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3 de Abril de 2011, 21:00 , por Desconhecido - | 2 people following this article.
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Judiciário brasileiro gasta 104 milhões em abril e é o mais oneroso do mundo

24 de Agosto de 2018, 13:28, por Feed RSS do(a) News

O Judiciário brasileiro é, proporcionalmente, o mais oneroso do mundo: custa 1,3% do PIB do país, contra 0,4% da média mundial.

O STF. Foto: Divulgação

Só em abril de 2018, o Poder Judiciário brasileiro gastou R$ 104,6 milhões em pagamentos de auxílios a juízes, desembargadores e ministros, segundo levantamento foi feito pelo Portal UOL. O Judiciário brasileiro é, proporcionalmente, o mais oneroso do mundo: custa 1,3% do PIB do país, contra 0,4% da média mundial.

Além desse montante, previsto como ‘auxílio’, a reportagem do Portal UOL ressalta que magistrados e membros do MP querem um reajuste de 16% em seus vencimentos a partir de 2019 – o aumento faz parte da discussão do orçamento no Congresso.



Guerra comercial entre EUA e China se agrava com novo pacote tarifário

24 de Agosto de 2018, 13:28, por Feed RSS do(a) News

As tarifas entraram em vigor em meio a dois dias de negociações em Washington entre autoridades de ambos os lados, as primeiras discussões formais desde que o Secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, reuniu-se com o assessor econômico chinês, Liu He, em junho em Pequim.

 

Por Redação, com Reuters – de Pequim e Washington

 

Os Estados Unidos e a China intensificaram sua guerra comercial nesta quinta-feira com a adoção de tarifas de 25% sobre US$ 16 bilhões em mercadorias um do outro. O fato ocorre apesar de as autoridades de ambos os lados terem retomado negociações, em Washington.

EUA e China vão promover uma rodada de negociações no âmbito da guerra comercial, em cursoEUA e China vão promover uma rodada de negociações no âmbito da guerra comercial, em curso

As duas maiores economias do mundo adotaram agora tarifas sobre um total combinado de US$ 100 bilhões em produtos desde o início de julho, com mais por vir, ampliando os riscos ao crescimento econômico global.

O Ministério do Comércio da China disse que Washington “permanece obstinado” em implementar as mais recentes tarifas, que entraram em vigor por ambos os lados como previstos à 01h01 (horário de Brasília).

Retaliação

“A China se opõe firmemente a isso, e continuará a adotar contramedidas necessárias”, disse o ministério em comunicado, acrescentando que Pequim entrará com uma reclamação junto à Organização Mundial do Comércio (OMC).

O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou colocar tarifas sobre quase todos os mais de 500 bilhões de dólares em bens chineses exportados aos EUA anualmente a menos que Pequim concorde com mudanças a suas práticas de propriedade intelectual, programas de subsídio à indústria e estruturas tarifárias, e compre mais produtos norte-americanos.

Esse número representaria bem mais do que a China importa dos EUA, levantando preocupações de que Pequim poderia avaliar outras formas de retaliação.

Expectativas

As tarifas entraram em vigor em meio a dois dias de negociações em Washington entre autoridades de ambos os lados, as primeiras discussões formais desde que o Secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, reuniu-se com o assessor econômico chinês, Liu He, em junho em Pequim.

Grupos empresariais demonstraram expectativas de que a reunião marcaria o início de negociações sérias sobre o comércio chinês e mudanças na política econômica exigidas por Trump.

Entretanto, na segunda-feira Trump disse à Reuters em entrevista que ele não “esperava muito” das negociações.



Glifosato: volume de ações contra Monsanto se multiplica nos EUA

24 de Agosto de 2018, 13:28, por Feed RSS do(a) News

A Bayer havia informado anteriormente sobre 5,2 mil casos semelhantes contra a Monsanto, que foi adquirida pela companhia alemã por US$ 63 bilhões, em aquisição finalizada em junho.

 

Por Redação, com Reuters – de Nova York, NY-EUA

 

A Bayer informou que o número de ações judiciais nos Estados Unidos contra a recém-adquirida Monsanto subiu para cerca de 8 mil, depois que a Monsanto foi condenada a pagar indenização relacionada ao uso de um herbicida que contém glifosato.

