência financeira; 3) remessas de lucros, royalties e dividendos (como dependência tecnológica) por não controlarem as tecnologias e meios de produção necessários para uma série de mercadorias produzidas; 4) apropriação da renda diferencial e de renda absoluta de monopólio sobre os recursos naturais…. As transferências de valor provocam a reprodução ampliada da dependência, que mudam de forma e de grau historicamente, mantendo a dependência como elemento estrutural destas sociedades…

 

Por que a industrialização não promove o desenvolvimento dos países periféricos? Segundo a TMD, define-se como industrialização orgânica aquela que irradia os avanços de produtividade para o conjunto dos ramos e setores da produção e que desenvolve e complexifica a atividade industrial seja no setor I, seja no setor II (bens de capital)….Nossa industrialização não é orgânica ….nos países dependentes o setor I depende da importação de bens do setor II dos países avançados, por meio do mercado mundial, portanto depende também tecnologicamente destes setores, transferindo valores para isso. Os bens de consumo produzido pelos países dependentes são muitas vezes de consumo suntuário ( bens mistos como os automóveis) – bens de luxo. O traço característico da economia dependente é sua tendência a divorciar a produção das necessidades de consumo das amplas massas. A expansão da produção suntuária foi realizada à custa de um forte desequilíbrio intersetorial. No âmbito interno das sociedades latino-americanas foram se criando massas cada vez mais numerosas que se encontram excluídas do gozo dos frutos desse tipo de desenvolvimento. Em 1972, segundo a ONU 43% da população percebiam rendimentos inferiores a 180 dólares; e 27% da população total recebiam rendimentos inferiores a 90 dólares ao ano vivendo em situação de “indigência”. OU SEJA APENAS 30% DOS LATINO-AMERICANOS PARTICIPAVAM DOS FRUTOS DO PADRÃO DE DESENVOLVIMENTO QUE NOS FOI IMPOSTO. (Rui Mauro Marini).

 

Enfim, a distribuição intersetorial do valor pendeu para o lado que não possui a capacidade de irradiar efeitos para o restante da economia , ocorrendo a fixação da mais-valia extraordinária no subsetor produtor de bens suntuários e não sua conversão em mais-valia relativa, em que seu movimento seguiria o curso normal da tendência ao nivelamento da taxa de lucro.

É assim que uma contradição inerente à produção capitalista assume formas específicas nas economias dependentes. Segundo o prof. Mathias, uma outra característica das economias dependentes é a superexploração do trabalho. Ele analisa que mesmo com aumento de produtividade, o capital nestas economias ainda dispõe de outras formas para aumentar a exploração do trabalho, como p.ex.: 1) pagamento da força de trabalho abaixo de seu valor; 2) o prolongamento da jornada de trabalho além dos limites normais; e 3) o aumento da intensidade além dos limites normais. Um exemplo do primeiro é que em junho de 2017, o salário mínimo (SMN) era de R$937,00 (o oficial); enquanto que o salário mínimo ideal calculado pelo DIEESE estava em torno de R$3.727,00; ou seja quatro vezes o salário mínimo oficial. No segundo, geralmente a jornada de trabalho nos países dependentes é sempre maior do que a dos países avançados, além dos trabalhadores se submeterem a jornadas maiores que a jornada legal. Exemplo do terceiro é p.ex. na indústria automobilística mesmo quando houve aumento de produtividade (37 carros produzidos por hora em 1997 para 74 veículos por hora em 2005) como saber o quanto desse aumento se deve a maior composição técnica ou a maior intensidade? Em um desses anos 6 mil operários da GM foram afastados temporariamente por doenças laborais, representando 30% da fôrça de trabalho da empresa – é uma prova irrefutável da superexploração mediante aumento da intensidade. Isso sem falar que o aumento da intensidade aumenta também o número de acidentes de trabalho que no Brasil é muito alto. Entre 2002 e 2008 esse número dobrou, passando de 393.000 para 747.663 segundo dados do INSS.

