Em sua segunda visita à região em um mês, a Comissária Assistente da Organização Mundial para Proteção, Erika Feller, visitou campos de refugiados sírios e fez um apelo aos dois lados do conflito para que aqueles que tentam fugir da violência crescente na Síria tenham um caminho seguro, observando que são os civis os mais atingidos pelos confrontos.
“Em algumas áreas, a insegurança atingiu as fronteiras do país, fazendo com que fugir para países vizinhos se torne especialmente perigoso”, afirmou Feller em uma nota divulgada pelo Escritório do Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR) ontem (4).
Na segunda-feira (3), Feller esteve no campo de Za’atri, na Jordânia, onde 32 mil refugiados estão vivendo no momento. Lá, os preparativos para o inverno que se aproxima já estão bem encaminhados, segundo o ACNUR.
A agência desmentiu o que chamou de “relatórios errôneos” sobre crianças que morrem no campo por causa do frio. Segundo os relatórios médicos, das quatro mortes de crianças que ocorreram desde 23 de novembro, duas foram atribuídas a defeitos congênitos e as outras duas à diarreia grave.
Mais de 475 mil sírios já foram registrados como refugiados ou aguardam registro em toda a região. Dentro do país, pelo menos 2,5 milhões de civis estão em perigo e precisam de ajuda humanitária urgente.
“A situação de segurança alimentar para muitos sírios está se deteriorando rapidamente com a intensificação do conflito e sua expansão para novas áreas”, relatou o Programa Mundial de Alimentos (PMA), em outro comunicado.
A agência afirmou que, assim como outros órgãos da ONU, suspendeu temporariamente todas as missões de campo para além de Damasco, uma vez que o acesso rodoviário para a capital se tornou mais perigoso.
“A crise síria também tem impactado negativamente a situação de segurança alimentar dos países vizinhos, que dependem da importação de alimentos provenientes da Síria e do comércio transfronteiriço. Os preços dos alimentos na Jordânia, por exemplo, têm aumentado devido à redução das importações de alimentos em cerca de 50% e o aumento da demanda de recém-chegados da Síria”, acrescentou o PMA, que opera na região desde outubro do ano passado, fornecendo alimentos tanto para pessoas dentro da Síria quanto para refugiados.

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