O glifosato é o produto mais popular da Monsanto, recém-comprada pela BayerO glifosato é o produto mais popular da Monsanto, recém-comprada pela Bayer

A Bayer havia informado anteriormente sobre 5,2 mil casos semelhantes contra a Monsanto, que foi adquirida pela companhia alemã por US$ 63 bilhões, em aquisição finalizada em junho.

— O número de casos tanto estaduais quanto federais era de aproximadamente 8 mil no final de julho. Esses números podem aumentar ou diminuir com o tempo, mas nossa opinião é que isso não é indicativo dos méritos dos casos — disse o presidente-executivo da Bayer, Werner Baumann, em teleconferência com analistas nesta quinta-feira.

As ações da Bayer recuaram mais de 10% desde que a Monsanto foi condenada, em 10 de agosto, a pagar US$ 289 milhões em indenização, na primeira de possivelmente milhares de ações judiciais norte-americanas contra os herbicidas de glifosato, como o Roundup e o Ranger Pro.

Custas judiciais

Baumann reiterou que o veredito do júri era inconsistente com as conclusões científicas dos reguladores e acrescentou que a demanda por produtos à base de glifosato permanece forte.
Quando perguntado se a Bayer consideraria resolver casos fora do tribunal, ele disse:

— Nós defenderemos vigorosamente este caso e todas as ações futuras.

Os resultados do segundo trimestre, previstos para serem apresentados em 5 de setembro, devem incluir custos com defesas judiciais, mas nenhum montante será separado para possíveis danos futuros, disse o vice-presidente financeiro, Wolfgang Nickl.



Brasil reconhece comitê da ONU e juristas pressionam em favor de Lula

24 de Agosto de 2018, 13:27, por Feed RSS do(a) News

Juristas encaminharam, no início desta tarde, uma carta ao Supremo Tribunal Federal (STF) com um alerta: a decisão do Brasil de ignorar o Comitê de Direitos Humanos da ONU apenas reforça a certeza de que o ex-presidente Lula tem seus direitos violados.

 

Por Redação – de São Paulo

 

O Brasil afirmou, em manifestações no Comitê de Direitos Humanos da Onu que reconhece a competência do órgão para decidir pedidos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O levantamento foi apresentado, nesta quinta-feira, pela banca de advogados Teixeira & Martins, do líder petista, que também recebeu o apoio de um importante grupo de juristas internacionais ao seu direito de concorrer a um terceiro mandato presidencial.

Advogados do ex-presidente Lula, Cristiano Zanin Martins e Valeska Teixeira Martins, falam com a imprensa durante entrevista coletivaAdvogados do ex-presidente Lula, Cristiano Zanin Martins e Valeska Teixeira Martins, falam com a imprensa durante entrevista coletiva

Estes juristas encaminharam, no início desta tarde, uma carta ao Supremo Tribunal Federal (STF), ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ao Itamaraty e ao Ministério da Justiça com um alerta: a decisão do Brasil de ignorar o Comitê de Direitos Humanos da ONU apenas reforça a certeza de que o ex-presidente Lula tem seus direitos violados e de que a eleição presidencial sem a sua participação é uma gigantesca fraude.

Prisão ilegal

Entre outros signatários constam os professores William Bourdon, Luigi Ferrajoli, Juan Garces e Balatasar Garsón, de significativas universidades internacionais. No documento afirmam que o Brasil está obrigado a cumprir integralmente a decisão do Comitê de Direitos Humanos da ONU.

Ao coro dos grandes juristas, soma-se o ex-presidente da Colômbia Ernesto Samper (1994-1998), que também foi secretário-geral da União de Nações Sul-americanas (Unasul, entre 2014 e 2017). Ele afirmou a jornalistas, na noite passada, que no processo que resultou na prisão política do ex-presidente Lula foram violados todos os princípios fundamentais do Direito.

— Não há um único dos princípios universais do devido processo legal que não tenha sido violado no caso do ex-presidente Lula. A presunção da inocência, a controvérsia das provas, o direito à intimidade, e também o direito de apelar às instâncias superiores, dentre outros, todos foram violados — afirmou Samper, que também é advogado.

Preso político

Ele destacou que Lula “não está sozinho”, pois conta com o apoio de figuras destacadas da política latino-americana, e que a percepção sobre o processo contra ele vem mudando “drasticamente” em todo o continente, apesar dos esforços dos grupos tradicionais de mídia que, como no Brasil, “condenaram” o ex-presidente ainda antes que do seu julgamento. Samper visitou o ex-presidente Lula em Curitiba, nesta quinta-feira.

