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CEPAL: Pobreza segue caindo na América Latina mas ainda afeta 167 milhões de pessoas

November 26, 2012 22:00 , von Unbekannt - 0no comments yet | No one following this article yet.
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A pobreza segue caindo na América Latina, mas ainda afeta  167 milhões de pessoasA Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) projeta que a região finalizará este ano com 167 milhões de pessoas em situação de pobreza, um milhão de pessoas a menos que em 2011, o que equivale a 28,8% dos habitantes da região. O número de pessoas em extrema pobreza ou indigência se manterá estável em 2012, somando 66 milhões, o mesmo número apresentado em 2011.

A pobreza na América Latina seguirá sua tendência à queda, ainda que a um ritmo menor ao observado nos últimos anos, graças às projeções de crescimento econômico positivo e inflação moderada para 2012 na região, resume o Relatório Panorama Social da América Latina 2012, apresentado hoje (27) na sede da CEPAL em Santiago, Chile.

As atuais taxas de pobreza e indigência são as mais baixas observadas nas últimas três décadas, o que é uma boa notícia, embora estejamos diante de níveis inaceitáveis em muitos países. O desafio é gerar empregos de qualidade no marco de um modelo de desenvolvimento orientado para a igualdade e para a sustentabilidade ambiental”, disse a Secretária-Executiva da CEPAL, Alicia Bárcena.

Assista ao vídeo abaixo sobre o relatório:

De acordo com o Relatório, na última década, a desigualdade reduziu-se em matéria de distribuição de renda, ainda que esta continue sendo outro dos principais desafios da região. As últimas estatísticas disponíveis para 18 países indicam que em média 10% dos mais ricos da população latino-americana recebem 32% da renda total, enquanto 40% dos mais pobres recebem somente 15%.

Por outro lado, a CEPAL adverte sobre uma mudança na tendência do gasto público social na região. Até o ano de 2010, este seguia crescendo na América Latina, tanto em valores absolutos como em proporção ao gasto público total e ao produto interno bruto (PIB), mostrando um caráter contracíclico durante a crise internacional. Entretanto, dados parciais de 2011 indicam que há uma tendência à contração relativa do gasto social para robustecer as finanças públicas, o que não significa, necessariamente, uma redução dos valores absolutos destinados aos setores sociais.

Assistência e cuidado na América Latina

Na edição de 2012 do Panorama Social também são abordados alguns aspectos do tema relacionado às atividades de assistência ou “cuidado” na América Latina. Este “é um assunto fundamental, em torno do qual existem profundas desigualdades e discriminações de gênero que afetam negativamente a mulher, que carrega a carga da assistência na qualidade de trabalho não remunerado e pouco reconhecido”, indica o Relatório.

De acordo com a publicação, 6,7% do total de ocupados na região latino-americana trabalha no setor de assistência e em torno de 3/4 desses trabalhadores estão empregados no serviço doméstico. As mulheres ocupam 94% dos trabalhadores neste setor: 71% no serviço doméstico e 23% em serviços educativos e de saúde.

Entre os trabalhadores do cuidado observa-se uma maior incidência da pobreza que entre o resto dos ocupados (24,1% frente a 20,2% em 2010). O emprego doméstico, em particular, combina escassa regulação, baixos salários, pouco acesso à proteção social, discriminação e condições de trabalho extremamente precárias, indica o Panorama Social 2012.


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Quelle: http://www.onu.org.br/cepal-pobreza-segue-caindo-na-america-latina-mas-ainda-afeta-167-milhoes-de-pessoas/

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