
O presidente da Argentina, Mauricio Macri. Foto: Agência Brasil/Elza Fiúza
As autoridades argentinas e oficiais do Fundo Monetário Internacional (FMI) chegaram na quinta-feira (7) a um acordo para financiamento de 50 bilhões de dólares ao país. O empréstimo ainda precisa ser aprovado pelo Conselho Executivo do organismo internacional, que irá analisar nos próximos dias o plano econômico apresentado pela nação sul-americana.
A diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, cumprimentou as autoridades argentinas pelo acordo. “Como enfatizamos anteriormente, trata-se de um plano concebido e desenhado pelo governo argentino, com o objetivo de fortalecer a economia e beneficiar todos os argentinos”, disse.
“Estou feliz com o fato de podermos contribuir com esses esforços ao fornecer nosso apoio financeiro, que impulsionará a confiança do mercado, dando tempo às autoridades para enfrentar uma série de vulnerabilidades de longa data”, declarou.
“Como parte desse apoio, tanto o FMI como o governo argentino pretendem trabalhar juntos para garantir que os passos sejam dados, e que os recursos estejam totalmente disponíveis, para proteger a população mais vulnerável enquanto as reformas seguem adiante.”
Segundo Lagarde, a posição fiscal está no centro do plano econômico do governo argentino. “Apoiamos totalmente esta prioridade e elogiamos a intenção das autoridades de acelerar o ritmo de redução do déficit do governo federal, restaurando o saldo primário até 2020. Essa medida, em última análise, diminuirá as necessidades de financiamento do governo, derrubará a trajetória da dívida pública e, como disse o presidente (Mauricio) Macri, aliviará o peso nas costas do país”.
O FMI disse ainda apoiar fortemente os redobrados esforços da Argentina de reduzir sua inflação, que segundo Lagarde prejudica a base da prosperidade econômica do país e afeta diretamente os mais vulneráveis. “Endossamos a decisão do banco central (argentino) de adotar metas realistas e significativas de inflação e seu compromisso de manter uma taxa de câmbio flexível e determinada pelo mercado”, disse.
“Também ficamos contentes com o compromisso das autoridades argentinas de garantir independência legal e autonomia operacional ao banco central, e de colocar um fim imediato ao financiamento do banco central ao déficit federal.”