Em seu país, ele divulgou um documento intitulado Nove Violações ao Devido Processo contra Lula (em espanhol), em que ele detalha as ilegalidades apontadas e que demonstram que o ex-presidente brasileiro é um preso político e, portanto, pede a sua “imediata libertação”.

— Não há nenhuma prova que o condene. Não apareceu a prova cabal que estavam buscando os seus inimigos. Creio que o que eles estão buscando não é uma sentença justa, mas uma vitória política — concluiu o ex-presidente colombiano.



Dólar supera R$ 4. Disney dançou, coxinha!

23 de Agosto de 2018, 8:11, por Feed RSS do(a) News

Por Altamiro Borges

Nas marchas golpistas pelo impeachment uma foto viralizou nas redes sociais. Um típico “coxinha”, vestindo a camiseta amarela da “ética” CBF, carregava um menino que exibia o cartaz: “Quero ir para Disney. Fora Dilma”. A criança está perdoada pela ingenuidade. Já o pretenso pai ou era um otário, manipulado pela mídia, ou era um rentista metido a esperto. Passados dois anos do golpe, neste fatídico final de agosto, o dólar fechou nesta terça-feira (21) acima dos quatro reais – a maior cotação do período recente. Ou seja, a viagem à Disney, Miami ou Paris dançou. A promessa de que o Brasil viraria um paraíso com a deposição autoritária da presidenta eleita – alardeada pela imprensa venal – só serviu para enganar os babacas – ou os "patetas" da Disney.

A economia brasileira ruma para o desfiladeiro, com milhões de desempregados e milhões de placas de vende-se ou aluga-se. O país está falido. Alçada ao poder pela cloaca empresarial e pelos “midiotas”, a quadrilha de Michel Temer está destruindo o Brasil. Diante da evidente tragédia, a mídia golpista ainda tenta disfarçar o seu crime. Até o mês passado, ela afirmava que a economia estagnou por culpa da greve dos caminhoneiros – isentando de culpa a política criminosa de aumento dos preços do combustível da direção entreguista da Petrobras ao sabor do mercado internacional. Agora, os “calunistas” da mídia juram que a alta do dólar decorre da proximidade das eleições e do temor que as forças de esquerda voltem ao governo pelas urnas.

Segundo a moribunda Folha, “o dólar fechou acima de R$ 4 nesta terça-feira (21) pela primeira vez desde fevereiro de 2016, conforme o mercado reagiu as pesquisas eleitorais que indicam Geraldo Alckmin (PSDB) com dificuldades para deslanchar e um possível substituto de Lula (PT) com chances de chegar ao segundo turno. A moeda americana subiu 2,04% e terminou cotada a R$ 4,039 – o maior patamar desde 8 de janeiro de 2016 (quando foi a R$ 4,04). O Ibovespa, índice que reúne as ações mais negociadas no Brasil, recuou 1,50%, para 75.180,38 pontos, na mínima em seis semanas”.

Ainda de acordo com o jornal, “os investidores reagiam desde cedo aos resultados da pesquisa Ibope, divulgada na noite desta segunda-feira. Num cenário sem o ex-presidente Lula, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) lidera as intenções de voto à Presidência, com 20%. Ele é seguido por Marina Silva, com 12%, e Ciro Gomes, com 9%. Alckmin, o candidato preferido pelo mercado, teria 7%, tecnicamente empatado com o provável substituto de Lula, o ex-prefeito Fernando Haddad, com 4%. O mau humor dos investidores foi acentuado por uma ação para evitar perdas maiores, dizem profissionais do mercado”.

Aonde será que o pai e o filho, que ganharam fama na marcha dos coxinhas na Avenida Paulista, enfiaram aquele cartaz?



Brasil tem que cumprir tratados internacionais, diz OEA

23 de Agosto de 2018, 8:11, por Feed RSS do(a) News

O Brasil deve cumprir as obrigações estabelecidas em tratados internacionais. Foi o que disse a relatora para o Brasil da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos, Antonia Urrejola, em entrevista à jornalista Marilu Cabañas, da Rádio Brasil Atual.

O post Brasil tem que cumprir tratados internacionais, diz OEA é original do Rede TVT.



Carta aberta ao General Mourão, o índio do Amazonas

23 de Agosto de 2018, 8:11, por Feed RSS do(a) News

Exmo. Sr. General de Exército Antônio Hamilton Martins Mourão

Mui digno candidato a vice presidente da República

Por José Ribamar Bessa Freire, de Niterói:

De qual tribo de índios é o general Mourão?

