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Enviado da ONU pede mais esforços para evitar colapso econômico e violência na Líbia

18 de Julho de 2018, 19:07 , por ONU Brasil - | No one following this article yet.
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Migrantes em centro de detenção localizado nos arredores de Trípoli, na Líbia. Foto: UNICEF/Alessio Romenzi

Migrantes em centro de detenção localizado nos arredores de Trípoli, na Líbia. Foto: UNICEF/Alessio Romenzi

Apesar dos sinais encorajadores na frente política e humanitária, os esforços devem ser sustentados e intensificados na Líbia para evitar mais “colapso econômico, dos serviços públicos e surtos mais frequentes e intensos de violência”, disse na segunda-feira (16) o enviado especial das Nações Unidas para o país.

Ghassan Salamé informou o Conselho de Segurança por videoconferência direto de Trípoli sobre a situação na Líbia e o progresso na implementação do Plano de Ação da ONU, revelado durante a sessão da Assembleia Geral em setembro de 2017, para apoiar a recuperação do país.

“Nos primeiros meses deste ano, a Líbia desfrutou de relativa calma em termos de ações militares”, afirmou Salamé, destacando que o número de civis mortos por ação militar caiu para quatro em março e cinco em abril.

“Lamentavelmente, os últimos dois meses foram marcados por ações militares e desenvolvimentos violentos”, acrescentou ele, observando que havia exposto “frustrações com relação à distribuição de riqueza e à pilhagem endêmica de recursos” em todo o país.

“Preocupações permanecem sobre os abusos de direitos humanos, incluindo execuções sumárias e prisões extrajudiciais”, acrescentou, reiterando o apelo para que “todas as partes do conflito respeitem plenamente o direito humanitário internacional, inclusive tomando todas as precauções viáveis ​​para proteger os civis”.

Desde que o conflito armado irrompeu na Líbia em 2011, cerca de 200 mil pessoas foram deslocadas internamente. Chamando a atenção para a terrível situação humanitária no país, o enviado da ONU afirmou que o atual cenário “dos deslocados internos é insustentável do ponto de vista político e financeiro, dada a falta de recursos disponíveis para apoiá-los”.

“Eles devem ter o direito de se integrar a suas comunidades anfitriãs, à medida que forem feitos esforços para facilitar seu retorno”, disse.

Entre os desenvolvimentos encorajadores citados por Salamé estava a realização de eleições locais em várias localidades graças ao apoio da ONU; o restabelecimento do escritório das Nações Unidas em Trípoli e, em breve, em Benghazi; e o lançamento de um processo consultivo para assegurar a participação ativa dos líbios no futuro do país.

“Esse processo de baixo para cima é parte integrante do Plano de Ação”, explicou ele. “Isso coloca o povo líbio no centro do processo político, seja quem for ou onde quer que esteja. Para muitas comunidades, essa foi a primeira vez que se envolveram ativamente no processo político e foram consultadas”.

O enviado especial disse que as consultas “nos ensinaram que o povo líbio deseja uma liderança clara e eficaz por parte de órgãos legítimos, formados por meio de eleições”, acrescentando que “os membros da Câmara dos Representantes devem tomar conhecimento disso”. “Os líbios estão exigindo eleições e estão ficando impacientes com aqueles que encontram múltiplas formas e meios de adiar este momento”, disse.

Salamé pediu aos membros do Conselho de Segurança que pressionem os parlamentares a “entregar” o que chamou de “responsabilidade histórica e atingir essa meta em tempo hábil”.

“O status quo na Líbia não pode ser sustentado”, concluiu ele. “Se quisermos evitar isso e apoiar o povo líbio para traçar um rumo para o futuro que eles merecem, o apoio unificado deste Conselho, dos Estados-membros atuando na Líbia e de nossas organizações regionais parceiras é vital.”


Fonte: https://nacoesunidas.org/enviado-da-onu-pede-mais-esforcos-para-evitar-colapso-economico-e-violencia-na-libia/

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