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Um ano depois da morte Moïse Kabagambe, réus ainda não foram julgados

25 de Janeiro de 2023, 15:56 , por Feed RSS do(a) News - | No one following this article yet.
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Os três acusados pela morte de Moîse, Fábio Pirineus da Silva, Brendon Alexander Luz da Silva e Alesson Cristiano de Oliveira Fonseca, foram denunciados pelo Ministério Público, mas ainda não foram condenados. O processo tramita na Primeira Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Por Redação, com Brasil de Fato – do Rio de Janeiro

A morte do congolês Moïse Kabagambe completou um ano na terça-feira e familiares do imigrante disseram, durante homenagens na data, que a justiça está sendo muito lenta na caso. Em uma missa celebrada no Santuário do Cristo Redentor, no Rio, a mãe de Moïse, Lotsove Lolo Lavy Ivone, disse que espera por mais celeridade no julgamento dos culpados.

Missa pela memória de Moïse foi celebrada no Santuário Cristo Redentor, no Corcovado

Em entrevista ao portal G1, também no alto do Cristo Redentor, o irmão mais velho de Moïse, Maurice, questionou a demora pelo fato de haverem provas, como vídeos, que atestam que o congolês continuou sendo espancado ao lado de um quiosque na Barra da Tijuca mesmo depois que já se encontrava desacordado e possivelmente morto.

– Bateram nele até o último minuto, quando ele já estava caído no chão. E continuaram batendo. E dizem que não tinham a intenção de matar. Como pode? Se não tivesse vídeos iam dizer que meu irmão era bandido. Tem vídeos, mas nada acontece, já tem um ano e nada acontece – disse Maurice.

Os três acusados pela morte de Moîse, Fábio Pirineus da Silva, Brendon Alexander Luz da Silva e Alesson Cristiano de Oliveira Fonseca, foram denunciados pelo Ministério Público, mas ainda não foram condenados. O processo tramita na Primeira Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

No início desta tarde, amigos, familiares, ativistas de direitos humanos e parlamentares, entre outros, se concentraram em frente ao quiosque Tropicália, na altura do posto 8, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, para prestar homenagem a Moïse com velas acesas e flores. O ato foi organizado pela família do congolês.

Programa

Na segunda-feira, o Governo Federal lançou o Programa de Atenção e Aceleração de Políticas de Refúgio para Pessoas Afrodescendentes e a Implantação do Observatório Moise Kabagambe, que vai atuar para prevenir a Violência contra Refugiados no Brasil. 

Durante a cerimônia, os pais de Moïse conversaram com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino. A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, também esteve presente no encontro. O objetivo do programa é fortalecer políticas para acolher e proteger os refugiados que vêm para o Brasil, impedindo casos de xenofobia e agressão.


Fonte: http://blogoosfero.cc/news/blog/um-ano-depois-da-morte-moise-kabagambe-reus-ainda-nao-foram-julgados