 

Entre os fundadores da TMD, foi Vânia Bambirra quem mais se dedicou ao estudo das formações sociais, elaborando uma tipologia das fases de desenvolvimento das economias dependentes. Num primeiro momento ela tipificou duas configurações históricas comuns a América Latina. A primeira formações dependentes-exportadoras, que marcaram a economia da região desde as rupturas das ex-metrópoles e a formação do mercado mundial, que vai de meados do séc. XIX até o início do processo de industrialização (finais do séc. XIX), quando estes países dependiam basicamente de exportação de produtos primários (minerais e agrícolas) para satisfazer demandas em crescimento dos países avançados. Depois como formações dependentes-industriais, naqueles países que passaram por um processo de industrialização, nos marcos da condição de dependência. Na fase industrial, ela estabeleceu três tipos: tipo A, países que iniciaram a industrialização a partir das últimas décadas do séc. XIX e desdobraram-no a partir da crise de 1929: Brasil, México, Argentina, Chile, Colômbia e Uruguai.; tipo B, países que iniciaram seu processo de industrialização a partir da Segunda Guerra Mundial, controlado pelo capital estrangeiro monopolista; e tipo C, países que não atravessaram um processo de industrialização propriamente dito, embora possam abrigar indústrias. Para Bambirra apenas os países tipo A houve um conjunto de transformações que levou ao surgimento de uma burguesia vinculada ao mercado interno. Esta tipologia da industrialização dependente é complementada pela abordagem do padrão de reprodução do capital, esboçado por Marini e Jaime Osório. De acordo com Jaime Osório existiram e existem quatro padrões: 1) padrão agromineiro-exportador; 2) padrão industrial internalizado; 3) padrão industrial na fase de integração ao capital estrangeiro; e 4) novo padrão exportador de especialização produtiva.

 

O Padrão industrial Internalizado vigorou entre 1930 e meados de 1950 nas economias tipo A. No Brasil já a partir de 1931. Com a diminuição dos laços de dependência entre as crises de 1929 e a 2ª G.M começa a produção de produtos industriais indisponíveis no mercado mundial, com a produção industrial voltada para o mercado interno, e consequente afirmação hegemônica de uma burguesia industrial e atuação estatal a seu favor. O Estado atua criando a Petrobrás, a siderúrgica CSN, a CHESF enfim, bens intermediários necessários ao processo industrial e já no ano de 1957 a indústria supera a agropecuária no PIB. Esse modelo se esgota e a partir de meados dos anos 1950, fazendo emergir uma nova cisão que se materializa sob o padrão industrial diversificado na fase de integração ao capital estrangeiro . Tendo necessidade de passar a nova fase de industrialização para produzir máquinas e equipamentos, setor II, o Estado e o capital industrial se associa ao capital estrangeiro que assim acelera a monopolização e controle da indústria manufatureira pelo capital externo nos ramos mais dinâmicos. Esse desenvolvimento associado e integrado ao imperialismo promove redistribuição regressiva da renda; incremento da superexploração em suas diversas formas; incremento das transferências de valor nas formas das remessas de lucros, royalties e dividendos e do serviço da dívida, a qual no início dos anos 1980 assumiria dimensões explosivas, marcando o fim deste padrão de reprodução com o acontecimento chave que foi a crise da dívida.

Entre os anos 1980 e 1990 teve origem a um novo padrão exportador de especialização produtiva que vigora até hoje. Esse novo padrão marcou o fim do padrão industrial em suas diversas etapas (internalizada e autônoma; diversificada) que prevaleceu na AL entre as décadas de 1940 e meados da de 1970 nas principais economias. O novo padrão exportador implicou uma destruição importante de indústrias ou seu reposicionamento no sistema geral global do capitalismo e caracteriza-se pela desindustrialização. A desindustrialização e a permanência de algumas indústrias relevantes estão subordinadas a um novo projeto exportador no qual os eixos exportadores constituem segmentos de grandes cadeias produtivas globais sob o controle de grandes empresas transnacionais. Os principais mercados deste novo padrão de reprodução encontram-se no exterior. A especialização produtiva tende a apoiar em alguns eixos de exportação: agrícolas, minerais, industriais (com produção e também atividades de montagem ou maquila) e de serviços. Exemplos: produção de petróleo e derivados, soja, minério de ferro, cobre, montagem de automóveis com graus diversos de complexidade, maquila eletrônica, call center, etc. O novo padrão reedita novos enclaves na medida que concentra o dinamismo da produção em poucas atividades, sem estabelecer relações orgânicas com o restante da estrutura produtiva, sendo o salários e impostos o porte fundamental à dinâmica da economia local. No novo padrão, estes novos eixos de exportação não obedecem a projetos nacionais de desenvolvimento, sendo o capital mundial o que define que nichos privilegiar e impulsionar nas economias específicas. Neste novo contexto a industrialização com produção local e necessidades nacionais não existe para as grandes corporações multinacionais.