O senhor acaba de se identificar oficialmente como “indígena” ao registrar candidatura no Tribunal Superior Eleitoral. Isso foi logo após a repercussão negativa de sua fala a empresários da Câmara de Indústria e Comércio de Caxias do Sul, quando afirmou que o Brasil é subdesenvolvido, porque “herdou a cultura de privilégios dos ibéricos, a indolência dos índios e a malandragem dos africanos”, o que desagradou seus próprios eleitores que não gostaram de se ver assim retratados. Parece que a mão esquerda tentou consertar, então, o que fez a mão direita, mas disso decorrem problemas de raciocínio. Por isso, desejando elucidar a lógica de sua estreia espalhafatosa no cenário político nacional, me inspiro no saudoso Waldick Soriano e lhe “escrevo essa carta, mas não repare os senões”.

– Eu sou indígena. Meu pai é amazonense – essa foi sua justificativa.

Ainda que mal pergunte: De qual etnia? Qual é a sua aldeia de referência? A interpelação faz sentido. Olhe só, vou desenhar: o “cidadão europeu” não existe em abstrato, no ar, ele vive em determinado país da Europa, com um território, língua e cultura que marcam sua identidade. O cara só é europeu porque é português, francês, alemão, etc. Da mesma forma com os índios. Sônia, nossa candidata a vice presidente (PSOL), só é índia porque é Guajajara, da aldeia Lagoa Quieta, Terra Indígena Arariboia (MA). Não existem nem o europeu sem pátria, nem o índio desfigurado sem relação étnica, ainda que historicamente distante.

Carta aberta ao General Mourão, o índio do Amazonas

Alguns esquecem, outros não. Muitos índios que vivem em contexto urbano há algumas gerações lembram muito bem de tais referências. É o caso de seu colega, criador do Serviço de Proteção aos Índios (SPI), o marechal Cândido Rondon. Consciente de que era bisneto de índios Bororo e Terena, ele mantinha vínculo afetivo com a aldeia das Garças de seus bisavós maternos. Quanto ao senhor, quais são as suas referências? Com qual povo e aldeia o senhor tece laços de afeto e de pertencimento? E nesse caso, admitindo que o senhor é um índio genérico, qual é a conclusão que podemos tirar de suas afirmações contraditórias?

Indolência

A implacável lógica aristotélica, ensinada na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército que o senhor cursou com tanto brilho, nos leva inexoravelmente a um raciocínio dedutivo:

Premissa maior: Todo homem é mortal – Mourão diz que todo índio é indolente.

Premissa menor: Sócrates é homem – Mourão diz que é índio.

Conclusão: Logo, Sócrates é mortal – Logo, Mourão admite que é indolente.

Foi assim que eu aprendi lá no curso clássico do Ginásio Amazonense, com a professora de Filosofia, Lindalva Mota, a “Lili Silogismo”, mais conhecida pelo apelido de “Por-conseguinte-então”.

Vosso candidato a presidente, o capitão Jair Bolsonaro, que na caserna seria seu subordinado, tentou consertar a trapalhada, inventando que “indolência”, em seu discurso, quer dizer “capacidade de perdoar”. Mas não soube explicar qual a relação do perdão com o atraso do Brasil e por isso foi obrigado a admitir que, no caso, indolência quer dizer mesmo preguiça. Para se legitimar, recorreu à autoridade de um economista: “Roberto Campos falou a mesma coisa no prefácio do livro Manual do perfeito idiota latino-americano”, que parece ser um livro autobiográfico. A emenda foi pior do que o soneto.

Talvez, general, seja recomendável ler outros pesquisadores, uma vez que o ministro do Planejamento na ditadura militar, Bob Fields, assim conhecido por sua subserviência ao imperialismo americano, nunca viu um índio em seus 84 anos de vida e repetiu preconceitos dos “perfeitos idiotas”. Recomendo-lhe a leitura de “A queda do céu” do Davi Kopenawa e Bruce Albert (Cia. das Letras, 2015), cuja leitura certamente o fará pedir desculpas aos índios e aos negros que construíram esse país com seu sangue e seu suor:

– “Os brancos […] devem pensar que as plantas crescem sozinhas, à toa. Enquanto isso, chegam a nos chamar de preguiçosos, porque não destruímos tantas árvores quanto eles! Essas palavras ruins me deixam com raiva. Não somos nem um pouco preguiçosos! […] Sabemos trabalhar sem descanso em nossas roças debaixo do sol. Mas não fazemos do mesmo modo que os brancos” – diz Davi Yanomami (p.469).

