Como parte da campanha anual 16 Dias de Ativismo contra a Violência de Gênero, o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) lançou um curso online para que seus funcionários em todas as operações no mundo tenham conhecimentos e ferramentas necessárias para planejar e implementar programas efetivos de prevenção e combate à violência baseada em gênero. Este ano, a agência intensificou esforços para melhorar o acesso das sobreviventes à Justiça.
“Apesar de ter aumentado a atenção para o tema da violência sexual baseada em gênero e os esforços para combatê-la, um número alarmante de mulheres continua enfrentando esta terrível violação de seus direitos. Em grande parte por causa da desigualdade que persiste em todo o mundo”, disse Alto Comissário da ONU para Refugiados, António Guterres, na segunda-feira (26).
De acordo com Guterres, evitar e combater a violência sexual e de gênero é “componente-chave das operações do ACNUR”. “Em 2012, alocamos 6,9 milhões de dólares para projetos de prevenção e combate que estão sendo implementados em 12 países nos quais o ACNUR tem operações em andamento”, disse.
O Alto Comissário notou que apesar da prevalência da violência de gênero em todas as regiões do mundo, os níveis de relatos são baixos. “Inúmeras barreiras culturais e práticas impedem os sobreviventes de denunciar os abusos e os perpetradores ficam impunes,” disse Guterres.
Os 16 Dias de Ativismo de contra a Violência de Gênero é uma campanha internacional iniciada em 1991 pelo Women’s Global Leadership Institute. Este ano o tema é “Da paz em casa para a paz no mundo: vamos desafiar o militarismo e acabar com a violência contra a mulher!”. A iniciativa vai até 10 de dezembro, Dia dos Direitos Humanos.
A campanha une o ACNUR, organizações parceiras, populações de interesse da agência e comunidades em todo o mundo pelo combate a todas as formas de violência baseada em questões de gênero. O ACNUR também dará visibilidade ao trabalho da Campanha Fita Branca, uma iniciativa de um grupo de homens que encoraja seus colegas a não se envolverem, pactuarem ou ficarem calados diante da violência contra a mulher. Os participantes são convidados a usar uma fita branca em sinal de comprometimento com a causa.

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