 

DESINDUSTRIALIZAÇÃO E GLOBALIZAÇÃO. CHINA – A FÁBRICA DO MUNDO. A acirrada competição entre fabricantes de automóveis, levou várias destas empresas a instalarem suas fábricas na China, para usufruir de vantagens relativas no mercado mundial (baixos salários e baixos preços do capital constante), elevando assim suas taxas de lucro. Companhias como a General Motors fecharam suas fábricas em Detroit e a transferiram para a China. Se em 2007 o lucro obtido pelas 17 maiores empresas de automóveis provinham em 30% da China, Brasil, Rússia e Índia, em contraste com 22,5% oriundos da América do Norte, 36,5% da Europa e 12% do Japão e Coréia do Sul; em 2012, o primeiro grupo de países passariam a representar 57% do total ( sendo China mais da metade da cifra do grupo), América do Norte responderia por 42,5%, a Europa teve crescimento negativo de -1% e Japão e Coréia do Sul apenas 1%. Capitais migram e se redistribuem a nível mundial para ultrapassar suas margens de lucro.

 

No final do livro o professor expõe um resumo teórico do pensamento dos autores que analisou sob a perspectiva marxista (incluindo sua própria contribuição teórica) e conclui, entre outros pontos, por exemplo sobre a BURGUESIA LATINO AMERICANA. A burguesia latino-americana por seu caráter dependente, associado e integrado ao imperialismo, baixa a cabeça para os de cima e pisa redobrado nos de baixo. Seu poder repousa em uma exploração redobrada, uma superexploração da fôrça de trabalho como mecanismo de compensação, produzindo um divórcio entre a estrutura produtiva e as necessidades das massas.. Ela não põe em risco seu privilégio de classe e as estruturas de dominação.

 

SOBRE O SOCIALISMO…. As tarefas democráticas da revolução não se confundem com as tarefas democrático-burguesas…..o caráter da revolução latino-americana – incluindo o Brasil – deverá ser anti-imperialista e socialista, realizada pela classe trabalhadora urbana e rural, tendo setores da pequena burguesia como seus aliados, e dando voz e poder a toda a diversidade de nossos povos, como as lutas de libertação das mulheres contra o patriarcado, dos negros contra o racismo e dos povos indígenas contra o genocídio cultural. ….também defende a luta pelo meio ambiente e a preservação das condições ecológicas e de saúde geral da população…..para se libertar do imperialismo tem que haver uma política soberana de ciência e tecnologia…. A auto determinação dos povos e a soberania nacional são objetivos da luta anti-imperialista….. o socialismo será nossa segunda independência como emancipação política e emancipação humana…. A superação da dependência é uma meta que se imbrica profundamente com o enfrentamento do próprio capitalismo e suas formas de poder….. por um Brasil e uma América Latina livres do capitalismo e de toda relação de alienação…..são os desafios do século XXI.

 

Daniel Miranda Soares é economista, ex-professor universitário e mestre pela UFV.



A soberba da república de Curitiba

26 de Agosto de 2018, 12:56, por Feed RSS do(a) News

O representante mor da república de Curitiba - Sérgio Moro juiz de primeiro piso em Fórum realizado em Salvador financiado por empresários (mesmo vaiado), exigiu que os candidatos a presidente se posicionem sobre prisão em segunda instância.

É muita soberba do juiz da Globo que se julga um ser superior como afirmou o desembargador Fravreto. Nenhum candidato a Presidente é obrigado a se sentir pressionado pelo fuhrer de Curitiba. Prisão em segunda instância da forma como o TRF-4 proferiu contra o ex-presidente LULA não merece nenhuma consideração aos apelos demagogos e autoritario do juiz de primeiro piso que vive seu ciclo completo de declínio com muito pouca serventia para as elites burguesas.