Sangue índio

Quem deu mais detalhes foi o etnólogo francês Jacques Lizot, que viveu mais de 20 anos com os Yanomami e cronometrou o tempo que dedicam à atividade produtiva: uma média diária de três horas e meia para viverem em abundância com todas necessidades satisfeitas, sem buscar lucro ou acumular riquezas. O tempo que sobra é empregado em outras atividades espirituais de estudo e lazer: observam e estudam a fauna e a flora, pesquisam, elaboram hipóteses, experimentam, produzem conhecimentos sofisticados, desenvolvem cultura artística e mitológica, cantam, dançam, rezam, brigam e brincam, praticam rituais, namoram, se divertem, riem, descansam. Enfim, vivem.

Alguns acham, general, que sua auto identificação como indígena é oportunismo eleitoreiro e manifestam desconfiança, posto que o senhor só assumiu tal identidade agora, aos 65 anos de idade, ignorando sempre o índio que agora diz ser e sem saber que índio é. Outros acham que é pura chacota, gozação com os índios. Prefiro acreditar, mesmo sob o risco de parecer ingênuo, que se trata de uma descoberta tardia, mas sincera, de quem conhece os índios e a floresta, pois já comandou a 2ª. Brigada de Infantaria de Selva em São Gabriel da Cachoeira (AM) e fez o curso de guerra na selva.

– No Brasil, todo mundo é índio, exceto quem não é – já disse um dia Eduardo Viveiros de Castro, um antropólogo que vale a pena ler. O senhor, general, não se considera exceção, porque seu pai é amazonense, o meu também, portanto compartilhamos o sangue indígena, que todo brasileiro tem, uns nas mãos, outros nas veias, outros na alma. O saudoso marechal Rondon não tinha sangue indígena nas mãos. Seu lema era: “Morrer se for preciso; matar, nunca”. Essa é a tradição do glorioso exército brasileiro que precisamos resgatar.

Outra índia: a ex-ministra do agronegócio de Dilma, Kátia Motosserra Abreu

Mas nesse momento alguém está com as mãos ensanguentadas. No domingo passado (12/8) foi assassinado Jorginho Guajajara, líder do movimento contra a invasão do seu território por madeireiros que destroem a floresta. General, não basta se declarar indígena. Não basta parecer índio. Não basta colocar um cocar: isso até a senadora Kátia Motoserra Abreu fez. É preciso ser índio. Para isso, temos que ser solidários com os parentes. Aguardamos urgentemente seu pronunciamento vigoroso cobrando a punição dos assassinos. É alentador, depois de cinco séculos de massacres e de roubo de terras, ter na vice-presidência alguém com sangue índio na alma e nas veias.

Lutar até morrer

Afinal o senhor, que se diz indígena, é general. Bolsonaro, que não gosta de índios, é apenas capitão. Use a hierarquia para ordenar que seja incorporado aos programas do PSL e do PRTB a exigência pela demarcação das terras de seus parentes, fazendo cumprir a Constituição de 1988.

Contamos ainda com seu apoio ao movimento suprapartidário de 73 candidatos índios, de diversos partidos, em quase todos os estados brasileiros: 25 a deputado federal, entre os quais Eunice Kerexu (Psol-SC), Toninho Guarani (PT-ES),Francisco Piyanko (Psol-AC), Joênia Wapixana (Rede-RR), Almir Surui (Rede-RO) e Rondon Terena (Psol-GO); 45 a deputado estadual ou distrital, entre eles Hyral Moreira (Rede-SC), Anapuaka Tupinambá (PPS-RJ) e Gersem Baniwa (Rede- AM); Uma (1) candidata ao Senado, um (1) a governador e uma (1) a vice presidente da República, todos agrupados na Frente Parlamentar Indígena (ver lista abaixo).

Não incluímos seu nome na lista, general, porque aguardamos sua posição firme em defesa da demarcação das terras indígenas. Vamos barrar o avanço dos ruralistas que querem tomar as terras dos que aqui vivem antes da chegada do Cabral.. Por enquanto, de cabeça erguida e peito estufado, podemos cantar juntos, general, o nosso hino de guerra, de autoria do Flávio de Souza:

Vamos à luta, lutar para vencer.

Se for preciso, lutar até morrer.

Lutar com disciplina e destemor

Mostra a todo mundo o teu valor.

Esse é o hino do glorioso Nacional Futebol Clube, de Manaus, pelo qual o senhor também deve torcer, que lidera hoje o Grupo A3 da Série D. No contexto da atual luta política, podemos ressignificá-lo.

Amos. Atos. Obros.

P.S.

Lilian Campelo – Brasil de Fato

O número de candidatos indígenas em comparação a 2014 é maior de acordo com o TSE. São 129 inscrições contra as 85 da última eleição. Já pelo mapeamento feito pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) há, até o momento, 75 indígenas indicados. Conforme o assessor jurídico da APIB, Luiz Eloy Terena, está sendo construída uma plataforma online, que vai trazer informações sobre o perfil dos candidatos, a história dele com o movimento indígena e de seu povo, dados do partido e principais propostas. (Informações de Lilian Campelo – Brasil de Fato)

José Ribamar Bessa Freire, professor da Pós-Graduação em Memória Social da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNI-Rio), onde orienta pesquisas de doutorado e mestrado e da Faculdade de Educação da UERJ, coordena o Programa de Estudos dos Povos Indigenas (UERJ), pesquisa no Programa de Pós-Graduação em Memória Social (UNIRIO) e edita o site-blog Taqui Pra Ti. Tem mestrado em Paris e doutorado no Rio de Janeiro. É colunista do Direto da Redação.

Direto da Redação é um fórum de debates editado pelo jornalista Rui Martins



Brasil 2018: 4 famílias receberam R$ 9 bilhões e não pagarão um tostão de imposto

22 de Agosto de 2018, 10:13, por Feed RSS do(a) News

Em entrevista recente no Roda Viva, o candidato à presidência Ciro Gomes (PDT), deu um exemplo de como é a tributação brasileira. Neste ano, apenas quatro famílias receberam R$ 9 bilhões de dividendos (lucros da empresa) sem pagar um único tostão de imposto. As quatro famílias que receberam os R$ 9 bilhões sem imposto são […]



10 mil famílias vão morar na rua e isso vira uma notícia boa no Jornal Nacional

22 de Agosto de 2018, 10:05, por Feed RSS do(a) News

É o milagre da televisão Brasileira. Entre 2015 e 2017, período do golpe parlamentar de 2016, a Caixa Econômica Federal, banco público, aumentou em 150% o número de imóveis que pôs a leilão. São imóveis retirados de famílias que não conseguiram pagar as prestações. Em 2015, ainda no governo Dilma Rousseff (PT), eram 4 mil […]



A tragédia da reforma trabalhista

22 de Agosto de 2018, 10:05, por Feed RSS do(a) News

Por Ana Luíza Matos de Oliveira, no site da Fundação Perseu Abramo:

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) revelam: a taxa de subutilização da força de trabalho, conceito que agrega os trabalhadores desocupados, os subocupados por insuficiência de horas (trabalham menos de 40 horas semanais e gostariam de trabalhar mais) e a força de trabalho potencial, foi de 24,6% no segundo trimestre de 2018. Em números absolutos, isso significa 27,6 milhões de pessoas na subutilização e 1,3 milhão de pessoas a mais nessa estatística desde o segundo trimestre de 2017.

Batendo recordes históricos, o número de desalentados (aqueles que desistiram de procurar emprego) chegou a 4,8 milhões no segundo trimestre de 2018. Para chegar o número de subutilizados, somam-se esses 4,8 milhões aos 3,3 milhões que podem trabalhar mas não têm disponibilidade (formando a força de trabalho potencial), acrescidos dos treze milhões de desocupados e os 6,5 milhões que trabalham, mas uma quantidade de horas insuficiente.

É importante ainda lembrar que, no segundo trimestre de 2018, 74,9% dos empregados no setor privado tinham carteira de trabalho assinada, um índice 0,9 p.p. menor que no mesmo trimestre do ano anterior, o que mostra uma ampliação da informalidade no último ano. O contingente de trabalhadores com carteira assinada chegou, nesse mesmo segundo trimestre de 2018, ao ponto mais baixo da série histórica, com 32,8 milhões de trabalhadores.

Todos esses dados exemplificam que a reforma trabalhista não foi capaz de criar empregos de qualidade e, ao contrário, cresce o contingente de trabalhadores que se desiludem e param de buscar emprego.